sábado, 17 de outubro de 2026
Audiência Pública apresenta o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) e o Relatório de Gestão Fiscal (RGF), referentes ao 2º quadrimestre de 2026
Dr. Julinho detalha ações da gestão e aponta avanços em áreas estratégicas

Em entrevista à Rádio Mais FM, nesta sexta-feira (16), o prefeito de São José de Ribamar, Dr. Julinho (Podemos), fez um balanço das ações da administração municipal e rebateu críticas à sua gestão. Durante o programa Diário Mais, o prefeito destacou os investimentos em saúde, educação, infraestrutura e regularização fundiária, além de comentar o cenário político e a relação com a Câmara Municipal.
A entrevista teve um tom político. Ao responder sobre as críticas que vem recebendo, Dr. Julinho afirmou que mantém uma relação de respeito com os vereadores e questionou a mudança de posicionamento de parte dos parlamentares.
“É difícil explicar o sentimento dos outros”, afirmou o prefeito. Ele disse que a administração mantém os salários em dia, as escolas em funcionamento e os serviços públicos ativos. Também defendeu sua atuação administrativa e declarou que as contas de sua gestão referentes a 2021, 2022 e 2023 foram aprovadas.
Eleições da Câmara
Um dos principais momentos da entrevista foi a discussão sobre o relacionamento entre o Executivo e o Legislativo municipal. Dr. Julinho afirmou que sempre manteve uma postura de diálogo com os vereadores e que não costuma pedir apoio para medidas que considera injustificadas.
O prefeito também mencionou a aprovação de nove emendas impositivas, que ainda precisam passar pelos procedimentos necessários para execução. Segundo ele, a administração pretende cumprir as etapas legais para viabilizar os recursos.
A discussão ganhou um componente político quando os apresentadores compararam a remuneração dos vereadores de São José de Ribamar com a dos parlamentares de São Luís. Dr. Julinho afirmou que o município mantém uma relação institucional respeitosa com a Câmara e defendeu a continuidade do diálogo entre os poderes.
Saúde ribamarense
Na prestação de contas, Dr. Julinho destacou os serviços oferecidos pela rede municipal de saúde. Entre os números apresentados na entrevista estão 631 procedimentos cirúrgicos ambulatoriais e 589 cirurgias oftalmológicas, incluindo procedimentos para tratamento de catarata e pterígio.
O prefeito também citou a realização de 290 endoscopias e 1.057 mamografias, além dos atendimentos na maternidade municipal. Segundo os dados apresentados por ele, foram realizados partos normais, cesarianas e procedimentos de laqueadura. O gestor afirmou ainda que o município conseguiu zerar a fila para esse último procedimento.
Outro destaque foi a implantação de uma base descentralizada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na região do Araçagy. A estrutura, segundo o prefeito, deve ampliar a capacidade de resposta em situações de urgência e emergência. Ele também mencionou a intenção de estender o serviço à zona rural.
Regularização fundiária e infraestrutura
Dr. Julinho também defendeu os avanços do programa Agora é Meu, voltado à regularização fundiária. Segundo ele, a Prefeitura tem entregado títulos de propriedade e encaminhado os processos para registro em cartório, garantindo maior segurança jurídica aos moradores.
Entre as localidades citadas estão Vila Sarney, Vila Flamengo, Vila Cafeteira, Maiobinha e Novo Horizonte. Sobre esta última comunidade, o prefeito afirmou que a atuação municipal permitiu encaminhar uma solução para a regularização dos imóveis e anunciou a previsão de melhorias nas principais ruas da região.
Na infraestrutura, o gestor reconheceu que ainda existem desafios. Ele atribuiu parte das dificuldades ao crescimento populacional e ao custo elevado das obras de pavimentação.
“São José de Ribamar foi a décima cidade do Brasil que mais cresceu e a primeira do Maranhão”, afirmou, ao defender que a expansão do município exige mais investimentos em ruas, saneamento, saúde e outros serviços públicos.
O prefeito também destacou intervenções em áreas de interesse turístico, como Ponta Verde, e a conclusão da estrada de Nossa Senhora da Vitória. Para ele, essas obras podem melhorar o acesso, movimentar a economia local e gerar oportunidades de trabalho.
Gestão aposta em serviços e crescimento econômico
Durante a entrevista, Dr. Julinho afirmou que prefere concentrar esforços na execução de obras e serviços, em vez de priorizar a divulgação das ações. Também ressaltou a necessidade de ampliar a arrecadação própria do município para reduzir a dependência dos repasses federais.
O gestor citou medidas para facilitar a abertura de empreendimentos e a emissão de alvarás de construção, além de defender o ordenamento urbano como estratégia para atrair investimentos e gerar empregos.
A entrevista reuniu balanço administrativo e debate político. De um lado, o prefeito apresentou números de atendimentos e ações realizadas pela gestão. De outro, questionou as críticas que vem recebendo e defendeu a manutenção do diálogo institucional.
Jonas Magno denuncia calote de ‘quase R$ 8 milhões’ de ex-prefeito em Rosário

O prefeito de Rosário, Jonas Magno, afirmou que uma dívida de quase R$ 8 milhões com a Receita Federal, que ele atribui à gestão do ex-prefeito Calvet Filho, provocou o bloqueio de repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Segundo o gestor, a retenção dos recursos compromete as finanças e o funcionamento da administração municipal.
Jonas informou que a Prefeitura acionou a Justiça para tentar desbloquear os valores. Enquanto aguarda uma solução, a gestão pretende reduzir despesas e reorganizar os gastos para enfrentar a restrição financeira.
O FPM é uma das principais fontes de receita dos municípios e contribui para o custeio dos serviços públicos e a realização de investimentos. De acordo com o prefeito, o bloqueio dificulta a manutenção do equilíbrio das contas e a execução das ações previstas pela administração.
Apesar das dificuldades relatadas, Jonas Magno afirmou que pretende dar continuidade ao trabalho da Prefeitura e avançar com obras e projetos em Rosário.
G Léda
Fred Campos inaugura novas obras em Paço do Lumiar

O prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos, continua intensificando o ritmo de inaugurações pelo município, entregando novos espaços de lazer, educação e esporte para a população. Nesta quinta-feira (15), foi inaugurado o Parquinho Kids do Viva Maiobão e, nesta sexta-feira (16), foi a vez dos moradores do Residencial Silvia Cantanhede receberem duas importantes obras: o núcleo do Educa Paço e uma quadra poliesportiva.
As inaugurações contaram com a presença da primeira-dama e deputada estadual eleita Maedja Campos, vereadores de Paço do Lumiar e moradores, que acompanharam de perto mais essas conquistas para o município.
Na quinta-feira (15), o Viva Maiobão ganhou um novo espaço dedicado especialmente às crianças. O Parquinho Kids conta com diversos brinquedos e espaços lúdicos, proporcionando um ambiente moderno, seguro e acolhedor para a diversão dos pequenos. A inauguração foi marcada pela alegria das crianças e pela participação das famílias, que agora contam com mais uma opção de lazer e convivência.
Já nesta sexta-feira (16), a Prefeitura realizou duas inaugurações no Residencial Silvia Cantanhede. O novo núcleo do Educa Paço e a quadra poliesportiva representam importantes investimentos na educação, no esporte e no desenvolvimento de crianças e adolescentes.
O núcleo do Educa Paço oferecerá atividades no contraturno escolar, incluindo reforço escolar e atividades culturais e esportivas. Entre as modalidades previstas estão balé, vôlei, basquete, capoeira e diversas outras atividades que contribuirão para o aprendizado, a socialização e o desenvolvimento dos estudantes.
A nova quadra poliesportiva também será um importante espaço para a prática esportiva e a integração da comunidade, incentivando hábitos saudáveis e ampliando as oportunidades de lazer para crianças e jovens.
A solenidade contou com a participação de professores, alunos e moradores, que celebraram a chegada dos novos equipamentos públicos. O momento também foi marcado por apresentações de balé, capoeira e atividades de basquete, demonstrando parte do potencial dos espaços entregues.
Os números reforçam o ritmo de investimentos da gestão municipal. Em menos de dois anos, Fred Campos já entregou mais de 25 praças e mais de 20 quadras cobertas, além de ampliar o programa Educa Paço, que já conta com mais de 10 polos no município. Os espaços têm contribuído para ampliar o acesso ao esporte, ao lazer, à educação e às atividades culturais em diferentes comunidades.
Durante as inaugurações, o prefeito Fred Campos destacou que o trabalho segue em ritmo acelerado e reafirmou o compromisso de continuar transformando Paço do Lumiar.
“É uma alegria enorme continuar entregando obras que fazem a diferença na vida da nossa população. Ontem entregamos o Parquinho Kids do Viva Maiobão, um espaço lindo para nossas crianças brincarem e se divertirem. Hoje estamos aqui no Residencial Silvia Cantanhede inaugurando mais um núcleo do Educa Paço e essa quadra poliesportiva, que vão oferecer mais educação, esporte e oportunidades para nossos jovens. E o mais importante é que esse trabalho não para! Em menos de dois anos de gestão, já são mais de 25 praças, mais de 20 quadras cobertas e mais de 10 polos do Educa Paço espalhados pela nossa cidade. E vem muito mais por aí! Podem ter certeza de que Paço do Lumiar vai melhorar a cada dia que passa. Ainda temos muitas obras para inaugurar, muitos sonhos para realizar e muita coisa boa para entregar ao nosso povo. Tamos juntos e vamos trabalhar!”, destacou o prefeito.
As novas entregas reforçam o compromisso da gestão municipal com a ampliação dos espaços públicos de lazer, educação e esporte, proporcionando mais oportunidades, inclusão e qualidade de vida para a população.
Com obras sendo inauguradas em diferentes bairros, Paço do Lumiar segue avançando e recebendo novos equipamentos públicos que contribuem para o desenvolvimento do município e para a construção de uma cidade cada vez mais bonita, estruturada e acolhedora.
Com camisa do Brasil, Aluisio reage a ação de Janones: ‘Nossa bandeira jamais será vermelha’

O deputado federal Aluisio Mendes (Republicanos-MA) reagiu à mobilização de apoiadores do presidente Lula (PT) que publicaram fotos com a camisa da seleção brasileira neste sábado (17). Alinhado à direita, o parlamentar reafirmou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) e recorreu ao lema de que a bandeira brasileira “jamais será vermelha”.
“A nossa bandeira jamais será vermelha. A camisa da nossa seleção jamais terá a cor da censura e da injustiça”, escreveu no Instagram, também trajando uma camisa da seleção.
Na mesma publicação, Aluisio convocou apoiadores a votar no candidato do PL no segundo turno da eleição presidencial. “Vamos todos juntos, com Flávio Bolsonaro 22, e as cores da nossa nação no peito, com coragem e convicção!”, declarou.
A manifestação ocorreu no contexto de uma ação coordenada de eleitores de Lula nas redes sociais. A partir das 9h, participantes publicaram imagens vestindo a camisa da seleção ou roupas verdes e amarelas e fazendo o “L” com as mãos, em apoio à reeleição do petista.
Entre os participantes estavam as atrizes Marjorie Estiano, Sophie Charlotte, Cláudia Abreu e Débora Bloch, o cantor Chico Buarque, o ex-jogador Raí e o ator Reynaldo Gianecchini.
Veritá: Flávio tem 51,1% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 48,9%

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51,1% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Veritá divulgada neste sábado (17). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, registra 48,9%.
A diferença entre os candidatos é de 2,2 pontos percentuais. O cálculo dos votos válidos exclui os votos brancos e nulos e serve de referência para a definição do resultado da eleição.
O levantamento ouviu 15.554 eleitores em todo o país entre os dias 12 e 16 de outubro. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Realizada com recursos próprios do instituto, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01107/2026.
G Léda
Lula e Flávio Bolsonaro na Globo

Por Joaquim Haickel
Assisti às entrevistas concedidas por Lula e Flávio Bolsonaro à TV Globo e confesso que algumas declarações me causaram perplexidade. Outras despertaram dúvidas que considero legítimas e que merecem respostas mais convincentes.
Antes de qualquer comentário sobre os entrevistados, faço questão de registrar que a melhor coisa das duas entrevistas foi Renata Lo Prete, que se portou com extrema elegância, muita inteligência e impecável isenção.
Comecemos por Lula.
Logo no início, o presidente afirmou: “Eu sou o governo.” A frase me fez lembrar Luís XIV, o Rei Sol, a quem se atribui a célebre expressão “O Estado sou eu”. Evidentemente, os contextos são diferentes. Lula falava de sua responsabilidade pelos resultados do governo, e não reivindicava diretamente poderes absolutos. Ainda assim, a comparação me ocorreu, sobretudo porque, na mesma entrevista, lamentou não ter conseguido fazer a população compreender suas realizações. Será que o problema está apenas na compreensão dos brasileiros?
O presidente afirmou que precisou de dois anos e meio para recuperar o país que recebeu. Mas não podemos esquecer que, dos últimos 24 anos, Lula e seu grupo político ocuparam a Presidência durante aproximadamente vinte anos. É evidente que governos anteriores não podem ser responsabilizados por tudo o que acontece depois deles, mas também não parece razoável tratar a história recente do Brasil como se ele e o PT tivessem sido apenas espectadores.
Lula declarou ainda que, quando assumiu, não havia dinheiro para praticamente nada. Entretanto, a dívida pública brasileira continuou crescendo e, segundo dados divulgados pela Reuters, alcançou 82,9% do PIB em 2026. A dívida não cresce exclusivamente por falta de controle das despesas, pois juros, inflação e desempenho econômico também interferem em sua trajetória. Mas como conciliar a preocupação declarada com o endividamento e a resistência em enfrentar a necessidade de ajustes fiscais?
No comércio exterior, o presidente afirmou que as relações comerciais com os Estados Unidos haviam diminuído 9%, enquanto as trocas com a China cresceram 20%, com a Indonésia, 15%, com a Alemanha, 16%, e com o Vietnã, 13%. Entretanto, os dados que consultei para janeiro a setembro de 2026 indicam queda de 6,8% na corrente de comércio com os Estados Unidos e crescimento de 11,1% com a China. Os demais percentuais ainda precisam de conferência equivalente. Ao que tudo indica, a verdade continua passando longe do presidente.
Outro momento que me chamou a atenção foi a discussão sobre o Supremo Tribunal Federal. Lula afirmou que seus adversários desejam afastar Alexandre de Moraes não apenas pelas suspeitas relacionadas ao Banco Master, mas também pela prisão de Jair Bolsonaro. Não apenas? Será que eventuais irregularidades envolvendo um ministro do Supremo já não seriam, por si mesmas, suficientemente graves para justificar investigação rigorosa, independentemente das motivações políticas de quem a defende?
Também me intrigou a discussão sobre o pedido de vista de Flávio Dino, que interrompeu a análise de questões processuais relacionadas à investigação de Moraes. O presidente afirmou não poder interferir nas decisões dos ministros, o que está correto. Mas o que a sociedade precisa saber é quando essas questões serão esclarecidas e se todos os envolvidos estarão sujeitos aos mesmos critérios de investigação. Sobre esse assunto, ele deixou escapar uma frase sobre Flávio Dino: “o que nós queremos”. A quem Lula se referia ao dizer “nós”? A ele próprio e a Flávio Dino?
Quanto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, Lula ressaltou sua autonomia e reconheceu ter considerado insatisfatórias as explicações que recebeu sobre sua participação em um evento relacionado ao caso Master. A autonomia institucional é indispensável, mas não elimina a responsabilidade administrativa nem a necessidade de prestar esclarecimentos.
Talvez a declaração mais surpreendente tenha sido a de que Lula desconhecia a ausência de reajuste do Bolsa Família durante seu próprio governo. O benefício permaneceu sem correção geral até setembro de 2026, quando foi anunciado um aumento de 15%, pouco antes do primeiro turno. É possível que o presidente não acompanhe pessoalmente cada detalhe da administração. Mas estamos falando de um dos programas mais importantes e identificados com sua trajetória política. Como explicar tamanho desconhecimento?
E por que tantas medidas de grande apelo popular foram anunciadas justamente às vésperas das eleições? A proximidade do pleito não demonstra, por si só, intenção eleitoreira, mas torna indispensável discutir o momento escolhido, os custos envolvidos e as fontes de financiamento.
Passemos agora a Flávio Bolsonaro.
Em minha opinião, Flávio saiu-se melhor que Lula, principalmente porque ser Lula é uma coisa muito complicada, algo quase indefensável.
Flávio pareceu à vontade, um tanto descontraído, e respondeu a quase todas as perguntas sem fugir muito delas, ao contrário do que eu esperava.
Respondeu com desenvoltura e credibilidade às perguntas sobre economia, administração governamental e reforma do Poder Judiciário, não dando muita margem para críticas.
Até mesmo sobre o caso Dark Horse, ele não se saiu tão mal, embora não tenha ficado muito claro por que o valor solicitado ao Banco Master para patrocinar o filme teria sido o dobro de seu custo de produção.
Penso, entretanto, que não se saiu muito bem quando respondeu sobre a possibilidade de colocar seu pai e seu irmão em cargos do governo federal.
Em relação ao pai, disse que nunca trataram desse assunto, o que não é uma negação direta. Caso ele nomeie Jair Bolsonaro para algum cargo, cometerá um erro inominável. Jair deve ocupar o cargo de pai do presidente, de conselheiro pessoal e particular, sem nenhum vínculo com a administração.
No caso de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, Flávio negou categoricamente que fosse nomeá-lo ministro das Relações Exteriores, o que é muito bom, mas deixou em aberto a possibilidade de que ele ocupe outro cargo. Caso resolva nomear o irmão para qualquer outra função, cometerá um erro grave, pois nomeará alguém que poderá lhe causar grandes problemas e cuja eventual demissão criaria uma situação de consequências incalculáveis.
Houve, entretanto, uma pergunta que, a meu ver, o atingiu em cheio, envolvendo um assunto sobre o qual eu jamais havia ouvido falar.
Renata Lo Prete questionou Flávio sobre o PL 3.723/2019, apresentado pelo governo de seu pai, que, em sua versão original, propunha eliminar exigências de identificação de munições. A jornalista quis saber como essa medida ajudaria a combater o crime organizado. Flávio não respondeu diretamente e ainda tratou a questão como um “detalhezinho”.
Fico imaginando o que pode passar na cabeça de alguém para propor uma coisa absurda dessas. Por essa e por outras é que eu digo que a família Bolsonaro não precisa de opositores, pois seus integrantes são seus próprios maiores adversários.
O certo é que, em minha avaliação, a entrevista de Flávio Bolsonaro foi melhor que a concedida por Lula no dia anterior. Entretanto, uma coisa me chamou a atenção: assuntos bastante sensíveis para ambos os candidatos não foram abordados. Lula não foi questionado sobre o Mensalão, o Petrolão, o chamado BNDESão, a Lava Jato e o caso do INSS. Já Flávio não foi questionado sobre o caso das rachadinhas nem sobre as suspeitas de vínculos com milicianos.
Uma boa entrevista, porém, não garante um bom governo, assim como uma entrevista ruim não basta para definir toda uma administração. O que importa, em última análise, é a capacidade de transformar palavras em ações e promessas em resultados.
Considero indispensável que qualquer presidente, seja ele quem for, responda por seus atos, reconheça seus erros e apresente informações verificáveis.
Afinal, governar não é apenas dizer o que foi feito ou prometer o que será realizado. É demonstrar o que foi feito, explicar como foi feito e assumir as consequências do que deixou de ser feito.
TCE condena presidente da Câmara de Rosário a devolver R$ 2 milhões

O Pleno do Tribunal de Contas do Estado condenou, na sessão da última quarta-feira (14), o presidente da Câmara Municipal de Rosário, Rachid João Sauaia, a devolver um total de R$ 2 milhões aos cofres públicos. O débito decorre do julgamento irregular das contas do presidente da legislativo municipal referentes ao exercício de 2023.
As contas foram reprovadas diante de um quadro de mais de 20 de irregularidades, a maioria delas envolvendo a execução de contratos. Entre as quais, destacam-se: ausência de assinatura do contador nos demonstrativos contábeis; ausência de comprovação do recolhimento das contribuições previdenciárias ao Regime Geral de Previdência Social incidentes sobre R$ 314.4 mil de encargos patronais; ausência de comprovação da despesa relativa ao Contrato nº 14/2023 (manutenção predial), no valor de R$ 761.9 mil.
Merecem destaque ainda, ausência de publicação resumida no Diário Oficial, de comprovação de regularidade fiscal, trabalhista e previdenciária do contratado, de designação de fiscal, de registros de acompanhamento da execução e de atestados e termo de recebimento, na execução do Contrato nº 14/2023; ausência de comprovação da despesa relativa ao Contrato nº 24/2023 (locação de equipamentos de captura de áudio e vídeo), no valor de R$ 186 mil e ausência de publicação, de comprovação de regularidade fiscal do contratado, de nota de empenho vinculada ao contrato, de ordem de início de execução, de designação de fiscal, de registros de acompanhamento e de atestados e termo de recebimento, na execução do Contrato nº 24/2023; e ausência de comprovação da despesa relativa ao Contrato nº 07/2023 (assessoria e consultoria contábil), no valor de R$ 240. mil.
Além do débito, coube ao gestor o pagamento de multas no valor de R$ 102.9 mil, correspondente a 5% (cinco por cento) do valor do débito, e de R$ 36 mil, correspondente a R$ 500,00 (quinhentos reais) para cada uma das setenta e duas formalidades legais de execução contratual descumpridas nos onze contratos examinados.
A decisão inclui ainda um conjunto de recomendações ao atual gestor da Câmara Municipal de Rosário/MA, entre elas, que assegure a assinatura das demonstrações contábeis por contador integrante do quadro de pessoal da entidade, efetivo ou comissionado, devidamente habilitado junto ao Conselho Regional de Contabilidade (CRC); e mantenha organizada e disponível a documentação comprobatória de toda despesa contratual (notas de empenho, notas fiscais, ordens de pagamento, comprovantes de retenção e recolhimento de tributos, atestados e termos de recebimento).
Gov. Nunes Freire: TCE manda Fernando PL devolver R$ 4 milhões

Na sessão do Pleno da última quarta-feira (14), o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), condenou o prefeito do município de Governador Nunes Freire, Luís Fernando de Castro Braga, o “Fernando PL”, a devolver R$ 4 milhões recebidos da Secretaria Estadual de Saúde (SES). O débito resulta do julgamento irregular da Tomada de Contas Especial instaurada pela SES diante da irregularidade das contas prestadas dos recursos recebidos por meio da Portaria Fundo a Fundo SES/MA nº 906/2025, para custeio de ação de Assistência à Saúde no Hospital do município.
Depois de receber a Tomada de Contas da SES para julgamento, como manda a legislação, o TCE citou o prefeito do município para que apresentasse alegações de defesa. O procedimento foi ignorado pelo gestor, que manteve a mesma postura durante toda a instrução do processo.
A ausência de apresentação de alegações de defesa por parte do gestor ao longo do processo revelou, para a corte de contas, a falta de argumentos para contestar o resultado da análise feita pelo TCE. “Destaque-se que, até o momento, não se tem notícia de qualquer ação do responsável no sentido de, pelo menos, conhecer as peças do processo, revelando um total descaso com relação ao seu andamento”, diz o voto do relator, conselheiro Caldas Furtado.
Diante do quadro, acolhendo o parecer o parecer do Ministério Público, o Pleno do TCE decidiu pelo julgamento irregular das contas tomadas, imputando ao prefeito municipal o débito de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais), acrescido de atualização monetária e encargos. Os valores devem ser recolhido no prazo de quinze dias, a contar da publicação oficial do acórdão
Na forma da lei, coube ainda ao gestor, a multa de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais), a ser recolhida no prazo de quinze dias, a contar da publicação oficial do acórdão, referente a 10% (dez por cento) do débito .
sexta-feira, 16 de outubro de 2026
Prefeito Cociflan é recebido pelo deputado reeleito Aluisio Mendes, em São Luís
Que Rildo Amaral, possa aproveitar e surfar no melhor bonde político da nossa história já vivido por um prefeito de Imperatriz
Maranhense condenada pelo 8/1 pede autorização para trabalhar em São Luís

A maranhense Eliene Amorim de Jesus, condenada a 14 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro de 2023, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para trabalhar com carteira assinada em uma empresa de confecção em São Luís. O requerimento foi apresentado nesta quinta-feira (15) ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e aguarda análise.
Eliene cumpre a pena em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, em uma residência em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. Segundo a defesa, ela recebeu uma proposta para atuar como auxiliar de confecção, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com intervalo das 12h às 14h.
Os advogados solicitam autorização para que a condenada deixe a residência exclusivamente para o deslocamento entre a casa e o trabalho. Também pedem o desbloqueio de uma conta bancária para o recebimento do salário.
A defesa argumenta que o emprego formal pode contribuir para a ressocialização de Eliene, além de assegurar renda e direitos trabalhistas.
Manicure e integrante da Assembleia de Deus, Eliene foi presa preventivamente após investigação da Polícia Federal sobre sua participação nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Missionária da Assembleia de Deus, ela escrevia um livro sobre atos de protesto em São Luís após a vitória de Lula (PT) em 2022. Depois disso, acabou indo a Brasília.
Além do monitoramento eletrônico, foram impostas restrições como a proibição de usar redes sociais, manter contato com outros investigados e conceder entrevistas sem autorização do STF.
Em novembro de 2025, Eliene foi condenada a 12 anos e seis meses de reclusão e um ano e seis meses de detenção, além de 100 dias-multa. A condenação abrangeu os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.
A decisão transitou em julgado em dezembro daquele ano. Em 12 de fevereiro de 2026, Moraes determinou o início do cumprimento da pena, em regime inicialmente fechado, mas manteve a prisão domiciliar e as restrições anteriormente estabelecidas.
Criador de mulher por IA que atraiu pedreiro do MA diz que objetivo eram vendas

O criador da personagem de inteligência artificial que levou um pedreiro a viajar do Maranhão a Minas Gerais afirmou que o perfil foi desenvolvido para atrair seguidores e vender produtos nas redes sociais. Em entrevista ao g1 publicada nesta quinta-feira (15), o administrador, que não quis se identificar, negou ter conversado diretamente com o trabalhador e disse estar com medo após a repercussão do caso.
Batizada de Jéssica Oliveira, a personagem foi criada em 2025 e se apresentava como uma viúva à procura de um companheiro para morar em uma fazenda. Nos vídeos, prometia sustentar o futuro parceiro e o convidava a se mudar para Minas Gerais. As publicações também divulgavam produtos comercializados por meio de programas de afiliados.
O perfil chegou a reunir mais de 300 mil seguidores no TikTok. Segundo o responsável, as mensagens sobre relacionamento tinham o objetivo de chamar a atenção do público para, posteriormente, direcioná-lo às vendas.
Foi acreditando que encontraria a mulher que Edimar Rocha Martins, de 49 anos, saiu de Imperatriz e percorreu cerca de 2,1 mil quilômetros até Belo Horizonte. Ele chegou à capital mineira no domingo (11), após mais de 36 horas de viagem.
O pedreiro relatou que mantinha conversas privadas com o perfil e recebia convites para o encontro. O administrador, por sua vez, negou qualquer contato particular com Edimar e afirmou não saber se outras pessoas utilizaram os conteúdos da personagem em outras contas.
Sem encontrar a mulher e sem dinheiro para retornar, Edimar recebeu assistência da Prefeitura de Belo Horizonte, que providenciou uma passagem para Augustinópolis, no Tocantins, onde nasceu. Segundo o trabalhador, a solidão e o desejo de recomeçar a vida influenciaram a decisão de viajar.
O criador de Jéssica afirmou que não esperava que as publicações provocassem uma situação como essa. Disse ainda que o perfil já não gerava renda e estava praticamente abandonado. Após a repercussão, a conta foi desativada.
Brandão define nomes para transição ao governo Braide

O governador Carlos Brandão (MDB) oficializou a composição da equipe que representará o Governo do Maranhão no processo de transição para a gestão do governador eleito Eduardo Braide (PSD). A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado de quinta-feira (15), juntamente com o decreto que estabelece as regras para a transferência de informações entre as duas administrações.
Além de definir os representantes do atual governo, Brandão formalizou a nomeação dos seis integrantes indicados por Braide, que venceu a eleição para o Governo do Maranhão no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
Pela atual gestão, foram designados 12 representantes de diferentes áreas da administração estadual. Entre eles estão Luis Fernando Moura da Silva, da Secretaria Geral da Governadoria; Aline Ribeiro Duailibe Barros, do Planejamento e Orçamento; Pedro Carvalho Chagas, do Meio Ambiente; Aparício Bandeira Filho, da Infraestrutura; Jandira Dias Araújo Silva, da Educação; e Liliane Neves Carvalho, da Saúde.
Também integram a equipe Jeonys Caldas Carvalho Aguiar, do Governo; Marcellus Ribeiro Alves, da Fazenda; Guilberth Marinho Garcês, da Administração; Denilson Souza dos Reis Almeida, da Procuradoria-Geral do Estado; Alberto Pessoa Bastos, das Cidades; e Raul Cancian Mochel, da Transparência.
A Secretaria Geral da Governadoria ficará responsável pela coordenação dos trabalhos do atual governo, centralizando a coleta e a disponibilização das informações solicitadas pela equipe do governador eleito.
Equipe de Braide
Do lado de Eduardo Braide, a coordenação da transição ficará sob responsabilidade de Anna Caroline Marques Pinheiro Salgado. Também foram nomeados Simão Cirineu, José de Jesus Azzolini, David Col Debella, Silvana Carla Costa dos Santos e Manuella Oliveira Fernandes.
O grupo terá a missão de levantar informações sobre a situação administrativa, financeira e orçamentária do Estado, além de conhecer os programas, contratos e projetos em andamento, para subsidiar as primeiras decisões do novo governo.
O decreto assinado por Brandão determina que os órgãos estaduais deem prioridade às solicitações apresentadas durante a transição, garantindo o acesso às informações necessárias para a continuidade dos serviços públicos.
A regulamentação também estabelece a preservação de dados sigilosos e proíbe a eliminação de documentos públicos até a posse do governador eleito.
Com a formalização das equipes, o processo de transição passa a contar com representantes oficialmente designados pelas duas gestões, responsáveis pela troca de informações e pela preparação da transferência administrativa do Governo do Maranhão.
Pesquisa que acertou o 1º turno mostra Flávio Bolsonaro com 55% contra 45% de Lula no 2º

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 55% dos votos válidos no segundo turno da eleição presidencial, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo pesquisa Gerp divulgada na terça-feira (13). A diferença entre os candidatos é de dez pontos percentuais.
No cenário que considera as intenções totais de voto, Flávio registra 53%, enquanto Lula tem 44%. Já na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, o senador alcança 50%, ante 40% do petista.
De acordo com a série histórica apresentada no levantamento, Flávio passou de 49% para 53% das intenções totais de voto desde o início de outubro. No mesmo período, Lula oscilou de 46% para 44%.
Esta é a primeira pesquisa do instituto após o primeiro turno. Para calcular os votos válidos, são excluídas as respostas de eleitores indecisos e daqueles que pretendem votar em branco ou anular.
O Gerp entrevistou 2.400 eleitores nos dias 8, 9 e 12 de outubro, por meio de entrevistas telefônicas assistidas por computador. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95,55%. Contratada pela Gerp Mercadologia, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07877/2026.
G Léda
TJD-MA julga pela primeira vez processo do Campeonato Estadual da Advocacia em parceria com OAB/MA e CAAMA

O Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Estado do Maranhão (TJD-MA) realizou nesta quinta-feira (16), no plenário do Palácio dos Esportes, em São Luís, sessão de instrução e julgamento da 1ª Comissão Disciplinar que marcou um momento novo na relação entre a Justiça Desportiva estadual e a advocacia maranhense. Pela primeira vez, a Corte apreciou processo oriundo do XVII Campeonato Estadual Society da Advocacia Maranhense – Taça Dr. Roque Macatrão, promovido pela OAB/MA e pela Caixa de Assistência dos Advogados do Maranhão (CAAMA).
A atuação decorre de proposta formal de cooperação técnica e institucional encaminhada ao TJD-MA, em agosto, pela OAB/MA, pela CAAMA e pelo TJD CAAMA/OAB-MA, órgão que há anos julga as questões disciplinares das competições esportivas da classe. O objetivo declarado das entidades é fortalecer a independência, a imparcialidade e a especialização técnica dos julgamentos, além de separar com clareza quem organiza o campeonato de quem julga as infrações nele ocorridas. A iniciativa não substitui nem extingue o tribunal da advocacia, que segue integrado ao modelo, compartilhando experiência e participando da adequação dos regulamentos.
Na mesma pauta, o TJD-MA apreciou processos das competições oficiais da Federação Maranhense de Futebol, entre eles o caso do Campeonato Maranhense Sub-17, além de denúncias relativas ao Maranhense Feminino e ao Sub-13, demonstrando que a cooperação com a advocacia se soma ao trabalho regular da Corte sem prejuízo do calendário do futebol estadual.
Para o presidente do TJD-MA, Thiago Brhanner, a parceria reconhece a maturidade alcançada pelas competições da advocacia. “As competições da advocacia cresceram e passaram a exigir uma estrutura de julgamento à altura. Nosso papel é contribuir com a experiência técnica da Justiça Desportiva, respeitando a autonomia de cada instituição e garantindo a quem é julgado o contraditório, a ampla defesa e decisões fundamentadas”, afirmou.
O modelo proposto prevê aplicação inicial ao campeonato estadual, com possibilidade de adesão futura das competições realizadas pelas Subseções da OAB/MA, mediante concordância das instituições envolvidas e adequação dos respectivos regulamentos.
G Léda
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