quinta-feira, 4 de junho de 2026

O que fará Camarão no segundo turno?




Reprodução/Camarão e Brandão nos bons tempos onde a paz reinava entre os dois 

A grande pergunta que se faz nos bastidores políticos do Maranhõa é: o que fará o pré-candidato a governador Felipe Camarão (PT), caso ele não consiga chegar ao segundo das próximas eleições? 

Pelo o que tem apontado todas as pesquisas já realizadas, o pré-candidato, terá que crescer bastante para conseguir o seu intento, que é chegar ao segundo turno. 

O PT nacional já sinalizou, que se caso o partido não consiga chegar ao segundo turno, o mesmo terá todas as possibilidades de está no palanque do pré-candidato Orleans Brandão, pois Brandão é aliaado do presidente Lula.

Caso isto ocorra, qual a decisão do Camarão no segundo turno, vai subir lá atrás, escondidinho no palanque de Orleans, ou vai ficar distante e amuado.

A grande ruptura política, entre Brandão e Camarão, aconteceu por o governador não ter se afastado do cargo e, deixado Camarão como governador. Esta divergência política, aconteceu pelo o fato do governador não confiar no grupo político do vice - esta decisão de Brandão, deixou escapar uma das duas vagas de senador, que era dado como certa, pela a sua boa avaliação em todo o Maranhão.

Dino marca para 16 de junho julgamento que pode condenar Eduardo Bolsonaro por atuar nos EUA

 

O ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), marcou nesta quarta-feira (3) para 16 de junho o julgamento da ação em que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é réu sob acusação do crime de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado democrático de Direito.

Mais cedo, o relator Alexandre de Moraes havia liberado o caso para análise do plenário da turma.

Hoje morando nos Estados Unidos, Eduardo foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) em setembro de 2025 por supostamente atuar no país americano para pressionar ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) com o objetivo de impedir a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A defesa do ex-deputado é feita pela DPU (Defensoria Pública da União), uma vez que ele não indicou advogados. Em documento ao Supremo, o órgão pede a nulidade do processo contra Eduardo por suposta falta de imparcialidade de Moraes ou, em caso de negativa do pedido, a absolvição por ausência de provas.

“Aqui o julgador é, ao mesmo tempo, a principal vítima das condutas que é chamado a julgar”, afirmou a DPU. Durante o julgamento que condenou Bolsonaro e outros por tentativa de golpe de Estado, pedidos para afastar Moraes foram rejeitados pela Primeira Turma.

Além disso, a Defensoria afirmou que as condutas de Eduardo estavam protegidas pela imunidade parlamentar e pelo direito constitucional à liberdade de expressão e declarou que a denúncia da PGR “confunde atuação política com poder de coação”.

“O acusado não tem, nem nunca teve, poder de decisão sobre a política externa dos Estados Unidos. Não integra o governo norte-americano. Não exerce função pública naquele país. Atos de governo estrangeiro são expressão de soberania de outro Estado e não decorrem da determinação de um parlamentar brasileiro, ainda que este eventualmente se reúna com autoridades estrangeiras e manifeste sua posição política.”

A DPU também afirma que Eduardo Bolsonaro deveria ter sido citado por edital em vez de carta rogatória, “sendo que se encontrava no estrangeiro, em lugar sabido”.

O jornalista Paulo Figueiredo, que também é réu na trama golpista, foi denunciado junto com Eduardo.

O processo contra os dois acabou desmembrado. Relator do caso, Moraes determinou que Eduardo fosse intimado por edital, sob alegação de que ele dificultava o andamento do processo, enquanto a orientação para Figueiredo, que mora nos EUA há mais de dez anos, foi de notificação pessoalmente, por meio de cooperação jurídica internacional.

A PGR afirma que Eduardo e Figueiredo mobilizaram contatos nos Estados Unidos para obter sanções pessoais contra ministros do STF e punições econômicas ao Brasil, numa estratégia de intimidação. As medidas foram publicamente defendidas pelos denunciados em entrevistas, redes sociais e transmissões ao vivo.

A denúncia da Procuradoria foi recebida por unanimidade pela Primeira Turma do STF em novembro do ano passado. Além de Alexandre de Moraes e Flávio Dino, integram o colegiado e votaram nesse sentido Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

O crime de coação, para ser configurado, exige que a ação tenha grave ameaça. Em seu voto, o relator afirmou que essa ameaça se materializou na “articulação e obtenção de sanções” do governo de Donald Trump, citando a imposição de tarifas contra produtos brasileiros, a suspensão de vistos de autoridades brasileiras e a aplicação da Lei Magnitsky a ele próprio.

“Há relevantes indícios de que as condutas de Eduardo Nantes Bolsonaro tinham como objetivo a criação de um ambiente institucional e social de instabilidade, com aplicação de crescentes sanções a autoridades brasileiras e prejuízos econômicos ao Brasil, como modo de coagir os ministros do Supremo Tribunal Federal a decidir favoravelmente ao réu Jair Messias Bolsonaro, em total desrespeito ao devido processo legal”, disse Moraes.


John Cutrim

Fundo Eleitoral: PL tem maior fatia para Eleições 2026; PT está em 2º

 

O Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, ficará com a maior fatia do Fundo Especial de Financiamento de Campanha nas eleições de outubro.

Ao todo, dos cerca de R$ 4,9 bilhões distribuídos entre 30 partidos, o PL receberá R$ 881 milhões. Na sequência aparecem o Partido dos Trabalhadores (PT), com aproximadamente R$ 615,4 milhões, e o União Brasil, com cerca de R$ 526,2 milhões.

Juntos, os três partidos concentram 40% do montante distribuído pelo Fundo Eleitoral.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o fundo é destinado ao financiamento das campanhas eleitorais, e a distribuição dos recursos observa critérios definidos em lei, levando em conta a representatividade das legendas no Congresso Nacional.

Além dos três partidos citados anteriormente, completam o top 5 o Partido Social Democrático (PSD), com R$ 421 milhões, e o Progressistas (PP), com R$ 417 milhões (veja a lista completa abaixo).

Distribuição
A distribuição dos recursos segue os critérios previstos na Lei das Eleições, de 1997. Segundo o TSE, 2% do total disponível são divididos igualmente entre todos os partidos com estatuto registrado na Corte.

Outros 35% são distribuídos proporcionalmente aos votos obtidos pelas legendas na última eleição para a Câmara dos Deputados; 48% são repartidos conforme o número de deputados federais eleitos; e 15% são divididos de acordo com a representação dos partidos no Senado Federal.

Roberto Rocha diz ter articulado filiação de Duarte Jr. ao Avante e dispara contra Flávio Dino

 

O ex-senador Roberto Rocha (Novo) revelou, em entrevista concedida na noite desta quarta-feira (3) ao @uq_pdc, que teve papel decisivo na filiação do deputado federal Duarte Júnior ao Avante. Segundo ele, o parlamentar chegou a buscar abrigo no Novo durante a janela partidária, mas teve sua entrada barrada pela direção nacional da legenda.

De acordo com Rocha, a executiva estadual do partido era favorável à filiação de Duarte, contando inclusive com o aval de lideranças locais, entre elas Roberto Rocha Júnior, pré-candidato a deputado federal, e o presidente estadual do Novo, Leonardo Arruda. A resistência, porém, teria vindo da bancada nacional da sigla.

“Eu liguei para o Zema, liguei para Dallagnol, liguei para Van Hattem, liguei para todo mundo para deixar o cara ser filiado”, afirmou o ex-senador ao relatar as tentativas de viabilizar a entrada do deputado no partido.

Diante do impasse, Rocha disse que o Avante apareceu como alternativa viável. Segundo ele, já existiam conversas com dirigentes da legenda em Brasília há alguns meses, mas a articulação foi conduzida de forma discreta para evitar novas interferências.

“Nesse instante, a gente tinha o partido Avante, com quem a gente tinha dialogado meses em Brasília”, declarou.

Duarte Júnior acabou se filiando ao Avante no último dia da janela partidária e passou a figurar como pré-candidato ao Senado nas eleições de 2026.

Durante a mesma entrevista, Roberto Rocha também voltou suas críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino. Ao comentar sua saída do PSDB e os bastidores partidários no Maranhão, o ex-senador insinuou que o ex-governador continua exercendo forte influência política no estado.

“Você acha mesmo que Flávio Dino não está na política?”, questionou.

Rocha elevou o tom ao afirmar que Dino atuaria politicamente mesmo ocupando uma cadeira na Suprema Corte. “Ele é político e juiz nas horas de folga”, disparou, argumentando que a participação política de magistrados seria incompatível com o cargo.

O ex-senador também afirmou que o ministro teria influência suficiente para interferir em decisões internas dos partidos. “Basta mandar um recado para qualquer presidente de partido hoje, exceto do Novo, que o cara se caga todinho”, declarou.

Ao final, Roberto Rocha enviou uma mensagem direta ao ministro. “Vem encontrar uma fraude na minha emenda para poder tentar me tirar da disputa e não querer usar um argumento de um discurso na tribuna que fiz denunciando malfeitos do seu governo”, afirmou.

As declarações ampliam a temperatura do debate político no Maranhão e evidenciam o acirramento das articulações que antecedem a disputa eleitoral de 2026.

John Cutrim


STF julga novo pedido de Rocha para trancar ação de Dino

 

A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu marcar, na última segunda-feira (25), o julgamento de um novo recurso apresentado pela defesa do ex-senador Roberto Rocha (Novo), contestando decisão do ministro Gilmar Mendes, que havia negado seguimento a um habeas corpus contra acórdão da Primeira Turma da Corte, que acatou queixa-crime contra o ex-parlamentar por suposta acusação de calúnia e difamação contra o ministro Flávio Dino.

A análise do caso foi incluída na pauta da sessão virtual do colegiado da Corte que será realizada entre os dias 05 a 15 de junho. Pela modalidade virtual, os ministros inserem os votos no sistema eletrônico e não há deliberação presencial. A inclusão na pauta foi do ministro Gilmar Mendes, relator do processo.

No agravo regimental, a defesa do ex-senador maranhense contesta a decisão monocrática e requerendo a suspensão do julgamento da Pet 10.541, que resultou na instauração da ação penal 2843.  Além disso, solicitou o arquivamento do procedimento criminal em análise ou, de forma alternativa, que a queixa-crime seja encaminhada ao foro competente da 1ª instância. (Por Isaias Rocha)

TCE rejeita contas de cinco prefeituras do MA e determina investigações sobre possíveis danos ao erário

 

O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) desaprovou as contas de cinco municípios referentes ao exercício financeiro de 2024 durante a 14ª Sessão Ordinária do Pleno, realizada em São Luís. As decisões resultaram ainda na aplicação de multas a gestores, aprovação de contas com ressalvas e abertura de investigações sobre possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos.

Entre os principais problemas identificados pelo tribunal estão déficit orçamentário, insuficiência de recursos para pagamento de despesas deixadas ao fim dos mandatos, inconsistências contábeis e descumprimento de limites constitucionais e legais.

As contas do ex-prefeito de Matões, Ferdinando Coutinho, foram rejeitadas após a constatação de inconsistências na prestação de contas e ausência de defesa em relação às irregularidades apontadas pela auditoria. Em Anapurus, a gestão de Vanderly Monteles também teve as contas desaprovadas diante da manutenção das irregularidades apontadas pelos órgãos técnicos e pelo Ministério Público de Contas.

No município de Pindaré-Mirim, o TCE-MA identificou déficit orçamentário de 7,45%, falhas contábeis, insuficiência de caixa para cobertura de despesas deixadas ao final do mandato e descumprimento dos percentuais mínimos de investimento na educação. As irregularidades resultaram na rejeição das contas do então prefeito Alexandre Colares Júnior.

Em São Vicente Ferrer, as contas do prefeito Adriano Freitas foram desaprovadas devido à falta de disponibilidade financeira para honrar restos a pagar. Já em Palmeirândia, a gestão de Edilson Castro teve as contas reprovadas em razão de desequilíbrio financeiro, repasses acima do limite constitucional à Câmara Municipal e ausência de recursos para cobrir despesas futuras.

Além das prefeituras, o tribunal julgou irregulares as contas das câmaras municipais de Buriti e Montes Altos. Entre as falhas encontradas estão problemas de controle contratual, inconsistências contábeis e descumprimento de obrigações previdenciárias.

Por outro lado, o TCE-MA aprovou as contas de importantes órgãos estaduais, incluindo o Tribunal de Justiça do Maranhão, a Assembleia Legislativa, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MA), a Secretaria de Estado da Infraestrutura, a Polícia Militar do Maranhão e a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh). O TCE-MA aprovou as contas do Tribunal de Justiça do Maranhão, sob gestão do desembargador Paulo Velten, e da Assembleia Legislativa do Maranhão, presidida por Iracema Vale.

Entre os municípios, Anajatuba teve as contas aprovadas sem ressalvas. Já Urbano Santos, Presidente Vargas, Lima Campos e Jenipapo dos Vieiras receberam aprovação com ressalvas.

O tribunal também aplicou multas a gestores por descumprimento de normas administrativas. Em São Francisco do Brejão, a penalidade chegou a R$ 43,2 mil devido a falhas em relatórios fiscais. Em Olinda Nova do Maranhão, gestores foram multados por irregularidades em contratos firmados com escritórios de advocacia.

Alguns casos considerados mais graves foram transformados em Tomadas de Contas Especiais para aprofundamento das investigações. Entre eles está o município de Passagem Franca, onde serão apurados pagamentos de R$ 2,6 milhões a uma empresa suspeita de ligação com organização criminosa. Também serão auditados mais de R$ 77 milhões em recursos do Fundeb nos municípios de Bacuri e Centro Novo do Maranhão. Outra investigação envolve o Detran-MA, em razão de aumento considerado expressivo e sem justificativa em contrato de aluguel.

O julgamento das contas do município de Zé Doca acabou adiado. A defesa da prefeita Josinha Cunha Rodrigues encaminhou ao tribunal um arquivo de aproximadamente 6 GB, incompatível com o sistema utilizado pela Corte de Contas. O relator do processo determinou o fracionamento da documentação para permitir a continuidade da análise técnica.

Alcione explica falha técnica em Hino Nacional com Belo no Maracanã

 

A cantora Alcione se pronunciou nesta quarta-feira (3) sobre a repercussão da execução do Hino Nacional Brasileiro antes do amistoso da seleção brasileira realizado no último domingo (31), no Maracanã. Ao lado do cantor Belo, a artista se atrapalhou durante a apresentação, episódio que gerou comentários e críticas nas redes sociais.

Em vídeo divulgado em suas redes, Alcione afirmou que o problema foi causado por uma falha técnica no sistema de som do estádio e negou qualquer desconhecimento da letra do hino. Segundo a cantora, ela e Belo tiveram dificuldades para se ouvir durante a apresentação.

“Eu canto o Hino Nacional desde menina, no corredor da escola. Aquilo foi uma falha técnica. A gente não estava se ouvindo. Parecia que o som dava uma volta e aconteceu aquilo”, declarou a artista ao comentar o episódio.

Alcione também pediu compreensão do público diante do ocorrido e ressaltou que situações semelhantes podem acontecer com qualquer profissional que se apresente ao vivo. A cantora destacou ainda o apoio recebido de colegas do meio artístico, que saíram em sua defesa após a onda de críticas registrada nas redes sociais.

A manifestação da maranhense ocorre após dias de repercussão do caso, que ganhou destaque na internet e gerou debates entre fãs e internautas sobre as condições técnicas da apresentação realizada no estádio.

Presidente do TJ nega a CPI acesso a processos sigilosos de Camarão

 

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Ricardo Duailibe, negou nesta quarta-feira (3) um pedido formulado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Maranhão que buscava acesso amplo a processos judiciais, inquéritos e procedimentos investigatórios envolvendo o vice-governador Felipe Camarão (PT) e servidores estaduais. As informações foram divulgadas pelo jornalista Rodrigo Bonfim.

Na decisão, Duailibe rejeitou o compartilhamento genérico de informações, especialmente aquelas protegidas por segredo de Justiça, sob o entendimento de que a Presidência do TJMA não possui competência para autorizar, de forma automática, o acesso a esse tipo de conteúdo. O magistrado ressaltou que eventuais solicitações envolvendo processos sigilosos devem ser analisadas individualmente pelo juiz responsável por cada caso, mediante fundamentação específica.

O presidente do Tribunal destacou ainda que, embora as CPIs possuam poderes de investigação semelhantes aos das autoridades judiciais, essas prerrogativas não são ilimitadas. Segundo a decisão, o entendimento está alinhado à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhece a possibilidade de manutenção do segredo de Justiça diante de comissões parlamentares quando houver justificativa legal para a restrição.

Outro ponto ressaltado por Duailibe foi a abrangência do requerimento apresentado pela CPI. De acordo com a decisão, o pedido buscava acesso a todos os processos e investigações envolvendo autoridades estaduais sem indicar casos específicos ou apresentar fundamentação individualizada. Para o Tribunal, a formulação genérica contraria princípios constitucionais como o devido processo legal, a proteção de dados e a necessidade de justificativa concreta para medidas que envolvam quebra de sigilo.

O desembargador orientou que eventuais novos pedidos sejam encaminhados diretamente aos juízos ou gabinetes responsáveis pelos processos de interesse da comissão, com a devida identificação dos casos e indicação da base legal que justifique o acesso às informações.

A CPI foi instalada com base em elementos reunidos em uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Maranhão, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo policiais militares ligados ao vice-governador e estruturas do governo estadual, incluindo a Vice-Governadoria e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc). A apuração teve origem em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontaram movimentações financeiras consideradas atípicas.

Segundo os documentos utilizados na investigação, as movimentações analisadas somariam aproximadamente R$ 39,5 milhões. Entre os valores mencionados estão R$ 19,9 milhões atribuídos a Felipe Camarão, R$ 10 milhões relacionados a Alexandre Guimarães Nascimento e R$ 9,6 milhões vinculados a Thiago Brasil Arruda. Os dados serviram de base para a abertura das apurações e, posteriormente, para a instalação da CPI.

Nos últimos encontros da comissão, os trabalhos têm sido marcados por divergências entre os parlamentares e sucessivos adiamentos na apreciação de requerimentos considerados essenciais para o avanço das investigações. Apesar de a investigação original estar suspensa por decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a CPI permanece em funcionamento na Assembleia Legislativa e deverá retomar a análise de pedidos e diligências na próxima reunião.

Camarão inclui Juscelino como opção para Senado, e não cita Weverton

 

Pré-candidato do PT ao Governo do Maranhão, o vice-governador Felipe Camarão tem começado a tratar de forma mais aberta da composição de sua chapa para 2026. Além da senadora Eliziane Gama (PT), já apontada como candidata à reeleição, o petista passou a citar publicamente nomes para a segunda vaga ao Senado.

Entre as opções mencionadas por Camarão estão o deputado federal Juscelino Filho (PSDB) e o ministro do Esporte e deputado licenciado André Fufuca (PP), que ainda não definiu seu posicionamento na disputa estadual.

Chama atenção, contudo, a ausência do senador Weverton Rocha (PDT) nas declarações do vice-governador, apesar de o pedetista já figurar como um dos nomes defendidos por Lula para a composição da chapa majoritária no estado – e citado nominalmente pelo presidente nacional da sigla, Edinho Silva, em recente visita ao Maranhão.

“A gente tem duas vagas na suplência da senadora Eliziane, uma vaga de senador, duas vagas de suplência do segundo senador ou segunda senadora; e temos ainda a vaga de vice. O requisito é ser do time de Lula. Nós temos o Fufuca, que já foi ministro do Lula, o Juscelino, que também já foi ministro do Lula. Nós temos a Antonia Cariongo e o Franklin Douglas, que são pré-candidatos ao Senado pelo PSOL. São todas pessoas do time do presidente Lula. Estamos de portas abertas para dialogar com essas pessoas que querem caminhar sob a liderança do presidente Lula”, declarou Camarão, em entrevista ao blog do Geovane Leal.

Fachin autoriza AGU a defender Moraes em processo nos EUA

 Agência Brasil

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, autorizou a Advocacia-Geral da União (AGU) a atuar em defesa do ministro Alexandre de Moraes em um processo movido contra ele nos Estados Unidos pelo grupo Trump Media e a plataforma Rumble.

Na ação aberta em um tribunal federal do estado da Flórida, as empresas alegam que Moraes busca censurar cidadãos americanos com ordens de restrição e bloqueio de perfis na internet, ferindo assim a liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

O aval de Fachin para que a AGU atue no caso ocorre após Moraes ser notificado por e-mail a responder às acusações. Para o presidente do Supremo, o caso ultrapassa uma questão pessoal e representa uma ameaça à independência do próprio Judiciário.

“O que está em questão, para além da figura individual de Ministro do STF, são a independência do Poder Judiciário brasileiro, a integridade do Estado de Direito no Brasil e, no limite, a própria soberania nacional”, escreveu Fachin.

O presidente do Supremo respondeu a uma consulta feita pela própria AGU, que se prontificou a atuar no caso representando a República Federativa do Brasil e o próprio Supremo.

A base jurídica para a atuação encontra-se na lei brasileira, que não autoriza que magistrados sejam processados pessoalmente por decisões tomadas no exercício de suas funções.

“Eis que fica cabalmente caracterizada” a hipótese de atuação na AGU de modo institucional no caso, escreveu Fachin.

Nesta semana, Fachin esteve com a relatora especial das Nações Unidas para a Independência de Magistrados e Advogados, Margaret Satterthwaite, a quem reclamou de pressões externas com objetivo de constranger juízes brasileiros por causa de decisões judiciais tomadas no exercício regular de suas atividades.

A rede social Rumble segue com o funcionamento suspenso no Brasil desde fevereiro de 2025, por decisão de Moraes confirmada pelo plenário, por descumprimento de ordens judiciais brasileiras.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Prefeitura realiza capacitação sobre Protocolo Não é Não para estabelecimentos em Imperatriz

 

Participação será exigida para adequação às normas previstas na Lei Federal nº 14.786/2023
Prefeitura realiza capacitação sobre Protocolo Não é Não para estabelecimentos em Imperatriz

 Protocolo Não é Não é apresentado para os representantes de estabelecimentos de lazer, em Imperatriz. (Foto: Lisandra Oliveira)

A Prefeitura de Imperatriz, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para Mulher (SMPM), dá mais um passo concreto no enfrentamento à violência contra a mulher: a implantação do Protocolo Não é Não nos estabelecimentos de entretenimento do município. A iniciativa atende ao disposto na Lei Federal nº 14.786/2023, que determina a obrigatoriedade de ações preventivas e de suporte à mulher em locais onde ocorra venda de bebidas alcoólicas e eventos de lazer.

Como parte dessa implementação, a SMPM realizou nesta terça-feira, 02 de junho, um treinamento de capacitação para proprietários e gerentes de bares, restaurantes, casas noturnas, casas de shows e estabelecimentos congêneres. O encontro aconteceu na Faculdade de Educação Santa Terezinha (FEST) e contou com a presença de cerca de 70 representantes de estabelecimentos locais. 

Para a promotora de Justiça titular da 1ª Promotoria de Defesa da Mulher da Comarca de Imperatriz, Dra. Gabrielle Gadelha, o encontro foi um momento de sensibilização necessário. “Realizamos um momento de sensibilização com proprietários de estabelecimentos comerciais, bares, hotéis, casas noturnas, para que a gente possa fomentar e, de fato, ter um ambiente cada vez mais seguro para meninas e mulheres que transitam e têm direito à sua liberdade, direito ao lazer. Mulheres, tenham conhecimento do protocolo. Quanto mais acesso à informação, melhor para a sua proteção”.

Para a secretária da SMPM Liana Melo, a capacitação dos estabelecimentos é fundamental para que o município esteja à altura da responsabilidade que a legislação nacional impõe. “O Protocolo 'Não é Não' existe para que nenhum espaço de diversão se torne um ambiente de violência. Em cumprimento à lei federal, estamos instaurando esse protocolo em Imperatriz para que possamos, de fato, construir uma cidade segura para todas as mulheres”.

O setor empresarial também marcou presença e demonstrou alinhamento com os objetivos do protocolo. Alessandro Di Minda, presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes de Imperatriz (SINDHBARES), ressaltou a obrigação do segmento. “Nós, como empreendedores, temos a obrigação social de participar e aplicar ele em nossos negócios”.

A lei federal que institui o Protocolo Não é Não determina que estabelecimentos de entretenimento e locais de venda de bebidas alcoólicas adotem medidas preventivas para proteger mulheres de situações de assédio sexual, importunação e violência de gênero. Entre as obrigações previstas estão a capacitação de funcionários para identificar e intervir em situações de risco, a disponibilização de espaços seguros e a articulação com as forças de segurança.

Além disso, a certificação no treinamento do Protocolo Não é Não passará a ser exigência obrigatória para a obtenção e renovação do alvará de funcionamento assim que a regulamentação municipal for publicada. A medida visa garantir que apenas estabelecimentos comprometidos com a segurança das mulheres estejam em operação na cidade.

A vez de Peritoró: Orleans reúne lideranças e apoiadores neste sábado




O pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), participa neste sábado (06) de mais uma edição do movimento Por Todo o Maranhão, desta vez no município de Peritoró. O encontro será realizado a partir das 17h, na Cerâmica Mayyara, e deve reunir lideranças políticas, representantes da sociedade civil e moradores de diversos municípios da região.

A iniciativa tem percorrido diferentes regiões do estado com o objetivo de promover o diálogo com a população, ouvir demandas locais e discutir propostas voltadas ao desenvolvimento dos municípios maranhenses.

Ao longo dos últimos meses, o movimento tem registrado forte participação popular por onde passa, reunindo lideranças comunitárias, juventude, trabalhadores e representantes de diversos segmentos da sociedade. Em Peritoró, a expectativa é de mais um grande encontro regional.

Tragédia em Ourilândia PA: vereador atira em ex esposa, e após esta fatalidade o mesmo tira a própria vida




O vereador de Ourilândia do Norte, Romildo Veloso e Silva (PP), morreu na tarde desta quarta-feira (3) após uma ocorrência registrada durante uma audiência em um escritório de advocacia, relacionada ao processo de divórcio com a ex-esposa.

Segundo informações preliminares, durante o encontro, Romildo teria atirado contra a ex-esposa e, em seguida, contra si mesmo. Ele morreu no local.

A mulher foi socorrida e encaminhada inicialmente ao Hospital Municipal Jadson Pesconi. Devido à gravidade dos ferimentos, foi transferida para o Hospital Regional da PA-279, onde permanece internada em estado crítico.

O caso gerou pânico entre pessoas que estavam no escritório no momento da audiência. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da ocorrência.

Gazeta Carajás

Semana do Brincar foi um sucesso escolas na rede municipal de ensino em Ribamar Fiquene

A Secretaria da Educação realizou com sucesso muitas atividades no encerramento da Semana Mundial do Brincar/2026, em Ribamar Fiauene. O evento, promovida anualmente, mobiliza escolas, famílias e a comunidade com o propósito de motivar as crianças sobre a importância do brincar.

A secretária de Educação, Hélia Maria Noguiera destaca a importância da integração das unidades de Educação Infantil que desenvolveram uma programação especial voltada ao fortalecimento das criatividades e das experiências lúdicas, reforçando o brincar como ferramenta essencial para a aprendizagem, a socialização, a imaginação e o desenvolvimento das crianças. Hélia Maria parabenizou e agradeceu o empenho das equipes gestoras, docentes e aos aos profissionais das unidades escolares, que diariamente constroem ambientes de aprendizagem seguros e afetivos para crianças de Ribamar Fiquene.

Durante as atividades aconteceram brincadeiras tradicionais, circuitos motores, jogos simbólicos, experiências sensoriais e propostas que incentivam a interação, a autonomia e a descoberta do mundo ao redor da criança, por meio do brincar. O evento foi realizado na área de esporte e lazer do prefeito Cociflan Silva.

Para a gestora da Escola Raimundo de Moraes Barros, a realização do Projeto Semana do Brincar reforça o compromisso de uma infância acolhedora e significativa, um direito garantido às crianças. É um momento de ver as escolas mobilizadas e compartilhando essas vivências com cuidado e o compromisso das equipes com uma educação humanizada e de qualidade, em Ribamar Fiquene.

CEADEMA não apoiará reeleição de Eliziane Gama, afirma deputada Mical Damasceno

 

A deputada estadual Mical Damasceno (Republicanos) afirmou publicamente o que diz ser a posição da Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Maranhão (CEADEMA) de não conceder apoio oficial à pré-candidatura de reeleição da senadora Eliziane Gama.

Segundo a parlamentar, a decisão de não caminhar formalmente com a senadora foi comunicada de forma direta à própria Eliziane.

Mical enfatizou que o distanciamento da convenção evangélica tornou-se definitivo, especialmente após mudanças recentes no cenário partidário. “Não tem como [apoiar], principalmente agora depois que ela se filiou ao PT. Já não mais eles irão oficializar”, declarou Mical, apontando que a parlamentar seguirá sua trajetória política de maneira independente do bloco oficial da igreja. “Ela segue o caminho dela livre e solta, como ela mesma prefere, independente”.

Mical Damasceno avaliou ainda o trânsito da senadora dentro da comunidade religiosa do estado. De acordo com o seu relato, Eliziane Gama enfrenta um cenário de isolamento político entre as lideranças protestantes maranhenses.

“Dentro do segmento evangélico ela tem relação zero. A gente não sente aí apoio por parte de grandes líderes, e de líderes de qualquer outras denominações. Pode ver que ela não tem apoio”, afirmou a deputada.

A parlamentar concluiu reforçando o seu próprio posicionamento político na Assembleia Legislativa do Maranhão, destacando que sua atuação mantém o foco em “defender os princípios cristãos e a família”.

G Léda

TJ derruba liminar e libera contratação de empréstimo de R$ 1,3 bilhão pelo Governo do MA

 

O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Ricardo Duailibe, suspendeu nesta terça-feira (3) os efeitos da liminar que havia bloqueado a contratação de um empréstimo de R$ 1,3 bilhão pelo Governo do Estado junto ao Banco do Brasil. A decisão atende a pedido da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e restabelece a validade da operação de crédito autorizada pela Lei Estadual nº 12.874/2026.

A liminar havia sido concedida pela Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís no âmbito de uma ação popular ajuizada pelo advogado Rodrigo Lago. O magistrado de primeiro grau determinou a suspensão de qualquer procedimento administrativo relacionado à contratação do financiamento, além de impedir a eventual liberação ou utilização dos recursos, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

Ao analisar o pedido de suspensão, Duailibe entendeu que a manutenção da liminar poderia causar grave lesão à ordem e à economia públicas. Segundo o desembargador, a interrupção da operação financeira comprometeria a continuidade de políticas públicas de infraestrutura e poderia resultar na paralisação de obras rodoviárias em andamento no estado.

Na decisão, o presidente do TJMA destacou que não ficou demonstrado, em análise preliminar, que o Governo do Maranhão tenha praticado irregularidades na gestão dos recursos oriundos de operação de crédito anterior firmada com o Banco do Brasil. O magistrado observou ainda que a não liberação das parcelas remanescentes daquele contrato ocorreu em razão do descumprimento de metas previstas no Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), e não por desvio de finalidade ou má aplicação dos recursos.

Duailibe também ressaltou que a nova operação não representa aumento do endividamento estadual, uma vez que os valores já estavam previstos no planejamento financeiro do Estado. Segundo a decisão, a substituição das parcelas não liberadas do contrato anterior por uma nova contratação de valor equivalente preserva a programação orçamentária já existente.

Ao deferir o pedido da PGE, o desembargador afirmou que a suspensão da operação de crédito interferia na autonomia administrativa do Poder Executivo e contrariava o princípio da separação dos poderes. Com isso, determinou o restabelecimento imediato dos procedimentos relacionados ao empréstimo de R$ 1,3 bilhão, decisão que permanecerá válida até o trânsito em julgado da ação principal.

Operação Astreia prende policiais e mira organização ligada ao tráfico de drogas em São Luís

 

Uma operação da Polícia Civil do Maranhão deflagrada na manhã desta quarta-feira (3) teve como alvo uma organização criminosa suspeita de atuar com tráfico de drogas em São Luís. Batizada de Operação Astreia, a ação resultou, até o momento, na prisão de policiais militares, de um policial civil aposentado e de outros investigados apontados como integrantes do grupo.

Coordenada pela Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc), a ofensiva mobilizou equipes do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA) e da Polícia Militar do Maranhão, com participação do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) e da Diretoria de Inteligência e Assuntos Estratégicos (DIAE).

Ao todo, a operação tem como alvos 12 pessoas, entre elas seis policiais militares, um policial civil aposentado e outras cinco pessoas investigadas por envolvimento com o esquema criminoso. Estão sendo cumpridos mandados de prisão temporária, busca e apreensão, além de medidas cautelares determinadas pela Justiça, como suspensão do porte de armas de fogo e bloqueio e sequestro de bens e valores.

De acordo com o balanço parcial divulgado pelas autoridades, já foram presos cinco policiais militares, um policial civil aposentado e outros três investigados. As diligências continuavam em andamento até a última atualização das informações, e o número de prisões pode ser ampliado ao longo do dia.

Segundo a Polícia Civil, a Operação Astreia tem como objetivo desarticular a organização criminosa, atingindo não apenas seus integrantes, mas também sua estrutura financeira. Por esse motivo, além das prisões, foram determinadas medidas patrimoniais para bloquear recursos supostamente obtidos por meio das atividades ilícitas.

Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre a participação individual de cada investigado nem sobre as circunstâncias específicas que levaram ao envolvimento dos agentes de segurança pública nas investigações. A expectativa é que novas informações sejam apresentadas após a conclusão das diligências e a formalização dos procedimentos policiais.

G Léda

TJMA suspende lei que proibia mulheres trans em banheiros femininos em São Luís

 

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) decidiu nesta quarta-feira (3) suspender os efeitos da Lei Municipal nº 7.792/2025, que proibia o acesso de mulheres trans a banheiros femininos em órgãos públicos e instituições privadas de São Luís. A medida foi adotada em caráter liminar no âmbito de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada pela Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE/MA).

A norma havia sido promulgada pela Câmara Municipal de São Luís em setembro de 2025, após a derrubada de veto ao Projeto de Lei nº 0201/2023, de autoria do vereador Marquinhos (União Brasil). Desde sua entrada em vigor, a legislação gerou forte debate jurídico e político, motivando questionamentos por parte de entidades de defesa dos direitos humanos e do próprio Governo do Maranhão.

Na ação protocolada no último dia 19 de maio, a Defensoria Pública sustentou que a lei viola princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da igualdade e da não discriminação, além de contrariar entendimentos já firmados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre identidade de gênero e proteção da população trans.

Segundo a DPE, a legislação tem impacto direto sobre um grupo historicamente vulnerabilizado e incompatível com os parâmetros estabelecidos pela Constituição Federal e pela Constituição do Estado do Maranhão. A petição também cita a repercussão geral reconhecida pelo STF no Tema 484, que trata da proteção de direitos relacionados à identidade de gênero.

A suspensão determinada pelo Órgão Especial impede a aplicação da lei até o julgamento definitivo da ADI. Com a decisão, mulheres trans voltam a ter garantido o acesso aos banheiros femininos nos espaços abrangidos pela norma municipal, enquanto o mérito da ação aguarda análise final do tribunal.

O caso já vinha sendo acompanhado pelo Governo do Maranhão, que havia informado estar avaliando medidas judiciais contra a legislação. A decisão desta quarta-feira representa o primeiro posicionamento do Judiciário maranhense sobre a validade da norma e mantém suspensos seus efeitos até a conclusão do julgamento.

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