terça-feira, 20 de outubro de 2026

PoderData/AYA: Flávio tem 52% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 48%

Pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta segunda-feira (19), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL)com 52% dos votos válidos para o segundo turno. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48%.

Esta é a quarta rodada testada pelo instituto desde a definição do primeiro turno. Na pesquisa divulgada no último dia 16 de outubro, os candidatos apareciam empatados com 50% dos votos válidos.

Na ante-penúltima pesquisa, realizada no dia 8 de outubro, Flávio recebeu a preferência de 53% dos entrevistados, ante 47% que declararam votar em Lula.

Metodologia
A pesquisa PoderData/AYA entrevistou 3.000 eleitores, entre os dias 16 e 18 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-02586/2026.

STF e Congresso articulam poupar Dino em possível onda de impeachments com Senado radicalizado, diz Folha

 

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e parlamentares articulam poupar o ministro Flávio Dino de uma eventual onda de impeachments a partir de 2027, quando o Senado terá uma composição majoritariamente bolsonarista.

Parlamentares do centrão e da direita têm afirmado a interlocutores do STF que o ministro Alexandre de Moraes é o alvo prioritário, e que Dino não estaria na mira neste momento. Moraes é alvo de suspeitas de envolvimento nos escândalos do Banco Master e liderou o processo que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por golpe de Estado.

Na corte, até mesmo ministros da ala oposta à de Dino sinalizaram ao Congresso que não há motivos para afastar Dino e que um magistrado não pode ser punido com base na mera discordância de votos ou decisões judiciais.

O Supremo deve deixar claras até o fim do ano diretrizes para evitar que o impeachment vire instrumento de intimidação do Poder Judiciário. Isso deve ocorrer no julgamento de uma liminar do ministro Gilmar Mendes.

O presidente do STF, Edson Fachin, sinalizou a auxiliares que vai incluir o caso na pauta do plenário ainda em 2026, para que essas normas sejam pacificadas em colegiado antes que os novos senadores tomem posse.

Liminar proferida em dezembro do ano passado prevê que a aprovação do impeachment pelo Senado exija dois terços dos votos, e não maioria simples, como constava na lei original. Além disso, impede que o mérito de decisões judiciais seja usado como argumento para denúncia de crime de responsabilidade.

Esse último ponto é considerado o “escudo” de Dino. Auxiliares dele e de Gilmar calculam maioria no plenário para referendar a liminar, mas admitem que pode haver reação no Congresso, como o destravamento do projeto de lei sobre o tema, hoje parado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Fachin também tem dito a interlocutores que, se o Senado iniciar um processo de impeachment contra ministro, caberá ao STF a palavra final sobre a regularidade do ato, o que pode gerar conflitos entre Judiciário e Legislativo e exigir do presidente da corte a busca por soluções institucionais.

Um grupo de parlamentares do centrão tem procurado ministros do STF nos bastidores para passar o recado de que um deles deve sofrer um impeachment na próxima legislatura, diante da maioria eleita com esse objetivo, e que por isso é melhor que o próprio tribunal se antecipe e adote alguma providência.

Nessas conversas, esses parlamentares buscam tranquilizar os ministros de que não haverá uma caça às bruxas. A avaliação interna desses políticos é de que, após o primeiro impeachment, os demais integrantes do STF vão adotar uma postura mais contida.

Em entrevista à Folha, por exemplo, a senadora eleita Bia Kicis (PL-DF) afirmou que Moraes é o primeiro na lista e que não se pode “desprezar que poderão vir outros”, mas que “se um for impichado, os outros vão se enquadrar”.

O deputado federal e senador eleito Domingos Sávio (PL-MG) diz que Moraes já é suspeito de ilícitos no caso Master, o que justificaria o impeachment, e que o mesmo não acontece com Dino. “No caso de outros ministros, a gente pode divergir de opinião ou dos votos dados, mas isso não é motivo para a cassação.”

Entre lideranças bolsonaristas mais moderadas, há outro ponto de cautela sobre Dino: ele é visto como um ativo político da esquerda, fazendo adversários temerem que o impeachment se torne no futuro plataforma para uma eventual campanha do ministro a um novo cargo eletivo.

Antes de chegar ao STF, Dino foi deputado federal, governador e senador por partidos de esquerda, como o PCdoB e o PSB. Quando se tornou ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Lula (PT), era citado entre círculos progressistas como um possível sucessor político do petista.

Sua indicação ao STF em 2023, inclusive, acalmou alas do PT que temiam um canibalismo da esquerda, diante da possibilidade de Dino acabar suplantando um futuro líder de esquerda dentro dos quadros do próprio partido.

Figuras proeminentes do PL entendem que, como não há nenhum indício de envolvimento de Dino no caso Master, um impeachment pode ser lido pela sociedade como uma retaliação, devido às decisões do ministro sobre falta de transparência e desvios nas emendas parlamentares.

A melhor esfera para se combater Dino, avalia esse grupo, é o próprio STF, caso Flávio Bolsonaro (PL) vença Lula no segundo turno. Isso porque, se eleito, ele poderá indicar pelo menos três nomes para o Supremo, o que isolaria a ala de Dino no tribunal.

Apesar de poupar Dino e outros ministros em um primeiro momento, parlamentares avaliam que eles poderão estar sob escrutínio em outra frente: em uma possível CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da “Lava-Toga”.

O deputado e senador eleito Marcel Van Hattem (Novo-RS) pretende coletar as assinaturas para apresentar um novo pedido de instauração da comissão. A CPI foi barrada na Câmara e no Senado em legislaturas anteriores, mas a direita entende que terá maioria para isso em 2027.

Como mostrou a Folha, após a eleição de uma forte bancada conservadora no Congresso e em especial no Senado, ministros do STF veem risco concreto de impeachment de integrantes da corte já no primeiro semestre do próximo ano.

Dois magistrados avaliam que será preciso buscar algum tipo de interlocução com parlamentares mais “moderados” do PL, que não necessariamente encampem o radicalismo de direita pelo qual o partido de Flávio Bolsonaro é conhecido.

O Senado, cujo presidente é o responsável por dar ou não andamento a processos de impeachment contra ministros do Supremo, terá ao menos 49 parlamentares que defendem o afastamento de magistrados do tribunal. A abertura de um procedimento dessa natureza exige 54 votos.

Um dos momentos decisivos é esperado para fevereiro, quando o Congresso iniciará os trabalhos sob nova composição e elegerá a mesa diretora do Senado. A definição dos dirigentes da Casa é considerada crucial para que ministros tracem estratégias para evitar ou retardar esse tipo de procedimento. (Folha de São Paulo)


Braide confirma neutralidade no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro: “Cada maranhense possa escolher”

 

O governador eleito do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), confirmou que não pretende declarar apoio a nenhum dos candidatos à Presidência da República no segundo turno, disputado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Em entrevista ao perfil Notícias Maranhenses, publicada nesta segunda-feira (19), Braide afirmou que recebeu votos de eleitores de diferentes campos  políticos durante a disputa estadual e defendeu que cada maranhense tenha liberdade para escolher o candidato que considerar mais representativo.

“Eu tive votos de todos os lados, então eu vou manter a coerência no sentido de que cada maranhense possa escolher aquele candidato a presidente que melhor o represente”, declarou.

Braide também ressaltou que pretende manter uma relação institucional com o próximo presidente da República, independentemente de quem vença a eleição. Segundo ele, o diálogo com o futuro ocupante do Palácio do Planalto será fundamental para garantir que o Maranhão não seja prejudicado.

“Como governador eleito, eu terei a obrigação de me dar bem e me relacionar bem com qualquer presidente para não prejudicar o Maranhão. E é isso que a gente vai fazer”, concluiu.

Com a posição, Braide reafirma que não pretende vincular seu posicionamento à disputa presidencial neste segundo turno e destaca a prioridade de manter o diálogo institucional com o governo federal em defesa dos interesses do Maranhão.


John Cutrim

PF apreende cerca de 1,25 tonelada de cocaína no Maranhão

 

Policiais federais das Superintendências Regionais do Pará e Maranhão efetuaram a prisão em flagrante de três homens e na apreensão de grande quantidade de cocaína.

A Polícia Federal apreendeu hoje aproximadamente 1 tonelada e 250kg de cocaína em uma propriedade localizada na zona rural do município de Chapadinha/MA. Na ação, três homens foram presos em flagrante delito pelo crime de tráfico internacional de drogas.

Durante a Operação policial foram encontrados dezenas de fardos na caçamba de uma caminhonete, além de outros volumes acondicionados em uma escavação camuflada existente na propriedade.

Os três presos foram conduzidos à Superintendência Regional da Polícia Federal em São Luís, para a adoção dos procedimentos de polícia judiciária. As investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer todas as circunstâncias do crime e identificar possíveis outros envolvidos.

O “climão” entre Lula e Brandão em São Luís, segundo o Metrópoles

 

O presidente Lula (PT) teve um momento de “climão” nesta terça-feira (20/10) com o governador do Maranhão, Carlos Brandão, durante o desembarque do candidato do PT em São Luís para atos da campanha presidencial.

Interlocutores de Lula relataram à coluna, sob reserva, que autoridades e políticos locais formaram uma fila na Base Aérea da capital maranhense para recepcionar o presidente em sua chegada. Brandão estava no fim dela.

Segundo duas pessoas que presenciaram a cena, Lula parou para conversar por mais tempo com o ex-ministro Gastão Vieira. Encerrado o bate-papo, o presidente virou as costas e seguiu sem falar com Brandão.

O cumprimento só aconteceu depois que o senador André Fufuca (PP-MA), ex-ministro do Esporte de Lula, alertou o presidente e avisou que Brandão estava ali. O petista, então, voltou-se para o governador e o cumprimentou.

A cena chamou ainda mais atenção por ocorrer em meio ao mal-estar que marcou a relação entre aliados de Lula no estado durante o primeiro turno da campanha eleitoral.

Na disputa local, a base lulista no Maranhão rachou na briga pelo governo. Brandão apoiou a candidatura de seu sobrinho, Orleans Brandão (MDB), enquanto o PT lançou o então vice-governador Felipe Camarão (PT).

Durante o primeiro turno, o sobrinho de Brandão fez campanha para Lula e terminou a disputa pelo governo estadual em segundo lugar. Felipe Camarão ficou em terceiro.

Eduardo Braide (PSD) foi eleito governador do Maranhão no primeiro turno. Na disputa pelo Senado, foram eleitos André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo).

Já no segundo turno presidencial, às vésperas da chegada de Lula ao Maranhão, Brandão, prestes a deixar o cargo, declarou apoio à reeleição do petista poucos dias antes de Lula desembarcar no estado. (Metrópoles)

Ufma e Semcas suspendem expediente em São Luís no mesmo horário de ato pró-Lula

 

A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) anunciou uma interrupção no fornecimento de energia elétrica em todo o campus de São Luís nesta terça-feira (20), das 8h às 14h, para manutenção preventiva. Coincidentemente, o serviço ocorrerá no mesmo dia e horário da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à capital maranhense, em campanha pela reeleição à Presidência da República.

Segundo comunicado da instituição, a manutenção foi motivada por oscilações e quedas de energia registradas na segunda-feira (19), que comprometeram as atividades acadêmicas e administrativas da universidade.

A UFMA informou que os serviços serão executados na rede elétrica que abastece toda a Cidade Universitária. A justificativa apresentada é a necessidade de garantir maior segurança, estabilidade e continuidade do sistema elétrico institucional.

A previsão é que o fornecimento seja restabelecido às 14h. O comunicado não menciona a agenda de Lula nem estabelece relação entre a manutenção e a visita do presidente.

Prefeitura

Já na Prefeitura de São Luís, estarão liberados no mesmo horário todos os funcionários da Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas).

O objetivo é que eles participem de um ato de defesa do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e da Política Nacional de Assistência Social.

Coincidentemente, o evento está marcado para o Largo do Carmo, mesmo local onde petistas se concentrarão para o ato pró-Lula.

Real Time Big Data: Flávio tem 52% dos votos válidos contra 48% de Lula

 

Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (20) aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 52% dos votos válidos na disputa de segundo turno pela Presidência da República. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, aparece com 48%, configurando um cenário de empate técnico entre os dois candidatos.

A diferença é de quatro pontos percentuais, exatamente o limite da margem de erro de dois pontos para cada candidato. Considerando essa variação, Flávio pode oscilar entre 50% e 54%, enquanto Lula pode registrar de 46% a 50%.

O levantamento considera apenas os votos válidos, excluindo as intenções de voto em branco e nulo, conforme o critério utilizado pela Justiça Eleitoral na apuração das eleições.

A pesquisa Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores em todo o país, entre os dias 15 e 19 de outubro, por meio de entrevistas telefônicas.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02952/2026.

PF realiza operação contra grupo investigado por falsificação e estelionato

 

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (20/10), Operação Falsa Persona, destinada ao cumprimento de dois mandados judiciais de busca e apreensão em São Luís, no âmbito de investigação que apura a prática dos crimes de uso de documento falso, falsificação de documentos e estelionato em prejuízo de instituição financeira pública federal.

As investigações tiveram início após a prisão em flagrante de um investigado que teria utilizado documento de identificação falsificado para tentar retirar cartão bancário em nome de terceiro junto à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Segundo os elementos reunidos pela investigação, os suspeitos teriam atuado de forma coordenada na falsificação de documentos de identidade utilizados em tentativas de obtenção de vantagens econômicas ilícitas por meio de operações bancárias. Também foram identificados indícios da utilização de múltiplas identidades civis e da participação em outras fraudes praticadas mediante o uso de documentação falsa.

Durante as diligências investigativas, foram encontrados elementos que apontam para a possível produção e comercialização de atestados médicos falsos, atividade que, segundo as apurações, ocorreria de forma habitual e mediante pagamento por terceiros interessados.

As medidas cautelares deferidas pela Justiça Federal visam à apreensão de dispositivos eletrônicos, de documentos e de outros elementos de prova que permitam identificar a extensão das condutas investigadas, a eventual participação de terceiros e o completo esclarecimento dos fatos.

Os investigados poderão responder, conforme o resultado das apurações, pelos crimes de uso de documento falso, falsificação de documentos, estelionato e associação criminosa.

http://omaiordomundobr.blogspot.com.br/2017/03/governo-do-maranhao-bolsa-escola.html