Reprodução/Rildo Amaral |
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Quando Rildo Amaral tomou a decisão de apoiar Eduardo Braide, ele baseou-se em números de pesquisas, e agora, Cadê os detratores do gestor de Imperatriz?
HOMENAGEM A TODOS OS PROFESSORES DE RIBAMAR FIQUENE!
A Prefeitura Municipal de Ribamar Fiquene, por meio do prefeito Cociflan, presta uma justa e especial homenagem a todos os professores do nosso município, profissionais que dedicam suas vidas à nobre missão de educar, ensinar e transformar o futuro por meio do conhecimento.
Ser professor é muito mais do que transmitir ensinamentos: é inspirar sonhos, cultivar valores, superar desafios e contribuir diariamente para a construção de uma sociedade melhor. Cada educador deixa sua marca na história de seus alunos e na vida de toda a comunidade.
Nosso reconhecimento, gratidão e respeito a cada professor e professora que, com dedicação, compromisso e amor pela educação, faz a diferença em nosso município.
Educar é transformar vidas, e valorizar os professores é investir em um futuro melhor para todos!
Prefeitura realiza Campanha Antirrábica em Ribamar Fiquene
Marqueteiros de Braide explicam estratégia vitoriosa da campanha

André Pessoa, Rodrigo Antonio e Marcelo Hespaña revelam como inteligência eleitoral, construção de narrativa, imprensa e preparação do candidato trabalharam de forma integrada na vitória de Eduardo Braide ao Governo do Maranhão.
De um lado estavam a máquina do governo do estado que, às vésperas do pleito, pediu e recebeu um empréstimo de 1,3 bilhão de reais, ao lado de duas oligarquias: a família Sarney, representada por Roseana como candidata ao Senado, e a família Brandão que tinha o atual Governador, Carlos Brandão, colocando seu sobrinho, Orleans Brandão, como seu sucessor na cadeira do governo do Maranhão.
Do outro lado, Eduardo Braide. Prefeito reeleito da capital e com uma gestão reconhecida e aprovada por 80% dos moradores de São Luís.
O desafio: fazer a força de um candidato na capital virar uma mensagem capaz de alcançar todo um estado. Mas como disputar a atenção do eleitor do interior do estado tendo menos tempo de propaganda? Afinal, no Maranhão- diferentemente de muitos estados- a capital representa apenas 14% do eleitorado. E como manter uma narrativa consistente diante de pesquisas, entrevistas, debates, ataques, fake news e acontecimentos que mudam diariamente o rumo de uma eleição?
Esses foram alguns dos obstáculos superados pela operação de comunicação da campanha de Eduardo Braide (PSD) ao Governo do Maranhão.
Nos bastidores, três especialistas atuaram em frentes diferentes e complementares: o marqueteiro e estrategista André Pessoa, responsável pela comunicação, narrativa e posicionamento; Rodrigo Antonio, da Raio X Pesquisas, na frente de pesquisa e inteligência eleitoral; e o jornalista e especialista em Comunicação Pública Marcelo Hespaña, responsável pela imprensa, media training e preparação do candidato para entrevistas e debates, além da atuação diante da desinformação.
O trabalho conjunto partia de uma lógica: entender o eleitor, construir uma narrativa a partir desse cenário e preparar o candidato para sustentá-la nos diferentes ambientes da campanha.
Quando não se pode ser o mais visto, seja o mais notado.
À frente da estratégia de campanha e da comunicação, André Pessoa enfrentou uma disputa na qual Braide tinha menos tempo de propaganda que adversários com estruturas maiores.
A resposta foi concentrar esforços em uma comunicação fora do padrão eleitoral, criativa, reconhecível e estratégica, buscando fazer com que cada oportunidade de exposição tivesse maior capacidade de gerar atenção e lembrança.
“Foi uma campanha em que tivemos que fazer a inteligência valer mais do que a estrutura. Enfrentamos a poderosíssima máquina do Governo do Estado e dois adversários com muito mais tempo de propaganda. Fizemos cada segundo valer por três. Mesmo com muito menos tempo no ar, nossas peças foram mais percebidas”, afirma Pessoa.
O desafio era também ampliar para todo o Maranhão uma relação de confiança que Braide já havia construído em São Luís.
“Nossa campanha parte de uma verdade: a capital se transformou sob a gestão do Braide e o estado poderia experimentar o mesmo. Embalamos essa verdade com criatividade, persuasão e estratégia para conquistar mais espaço na cabeça e no coração do eleitor. Transformamos a confiança que Braide já havia conquistado em São Luís numa mensagem que convenceu pessoas de todo o estado. Nossas propostas tinham lastro e nossa comunicação tinha provas: o trabalho que já havia sido feito, com sucesso, na capital”, completa.
Para André, o case reforça uma premissa do marketing político contemporâneo:
“Na disputa por atenção, quem ganha não é quem pode falar mais. É quem consegue ser ouvido, compreendido e lembrado.”
Pesquisa para entender o que estava acontecendo além dos números
Enquanto a estratégia construía os caminhos da comunicação, a pesquisa ajudava a compreender o ambiente no qual essas decisões estavam sendo tomadas.
Na frente da coordenação de pesquisa, o responsável foi Rodrigo Antonio, especialista em opinião pública e comportamento eleitoral. Coube a ele desenhar a operação, definir onde e com que frequência ouvir o eleitor e transformar o que vinha do campo em leitura de cenário para a coordenação da campanha.
Em um estado com 217 municípios, cerca de 5,2 milhões de eleitores e diferentes realidades regionais, a pesquisa representava o recurso imprescindível para compreender não apenas a intenção de voto, mas também os movimentos e percepções que estavam por trás dos números.
Um acompanhamento da disputa pelo governo todos os dias, permitiu separar oscilação de tendência. Um fato novo, um debate, uma peça de propaganda do adversário: em poucos dias as ferramentas de medição mostravam se aquilo mexeu com o eleitor ou se ficou restrito a quem acompanha política de perto.
“Campanha vive de boato de que o adversário cresceu ou de que a gente caiu. Quando os dados permanecem parados, a coordenação mantém o plano com tranquilidade. Quando se mexe, eu preciso dizer em que perfil de eleitor e em que região”, afirma.
Em paralelo, equipes de moderadores conduziram grupos de discussão com eleitores em municípios, da capital ao sul do estado.
“O eleitor de Balsas e o de São Luís chegam ao mesmo voto por caminhos diferentes. No grupo a gente escuta a palavra que ele usa, o exemplo que ele dá, o que ele repete sem ninguém perguntar”, diz Rodrigo.
Rodrigo defende que o ganho está na leitura conjunta das duas frentes. As pesquisas quantitativas (quantis) apontam a direção e em que perfil a intenção de voto se moveu, e as qualitativas (qualis) explicam a razão do movimento.
A integração permitia criar um fluxo de informação entre pesquisa e comunicação: compreender o que estava acontecendo com o eleitor, analisar os dados e transformar esse conhecimento em insumo para decisões.
Preparar o candidato para quando a estratégia encontra a pressão
Mas existe um momento em que pesquisa, planejamento e narrativa deixam a sala de estratégia e são colocados à prova: quando o candidato precisa falar.
Essa foi uma das principais frentes conduzidas por Marcelo Hespaña.
Jornalista com 20 anos de experiência como repórter e especialista em Comunicação Pública, Marcelo comandou o relacionamento com a imprensa e o media training de Braide, preparando o candidato para entrevistas, debates, perguntas difíceis e situações inesperadas.
A lógica era potencializar algo que Eduardo Braide já tem de muito bom: a sua capacidade de falar com todos os públicos.
“O Braide tem uma comunicação potente. Ele é capaz de explicar um projeto complexo com palavras simples e dando exemplos práticos. Esse é um diferencial gigantesco no ambiente político”, afirma Hespaña.
O trabalho ganhava importância em um ambiente no qual uma resposta dada a um jornalista poderia rapidamente se transformar em corte para as redes sociais e alcançar um público muito maior do que o da entrevista original.
“Você consegue preparar temas, estudar cenários, simular entrevistas e antecipar perguntas. O que você nunca consegue é prever tudo o que vai acontecer. É justamente por isso que existe uma diferença enorme entre estar ensaiado e estar preparado”, explica Marcelo.
Da pesquisa à mensagem. Da mensagem ao candidato.
Na prática, as três especialidades formavam partes de uma mesma engrenagem.
A pesquisa ajudava a entender. A estratégia definia caminhos. A comunicação preparava o candidato para sustentar a mensagem diante do público.
E o processo não acontecia necessariamente em linha reta. Uma entrevista poderia gerar repercussão nas redes. Um movimento do eleitorado poderia aparecer nas pesquisas. Uma mudança no cenário poderia exigir uma nova decisão estratégica. Uma fake news poderia demandar resposta imediata.
A campanha precisava, portanto, funcionar como um organismo capaz de receber informações, interpretá-las e reagir sem perder sua direção.
Essa integração ganhou ainda mais relevância diante da velocidade da eleição e da necessidade de conversar com públicos diferentes nos 217 municípios maranhenses.
Antes de decidir o que dizer, uma campanha precisa saber com quem está falando. No Maranhão, isso significava entender cerca de 5,2 milhões de eleitores espalhados por 217 municípios, com economias, referências políticas e rotinas muito diferentes entre a capital, o sul do estado e o sertão.
Esse foi parte do desafio enfrentado nos bastidores da campanha que levou Eduardo Braide (PSD) ao Governo do Maranhão ainda no primeiro turno das eleições de 2026.
“Na disputa estadual, montamos a operação em duas frentes que correram juntas do início ao fim: a medição diária da intenção de voto e a escuta do eleitor em grupos de discussão. Número sozinho mostra para onde o eleitor foi. Para decidir, a campanha precisa saber porque ele foi e o que o faria voltar. Montei a operação para ter as duas respostas na mesma semana”, explica Rodrigo Antonio.
Três especialidades, uma mesma direção
O trabalho realizado no Maranhão também ajuda a mostrar como as campanhas eleitorais estão se tornando operações cada vez mais multidisciplinares.
Pesquisa isolada não constrói narrativa. Uma boa estratégia sem conhecimento do eleitor pode partir de premissas equivocadas. E nenhuma das duas sobrevive se o candidato não estiver preparado para comunicar suas ideias quando colocado sob pressão.
No Maranhão, a atuação de André Pessoa, Rodrigo Antonio e Marcelo Hespaña colocou essas três dimensões para trabalhar de forma conectada.
Mais do que volume de comunicação, a campanha buscou precisão: entender o eleitor, definir o que dizer, escolher como dizer e preparar o candidato para sustentar essa mensagem nos diferentes momentos da disputa.
Uma lógica resumida pela frase de André Pessoa:
“Na disputa por atenção, quem ganha não é quem pode falar mais. É quem consegue ser ouvido, compreendido e lembrado.”
Sobre André Pessoa
André Pessoa é estrategista criativo de narrativa e reputação. Há 25 anos se dedica a fazer marcas nacionais e globais falarem a língua das pessoas. Seu trabalho colecionou os principais prêmios da publicidade mundial – Cannes Lions, New York Festivals e London International Awards são alguns carimbos no seu passaporte criativo. Trocou Leão de Cannes por voto e passou a aplicar as mesmas técnicas de persuasão, criatividade e storytelling em campanhas majoritárias à Presidência, Governo, Senado e Prefeituras. Esteve à frente de campanhas em diferentes estados. Na eleição de Eduardo Braide ao Governo do Maranhão, assim como na sua reeleição à Prefeitura de São Luís, foi o marqueteiro da campanha, responsável pela estratégia de comunicação, narrativa e posicionamento do candidato.
Sobre Rodrigo Antonio
Rodrigo Antonio integra a Raio X Pesquisas, empresa especializada em estudos qualitativos e quantitativos para os setores político e corporativo. Na campanha de Eduardo Braide, atuou na frente de pesquisa e inteligência eleitoral.
Com experiência em eleições desde 1998 e coordenação de pesquisas desde 2026, são quase 3 décadas de pesquisa, análise de cenário e avaliação de imagem de candidatos e moderação de grupos. Em São Luís, respondeu pela coordenação estratégica de pesquisas nas disputas de 2016, 2020 e 2024, e em 2024 fez o mesmo trabalho em Imperatriz. Em paralelo à atuação em campanhas, desenvolve pesquisa de pós-doutorado sobre o comportamento do eleitor brasileiro.
Sobre Marcelo Hespaña
Marcelo Hespaña é jornalista, consultor e especialista em Comunicação Pública. Durante 20 anos atuou como repórter, com trabalhos para programas como Jornal Nacional, Globo Repórter e Esporte Espetacular. Pós-graduado em Neurociência e Comportamento pela PUC e mestre em Planejamento e Desenvolvimento pela UNITAU, é sócio-fundador do Grupo Comunicarte e atua com media training, preparação de lideranças, comunicação pública e gestão de crises.
Senado aprova PEC do fim da escala 6×1
O Senado aprovou nesta quarta-feira (14) o fim da escala 6×1, em que trabalhadores precisam trabalhar seis dias para ter direito a um dia de repouso semanal. A PEC 221/2019 foi aprovada em dois turnos, com a mesma votação em ambos: 75 votos favoráveis e apenas um contrário. A PEC vai à promulgação.
Os três senadores do Maranhão, Ana Paula Lobato (PSB), Eliziane Gama (PT) e Weverton RTocha (PDT), foram favoráveis ao texto. O único voto contrário foi de Hamilton Mourão (Republicanos), ex-vice-presidente da República.
Com a aprovação, o trabalhador terá direito a repouso semanal remunerado de dois dias, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.
Além disso, o texto reduz a jornada máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas. Serão até oito horas diárias de trabalho, com possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva de trabalho. Algumas das mudanças serão implementadas de forma progressiva.
— Neste momento, milhões de brasileiros, milhões de trabalhadores e trabalhadoras, estão acompanhando esta sessão com esperança. São pessoas que conhecem na própria rotina o valor de um dia a mais de descanso. Tenho certeza absoluta de que vamos cumprir o nosso dever com absoluta responsabilidade, pensando, acima de tudo, no que é melhor para o nosso país — disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao abrir a votação.
A proposta, que tinha como primeiro signatário o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), foi relatada pelo senador Omar Aziz (PSD-AM).
A PEC, que havia sido aprovada em maio pela Câmara e em setembro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, foi aprovada em Plenário com calendário especial, após passar por cinco sessões de discussão em primeiro turno. Requerimento assinado por líderes e aprovado pelo Plenário dispensou as três sessões de discussão em segundo turno.
Discussão
O único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que não se manifestou na sessão. Todos os senadores que se manifestaram, governistas e de oposição, se declararam favoráveis à aprovação da PEC, ainda que com ressalvas e pedidos de mudanças futuras por parte da oposição. A discussão durou mais de cinco horas.
— Eu vi muitos discursos, aqui, preocupados pontualmente com algumas questões, mas muito me alegra que a unanimidade do Senado vai votar a favor da PEC. A gente entra para a história, Câmara e o Senado — disse o relator, senador Omar Aziz.
Paulo Paim (PT-RS), que se manifestou pela aprovação da proposta em diversos pronunciamentos ao longo da tramitação, não escondeu a emoção durante a sessão. Ao longo da carreira, Paim apresentou várias proposições para reduzir a jornada dos trabalhadores para 40 horas.
— Tenho certeza de que, em cada canto do Brasil, o nosso povo está cantando, está dançando, está chorando de emoção por ver que, depois de 40 anos, nós estamos dando a liberdade a eles de não terem que trabalhar de segunda a sábado — disse o senador, que comemorou a presença de trabalhadores nas galerias.
Paim, que não disputou a reeleição e encerra seu mandato no início de 2027, recebeu homenagens dos colegas.
Ao manifestar seu voto favorável, Eduardo Braga (MDB-AM), líder de seu partido, afirmou que a democracia não se encerra no pleno funcionamento das instituições e precisa chegar à mesa, à casa e à vida do trabalhador.
— Quero falar do vigilante, do atendente do supermercado, do trabalhador da construção civil que enfrenta o calor do nosso Amazonas a semana inteira e chega em casa muitas vezes sem força para conversar com a própria família. Essa é a realidade de milhares de amazonenses, e é por eles que eu voto sim — declarou.
O senador Cleitinho (Republicanos-MG) homenageou o autor da proposta, que estava presente em Plenário, e pediu “sensibilidade e consciência” dos colegas para aprovar a PEC.
— Essa luta, gente, não é de esquerda nem da direita, não; essa luta é do trabalhador. Vamos votar, vamos fazer o que nós temos que fazer aqui, que é trabalhar, é votar — disse o senador.
As senadoras Zenaide Maia (PSD-RN), Leany Lemos (PSB-DF), Jussara Lima (PSD-PI) e Dra. Eudócia (PSDB-AL) destacaram a relevância da mudança na vida das mulheres, que enfrentam jornada dupla e que, muitas vezes, são as únicas responsáveis por cuidar dos filhos e sustentá-los.
— Que tempo sobra para acompanhar a criança na escola, ajudar na tarefa, levar o filho ao médico ou, simplesmente, sentar-se e conversar com ele? — questionou Zenaide.
A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) criticou o discurso dos que alegam que a mudança pode quebrar o país. Ela e Fabiano Contarato (PT-ES) citaram exemplos de outras conquistas dos trabalhadores que foram combatidas com esse mesmo discurso, como a conquista das férias anuais, do 13º salário e da licença-maternidade.
Ressalvas
Carlos Portinho (PL-RJ), líder de seu partido, declarou o voto favorável. Afirmou que, na vida do trabalhador, o impacto será positivo, mas que não há trabalhador sem empregador e que é preciso olhar “os dois lados da mesa”.
— Para que todos esses direitos valham, é preciso que tenha emprego. É preciso que o país produza, que gere riqueza, que distribua a riqueza entre a sociedade — disse o líder, apontando o risco de precarização do trabalho.
Apesar de declarar o voto favorável à PEC, o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) defendeu mudanças futuras, que, na sua visão, podem proteger o emprego. Uma delas, presente em emenda apresentada por ele na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), é a jornada flexível, em que o trabalhador é pago por hora, com remuneração proporcional.
— A jornada flexível tem salário por hora, por escolha do trabalhador, com acordo por escrito. Nessa modalidade, ele pode montar o próprio horário, com férias, 13º, FGTS e previdência garantidos, e com a hora nunca abaixo do salário mínimo ou do piso da categoria —explicou.
O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) afirmou que votaria a favor do texto, mas argumentou que é preciso aumentar a produtividade, com qualificação, e dar ao trabalhador a escolha de trabalhar quantos dias quiser.
— Eu acredito que a pessoa tem que trabalhar o quanto ela acha que tem que trabalhar. Trabalhar um dia, dois dias ou trabalhar sete dias, porque o filho acabou de nascer e preciso fazer mais dinheiro — defendeu.
Na mesma linha, Magno Malta (PL-ES) afirmou que o trabalhador pode querer usar seu tempo de descanso para trabalhar. Os senadores Alan Rick (Republicanos-AC), Nelsinho Trad (PSD-MS) e Jayme Campos (União-MT) declararam voto favorável à PEC, mas defenderam uma “transição responsável” para as novas regras.
— Vamos planejar a transição como está na PEC, de maneira responsável, com diálogo, com previsibilidade. A nossa preocupação é com qualidade de vida e com condições para o nosso setor produtivo assumir, absorver essa nova jornada de trabalho — disse Jayme Campos.
A senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR) defendeu contrapartidas do governo aos empregadores, que terão que se adaptar à mudança.
Os possíveis impactos sobre os municípios foram lembrados por Nelsinho, que teme o aumento de despesas para as prefeituras.
Emenda
Também declarando-se favorável à aprovação da PEC, o senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) apresentou uma emenda, subscrita por mais 27 senadores, segundo ele para deixar claro que a proposta não terá impacto na redução de jornadas que já estejam abaixo das 40 horas semanais e que, se for o caso, haverá redistribuição de acordo com a regra dos cinco dias semanais.
A emenda foi apresentada como sendo de redação, o que não exigiria a volta do texto à Câmara caso fosse aprovada, mas o relator considerou que a mudança impactaria o mérito da proposta e, por esse motivo, recomendou rejeição. Oriovisto retirou ao destaque para votação da emenda.
O relator disse concordar que alguns pontos da proposta, como cargas horárias de setores específicos, precisarão ser regulamentados com a maior rapidez possível pelo Congresso.
Futuro
A líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que, mesmo após a votação, será preciso manter a vigilância e o acompanhamento, porque segundo ela já há outras propostas em tramitação com regras menos benéficas para o trabalhador.
O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que o discurso da oposição tem “duas caras”. Tanto ele quanto Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) lembraram que apesar do voto favorável, alguns parlamentares já se articulam para reverter as mudanças.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), citou uma dessas propostas, a PEC 12/2026, apresentada pelo líder da oposição, senador Rogerio Marinho (PL-RN). A proposta prevê a possibilidade de um regime flexível, no qual o empregado receberia de acordo com as horas trabalhadas.
— É o inverso do fim da 6×1. Eles querem é isso, é o prevalecer do negociado sobre legislado, como se houvesse igualdade de armas entre patrão e empregado — disse Randolfe, que desafiou os oposicionistas a retirarem assinaturas para que a PEC seja arquivada.
Tanto Randolfe quanto Renan Filho (MDB-AL) criticaram a ausência de alguns senadores oposicionistas em Plenário.
Além do autor, deputado Reginaldo Lopes, também estava presente na sessão a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), autora de outra proposta com a mesma finalidade.
Fonte: Agência Senado
Aliados de Flávio procuram Moraes por não interferência no 2º turno

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) procuraram, nos últimos dias, o ministro do STF Alexandre de Moraes, um dos principais desafetos do bolsonarismo no Judiciário brasileiro.
Segundo interlocutores de Flávio, eles decidiram buscar Moraes em uma tentativa de evitar intervenções do ministro e da Corte no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
A ponte da campanha de Flávio com Moraes foi feita pelo deputado federal e senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP), que tem interlocutores em comum com o ministro do STF.
A conversa se deu por meio de policiais próximos a Moraes. Derrite é capitão da reserva da Polícia Militar e, assim como o ministro, já foi secretário da Segurança Pública de São Paulo.
Segundo apurou a coluna, o grupo de Flávio sondou Moraes se haveria algum tipo de interferência dele ou do Supremo no segundo turno. A resposta foi de que não haveria nenhuma.
Desde que Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula, Moraes tem acenado para o senador. Permitiu, por exemplo, que o candidato do PL voltasse a visitar o pai na prisão domiciliar.
Ante, Moraes concedeu progressão de regime à militante “Débora do batom” e arquivou inquérito contra o senador Marcos do Val e os bolsonaristas Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio.
Durante a campanha e depois de eleito, Derrite deu declarações públicas defendendo impeachment de Moraes, descrito pelo parlamentar como uma “demanda da sociedade”. (Metrópoles)
Aposentadoria de Jorge Pavão amplia vagas abertas no TCE-MA

A aposentadoria compulsória do conselheiro João Jorge Pavão, que contecerá em 3 de novembro, quando ele completa 75 anos, ampliará a disputa política por vagas no Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA). Pavão participou, na quarta-feira (14), de sua última sessão na Corte. Com sua saída, o tribunal terá três cadeiras sem titular, além da vaga ocupada por Daniel Brandão, que está afastado por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
As outras duas vagas foram abertas com as saídas de Washington Oliveira, em 2024, e Álvaro César, em 2025. Os postos continuam sem preenchimento por força de decisões liminares de Flávio Dino, no âmbito de duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs). Uma das cadeiras é de indicação da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), enquanto a outra cabe ao governador Carlos Brandão (MDB).
A vaga que será aberta com a aposentadoria de Pavão também pertence à cota de indicação da Assembleia. No entanto, o preenchimento das cadeiras depende de uma decisão definitiva de Dino sobre as ações que estão sob análise no STF.
Nos bastidores políticos, a expectativa é de que o julgamento definitivo dos casos ocorra somente em 2027, período em que o comando do Palácio dos Leões deverá estar nas mãos do governador eleito Eduardo Braide (PSD). Até lá, a disputa pelas vagas tende a permanecer no centro das articulações políticas do Maranhão.
Prefeitura de São Luís entrega obras de contenção e escadaria no Alto do Pinho, região do Anil


Indexa/Broadcast: Flávio tem 51% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 49%

Nova rodada do levantamento Indexa/Broadcast, divulgado nesta quinta-feira (15), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatado tecnicamente com o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um cenário estimado para a disputa de segundo turno nas eleições presidenciais deste ano.
Em um cenário que considera somente os votos válidos, excluindo brancos e nulos, Flávio aparece com 51% das intenções de votos, contra 49% que dizem preferir Lula.
Como a margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, o panorama é de um empate técnico.
A Indexa/Broadcast entrevistou 2.000 eleitores em todo o país, entre os dias 13 e 14 de outubro, através de entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.
Assembleia aprova MP que amplia serviços oferecidos pelo Funben

A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, em sessão plenária nesta quinta-feira (8), a Medida Provisória 558/2026, de autoria do Poder Executivo, que altera regras do Fundo de Benefícios dos Servidores do Estado do Maranhão (Funben). O deputado Neto Evangelista (MDB) foi o relator da matéria.
Entre as mudanças está a inclusão do serviço de obstetrícia entre as opções de atendimento oferecidas pelo Funben. A adesão será facultativa e exigirá uma contribuição adicional específica. Quem não optar pelo serviço não terá esse custo.
Segundo Neto Evangelista, inicialmente havia um prazo de carência para a adesão ao serviço. Após diálogo com o governo, foi retirada a carência para quem já contribui com o Funben há 270 dias. O parlamentar explicou que o interessado tem 30 dias para aderir ao plano para que não tenha carência. Passado este prazo, vai contar a carência de 270 dias.
A assistência à saúde passará a oferecer, de forma facultativa, o serviço de obstetrícia mediante contribuição adicional de 1% sobre a base de cálculo do salário-contribuição, caso o segurado titular ou dependente opte pela cobertura.
A medida também atualiza as regras de carência e revoga dispositivos relacionados ao modelo anterior de atendimento. As mudanças buscam adequar as regras do Funben às necessidades dos servidores públicos estaduais e de seus dependentes, mantendo o equilíbrio financeiro do Fundo.
Carlos Lula fala sobre Festa da Juçara e Restaurantes Populares

O deputado estadual Carlos Lula (PSB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão (ALEMA), nesta quinta-feira (15), para cobrar que o Governo do Estado mantenha em funcionamento serviços e eventos tradicionais. Em discurso durante a sessão plenária, o parlamentar abordou a realização da 57ª Festa da Juçara, no bairro do Maracanã, em São Luís, e o funcionamento dos Restaurantes Populares.
No último domingo (11), Carlos Lula havia denunciado nas redes sociais a possibilidade de a festa não ser realizada em 2026. O evento acontece anualmente desde 1970 no Parque da Juçara, equipamento do Governo do Estado, e é um dos principais festejos culturais da capital maranhense. A repercussão levou o governo a recuar e anunciar a realização do evento. “E depois de muito apanhar nas redes sociais, o governo enfim resolveu publicar um card: ‘vem aí, a Festa da Juçara’. Aparentemente teremos no próximo domingo. Aguardo para ver”, afirmou.
Para Carlos Lula, o episódio expõe um padrão da gestão Brandão. “É um governo que é um desastre, que não vai deixar nenhuma saudade no estado do Maranhão, que só funciona assim, sob pressão”, declarou.
O parlamentar também criticou a suspensão do jantar e do café da manhã em unidades da rede de Restaurantes Populares, apontada pelo próprio governo como a maior da América Latina. Lula afirmou que a qualidade da alimentação também piorou. “Passou a eleição, não tem mais jantar, não tem mais café. A alimentação que está sendo servida no almoço piorou muito”, destacou. “Coloque pra funcionar novamente os Restaurantes Populares como eles devem funcionar”, concluiu.
Vice de Flávio Bolsonaro faz campanha no Maranhão

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), participa de atos de campanha no Maranhão nesta quinta-feira (15), ao lado do senador eleito Lahésio Bonfim (Novo) e do deputado federal Aluisio Mendes (Republicanos), principais porta-vozes da candidatura de direita no estado. A agenda reúne deputados e prefeitos que apoiam o candidato do PL no segundo turno.
Entre os presentes, estão os deputados federais Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) e Júnior Lourenço (MDB). Pedro Lucas, que manteve neutralidade no primeiro turno, aderiu à campanha de Flávio nesta etapa da disputa. Já Lourenço adotou posição diferente da direção estadual do MDB, que declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante a agenda, Gaspar afirmou que o Maranhão terá espaço de destaque em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. O candidato a vice também assegurou a manutenção dos programas sociais existentes e defendeu a adoção de medidas para ampliar as oportunidades de trabalho e renda.
“Flávio Bolsonaro vem firme e forte para confirmar a vitória no segundo turno e mais do que isso: fazer o melhor Governo Federal que o Maranhão já teve. Maranhão vai ter muito prestígio para que a gente dê oportunidades para o povo decente e trabalhador do Maranhão”, declarou.
G Léda
Datafolha: Flávio Bolsonaro tem 51% e Lula, 49% dos votos válidos
Folha de S. Paulo

A dez dias do segundo turno da eleição presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) tem 51% das intenções de votos válidos, ante 49% de Lula (PT), configurando assim um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais do levantamento.
Há uma semana, a diferença entre eles era de quatro pontos no quesito, com o senador marcando 52% e o incumbente, 48%. A Justiça Eleitoral usa o voto válido, que exclui brancos e nulos, para a contagem final no dia da eleição. No caso de levantamentos de intenção, são retirados da conta também os indecisos.
Nos votos totais, que incluem esses três quesitos, Flávio tem 47% e Lula, 45%. Na pesquisa anterior do Datafolha, o primogênito de Jair Bolsonaro tinha 49%, ante os mesmos 45% do presidente.
A oscilação negativa do senador se refletiu nos brancos e nulos, que foram de 5% para 6%, e nos indecisos, que variaram de 1% para 2%. A margem de erro é a mesma empregada nos votos válidos.
A movimentação de rua em favor de Lula registrada na última semana não se refletiu em intenção de voto, restando saber se funcionará para levar ausentes no primeiro turno para o voto no dia 25. A abstenção na primeira rodada foi de 33,4 milhões de eleitores, e o petista perdeu por 2,2 milhões para o senador.
O instituto ouviu 2.520 eleitores de terça (13) a quarta (14) em 153 municípios, em um trabalho encomendado pela Folha. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-00466/2026.
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Especulação
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Reprodução/Flamarion Amaral |

