quinta-feira, 23 de abril de 2026

Prefeitura de Ribamar Fiquene abre oficina de capoeira nos CRAS



A Prefeitura de Ribamar Fiquene, por meio da Secretaria de Assistência Social abiu nesta quinta-feira (23), a oficina de capoeira, prática que vai proporcionar benefícios para a saúde física e mental dos participantes do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) no município. A iniciativa da secretária Municipal de Assistência Social, Jacyara Pinheiro busca incentivar a prática esportiva, valorizar a cultura brasileira e fortalecer os vínculos comunitários na população fiquenense.

A assistente social, Rejane Silva fez a apresentação do mestre de capoeira, Ivan Barbosa, às crianças e adolescentes na manhã e na tarde desta quinta-feira. Ressaltou que as aulas serão realizadas as terças-feiras, em dois horários, manhã e tarde. As inscrições são feitas presencialmente na sede do CRAS em Ribamar Fiquene, de forma gratuita. Rejane Silva explicou que para participar da oficina de capoeira, é necessário ter acima de seis anos de idade e estar inscrito no CadÚnico no município.

Ao se apresentar o mestre Ivan Barbosa com seu o assistente, fizeram uma aula para mostrar que a atividade de capoeira é esportiva e cultural. Destacou a importância da presença da comunidade para fortalecer o acompanhamento das famílias atendidas no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo. Ivan Barbosa conversou com as crianças e adolescentes e fez ensaios com os participarão das oficinas. “Estamos aqui para atender, e prática das aulas de capoeira entender melhor as necessidades e contribuir para uma qualidade de vida melhor por meio do esporte e da cultura brasileira em Ribamar Fiquene”, disse mestre Ivan. .

Com certeza, esta foi a decisão mais difícil que o governador Carlos Brandão já tomou na sua vida pública, fazendo um autossacrifício pelo o bem de todos os maranhenses



Reprodução/Carlso Brandão

Com um curriculum extenso, e muito estrelado, o governador do Maranhão, que já foi professor de inglês e, também tem formação em Medicina Veterinária, este brilhante maranhense se encontrou na política, e foi deputado federal durante vários mandatos.

Em 1990, Brandão foi secretário de Estado, após esta bela experiência, o mesmo em 2006, tomou a decisão de buscar melhorias para o Maranhão e para os maranhenses em Brasília na Câmara Federal, e como deputado federal, Brandão por seguida vezes, foi considerado um dos melhores do Brasil.

Carlos Brandão por ser vice do ex governador Flávio Dino, e este, ter concorrido ao Senado Federal nas eleições de 2022, o mesmo, assumiu o posto de titular do governo maranhense, e na sua disputa da histórica reeleição, ele ganhou em primeiro turno, com mais de 50% dos votos (1.737.968 votos válidos).

Após todo este relato, o que fica para a história da política do Maranhão, é a seriedade deste abnegado homem público, pois mesmo tendo todas as possibilidades de ser senador por oito anos, e todas as pesquisas afirmam este prognóstico, ele não fará isto, simplesmente por ter honradez.

Brandão ficará até o fim do seu mandato, e assim, vai honrar com 100% dos maranhenses, aquilo que prometeu em campanha, e livrando o Maranhão de muitos lobos com carinha de cordeiros, que poderiam destruir o Estado do Maranhão que: está literalmente nos trilhos, ou seja, o governador está com a sua decisão de ficar até o fim do seu mandato, está literalmente, fazendo um autossacrifício político pelo o bem de todos.

Pedro Lucas comemora aprovação de projeto sobre cabotagem aérea

 

O deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), líder do partido na Câmara dos Deputados, comemorou a aprovação do Projeto de Lei nº 539/2024, que trata da cabotagem aérea na Amazônia Legal. A proposta foi aprovada na noite da quarta-feira (23) e agora segue para análise do Senado Federal.

O texto autoriza empresas sul-americanas, com permissão para operar no Brasil, a realizarem voos domésticos dentro da Amazônia Legal, prática conhecida como cabotagem aérea. A medida inclui estados da região, entre eles o Maranhão.

Segundo Pedro Lucas, a aprovação representa um avanço para a integração regional e para o setor aéreo. O parlamentar destacou que a proposta amplia a concorrência e a oferta de voos, com potencial para gerar mais oportunidades econômicas. Ele também ressaltou ter participado da articulação política para viabilizar a aprovação da matéria na Câmara.

Defensores do projeto argumentam que a abertura do mercado aéreo na região pode contribuir para a redução de custos operacionais e das tarifas, além de melhorar a conectividade entre cidades da Amazônia Legal e o restante do país.

A matéria foi analisada em regime de urgência e, após aprovação na Câmara, dependerá agora do aval do Senado para seguir à sanção presidencial.

Prefeitura de Ribamar lança edital com 545 vagas para Segurança e Saúde

 

A Prefeitura de São José de Ribamar publicou nesta semana o aguardado edital para provimento de vagas nas áreas de Segurança e Saúde. Ao todo, são 545 oportunidades imediatas e cadastro de reserva, distribuídas entre a Guarda Municipal e os cargos de Agente Comunitário de Saúde e Agente de Combate a Endemias.

O prefeito Dr. Julinho destacou a importância do certame para fortalecer os serviços essenciais à população. “Estamos investindo na valorização dos nossos profissionais e na ampliação da proteção à comunidade. Segurança e Saúde são prioridades da nossa gestão. Este concurso representa mais um passo para garantir atendimento de qualidade e preparo das equipes”, afirmou o gestor.

Segurança – 120 vagas: para a Guarda Municipal, as vagas estão divididas em três áreas de atuação:

· Segurança Preventiva e Ostensiva: 16 vagas imediatas + 25 cadastro de reserva;
· Serviço de Salva-vidas: 16 vagas imediatas + 25 cadastro de reserva;
· Fiscalização de trânsito: 13 vagas imediatas + 25 cadastro de reserva.

O salário base é de R$ 3.953,60 para carga horária de 40 horas semanais. Exige-se ensino médio completo e Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Saúde – 425 vagas: Na área da saúde, as oportunidades são para:

· Agente Comunitário de Saúde: 112 vagas imediatas + 207 cadastro de reserva;
· Agente de Combate a Endemias: 8 vagas imediatas + 98 cadastro de reserva.

O salário base é de R$ 3.242,00, também para 40 horas semanais. Requisito: ensino médio completo.

Inscrições e provas: As inscrições estarão abertas de 05 de maio a 05 de junho de 2026, exclusivamente no site do Instituto JKMA (https://institutojkma.org/). A taxa é de R$ 115,00 para ambos os certames. A prova objetiva será aplicada no dia 26 de julho de 2026.

O edital completo pode ser acessado no site oficial da Prefeitura de São José de Ribamar. Dr. Julinho reforçou o chamado aos interessados: “É uma grande oportunidade para quem deseja servir à nossa cidade. Preparem-se”, enfatizou.

G Léda

Brandão reforça isenção de IPVA para motos de até 170 cilindradas e descontos de 95% no Refis

 

O governador Carlos Brandão reforçou as novas medidas anunciadas ao alívio financeiro da população maranhense, entre elas a isenção automática do IPVA para motocicletas de até 170 cilindradas e a possibilidade de isenção do licenciamento anual. A iniciativa deve beneficiar mais de 600 mil trabalhadores em todo o estado.

Para ter acesso ao licenciamento, o veículo deve ser movido a combustão interna, estar registrado no Maranhão. Além disso, o proprietário precisa possuir habilitação na categoria A ou combinada e não ter cometido infrações de trânsito no ano de 2025.

Brandão também lembrou da prorrogação, até o dia 30 de abril, do prazo para adesão ao Refis do ICMS. O programa oferece descontos de até 95% em juros e multas para contribuintes que desejam regularizar débitos fiscais.

Outro ponto destacado pelo governador foi o impacto das medidas tributárias adotadas pelo Estado sobre o custo de vida da população. Segundo dados do Dieese, São Luís registrou, em março de 2026, o menor aumento da cesta básica entre as capitais brasileiras. O resultado é atribuído à redução do ICMS sobre produtos da cesta básica, que caiu de 12% para 8% em janeiro de 2025.

“Essas ações são fruto de um trabalho sério para aliviar o bolso de quem mais precisa”, disse Brandão em vídeo publicado nas redes sociais.

As iniciativas reforçam a política do Governo do Maranhão de incentivo à economia, apoio aos trabalhadores e fortalecimento do poder de compra das famílias maranhenses.

Brandão esconde o jogo sobre conversa com presidente do PT: ‘Muito reservada’

 

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), preferiu não dar detalhes da reunião que manteve nesta quinta-feira, 23, com o presidente nacional do PT, Edinho Silva.

Os dois trataram dos rumos do partido no estado. O chefe do Executivo busca, no mínimo, uma neutralidade do presidente Lula (PT) na disputa loca,.enquanto dinistas apostam em apoio a uma candidatura de Felipe Camarão (PT), ou apoio a Eduardo Braide (PSD).

“Foi muito reservada”, respondeu Brandão ao ser questionado sobre o teor da reunião pelo Blog do Gilberto Léda.

Segundo ele, “infelizmente” não seria possível adiantar nada do que fora tratado.

No Maranhão, os dinistas tentam vender a ideia de que o governador está enfraquecido no debate sobre o PT – principalmente após rejeitar apoio a Camarão para lançar seu próprio candidato, Orleans Brandão (MDB).

O fato de o partido do presidente Lula nunca ter batido o martelo e ainda aceitar ouvir Brandão, no entanto, mostram que, pelo menos até agora é ele que está em vantagem nesse imbróglio.

José Gonçalo Filho assume Corregedoria-Geral do TJ-MA nesta sexta

 

O desembargador José Gonçalo Filho assume, nesta sexta-feira (24), o comando da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça do Maranhão. O mandato segue até 2028, e nos bastidores do Judiciário estadual já se especula de que ele seja o próximo presidente da Corte.

A posse deve reunir nomes influentes da política e da família Gonçalo, entre eles o pré-candidato ao Senado Hilton Gonçalo, irmão do novo corregedor. Também são esperados o presidente do Sebrae no estado, Celso Gonçalo, e a ex-prefeita de Pastos Bons, Iriane Gonçalo. Assim como as autoridades do estado como governador Carlos Brandão, prefeita de São Luís, Esmênia Miranda e outros.

A Corregedoria-Geral de Justiça é responsável por fiscalizar, orientar e disciplinar o funcionamento da Justiça de primeiro grau no Maranhão, incluindo varas e cartórios, sendo considerada um dos órgãos mais estratégicos do Judiciário estadual.

Trajetória

Natural do interior do estado, José Gonçalo Filho iniciou sua formação escolar em Pastos Bons, onde foi alfabetizado na Escola Reunida Nossa Senhora de Fátima e concluiu o ensino primário no Colégio Dr. Theoplistes Teixeira. Cursou o ginásio em Sucupira do Norte e o ensino médio em São Luís.

Graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Maranhão, em 1987, e possui MBA em Gestão Pública pela Fundação Getúlio Vargas. Atuou como advogado até 1991, quando ingressou na magistratura após aprovação em concurso público.

Sua carreira no Judiciário começou na comarca de Penalva, passando por diversas unidades no interior e na capital, sempre sendo promovido por merecimento. Atuou em cidades como Santa Luzia, Presidente Dutra, Araioses, Imperatriz e Pedreiras, até chegar a São Luís, onde foi titular do 1º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo.

Em 2011, assumiu a 3ª Vara Criminal da capital, onde permaneceu por quase uma década. Em 2021, foi eleito desembargador pelo critério de merecimento, consolidando sua trajetória dentro do Judiciário maranhense.

Agora à frente da Corregedoria, José Gonçalo Filho assume uma das funções mais relevantes do sistema de Justiça estadual, em um momento em que eficiência, transparência e acesso do cidadão ao Judiciário estão no centro do debate público.

Careca do INSS tentou, mas Justiça negou pedido para barrar apelido

 

Agência Brasil

© Lula Marques/ Agência Braasil

A Justiça do Distrito Federal negou o recurso do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes para não ser identificado como “Careca do INSS”.

Antunes é um dos investigados na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), que apura descontos indevidos de mensalidades associativas nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A decisão foi proferida, na quinta-feira (16), pela Terceira Turma do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), que julgou um recurso da defesa de Antunes para derrubar uma decisão de primeira instância que manteve a liberdade de menção ao apelido.

Por unanimidade, o colegiado entendeu que a citação ao apelido não pode ser entendida como ofensa e se caracteriza como exercício regular da atividade jornalística.

“A expressão mencionada nas reportagens corresponde a apelido amplamente utilizado na mídia, sem demonstração de finalidade ofensiva”, justificou o colegiado.

A defesa de Antunes apresentou uma queixa-crime contra os proprietários de um site de notícias do DF. Segundo os advogados, a publicação teria cometido os crimes de calúnia, injúria e difamação ao escrever que o acusado comprou uma mansão em Trancoso (BA) com “dinheiro vivo”, fato que poderia caracterizar lavagem de dinheiro.

Além disso, os advogados alegaram que o termo “Careca do INSS” tem teor pejorativo e ofende a reputação de seu cliente.

Entenda
Em abril de 2025, a PF e a CGU deflagraram a Operação Sem Desconto. As investigações identificaram a existência de irregularidades relacionadas a descontos de mensalidades associativas aplicados sobre benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões, concedidos pelo INSS.

A estimativa é que entidades investigadas tenham descontado de aposentados e pensionistas cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. À época, pelo menos seis servidores públicos foram afastados de suas funções.

De acordo com balanço do INSS divulgado em março, mais de 6,4 milhões de pessoas já contestaram as cobranças e 4.401.653 aderiram ao acordo, resultando na devolução de quase R$ 3 bilhões aos segurados em todo o país.

Veja lista de candidatos em nova eleição para o comando do MPMA

 

Foi publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão desta quinta-feira, 23, a lista dos candidatos ao cargo de procurador-geral de justiça para o biênio 2026 – 2028.  O documento é assinado pela Comissão Eleitoral, presidida pelo procurador de justiça Francisco das Chagas Barros de Sousa.

Concorrem ao cargo (em ordem de inscrição) o atual procurador-geral de justiça, Danilo José de Castro Ferreira; o procurador de justiça Eduardo Jorge Hiluy Nicolau; os promotores de justiça Luiz Muniz Rocha Filho; Marco Aurélio Ramos Fonseca; Carlos Henrique Rodrigues Vieira e Wlademir Soares de Oliveira.

A eleição para formação da lista tríplice para o cargo de procurador-geral de justiça acontecerá no dia 11 de maio (segunda-feira), das 8h às 15h, de forma eletrônica. Após o encerramento e contabilização da eleição, os três candidatos mais votados compõem a lista tríplice a ser entregue ao governador do estado.

O chefe do Executivo Estadual tem um prazo de até 15 dias para escolher, entre os três indicados, o próximo procurador-geral de Justiça do Estado do Maranhão. Caso o governador não faça sua indicação nesse prazo, será automaticamente conduzido ao cargo o candidato mais votado.

Também compõem a Comissão Eleitoral os procuradores de justiça Marco Antonio Anchieta Guerreiro, Valdenir Cavalcante Lima (titulares) e Mariléa Campos dos Santos Costa (suplente).

G Léda

Brandão mantém base de apoio a Orleans após decidir concluir mandato no governo

 

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido) deu, nos últimos 20 dias, demonstrações de como deve tocar sua gestão até o fim do ano.

Desde que optou por oficializar sua permanência no cargo, no dia 4 de abril – abdicando de uma quase certa eleição para o Senado -, o chefe do Executivo estadual manteve o ritmo da sua agenda administrativa, enquanto segue tratando corriqueiramente com a classe política.

Como faz, aliás, desde que era ainda vice-governador.

O equilíbrio entre o Brandão político e o gestor, por sinal, tem chamado a atenção não apenas de governistas, como de adversários – que, não por acaso, proferem ataques quase diários ao governo e ao seu comandante.

O trato com os aliados, no entanto, tem sido uma espécie de escudo contra os oposicionistas.

Em tese, ao escolher permanecer no governo, Brandão deveria estar enfraquecido. “Rei morto, rei posto”, diz o ditado popular. Ao menos era isso o que esperavam, sobretudo, os dinistas: um “rei morto”, vendo o fim do mandato se aproximar, sua influência esvair-se e seu pré-candidato, Orleans Brandão (MDB), patinar.

Não é o que tem acontecido.

Na Assembleia Legislativa, por exemplo, palco dos principais ataques disparados pela oposição, o governador mantém em sua base, e com apoio fechado a Orleans, nada menos que 34 deputados – de 42 no total.

Entre os prefeitos pelo Maranhão, o número chega perto dos 200, de um universo de 217.

O segredo? Brandão ainda guarda consigo uma das principais características de um bom político: o diálogo e a palavra.

Diz-se que, em política, não se assinam contratos. Antes, estes são firmados com palavras e apertos de mãos. Saber honrar compromissos é, talvez, a principal virtude de um homem público.

Essa é uma máxima secular, verdadeira pedra fundamental desta arte.

E, aparentemente, a classe política maranhense tem reconhecido isso em Brandão.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Ribamar Fiquene: Tabeliã reúne com Agentes Comunitários de Saúde para combate ao sub-registro de nascimento e controle de óbito



Nesta quarta-feira (22), foi realizada reunião de trabalho com Agentes Comunitários de Saúde coordenados pelo secretário Municipal de Saúde, Emerson Júnior. O evento teve o objetivo de unir forças na campanha de Combate ao Sub-Registro e Controle de Óbito, e garantir a documentação gratuita para a população no município de Ribamar Fiquene.

A palestrante, tabeliã Ana Grécia, destacou a importância da regularização documental, e que o registro de nascimento é gratuito e obrigatório, além de origem para outros documentos. Ressaltou que o controle de óbito é um serviço essencial em casos de vulnerabilidade a direitos fundamentais. “A parceria com a Prefeitura de Ribamar Fiiquene, por meio da Secretaria de Saúde é uma estratégia importante para combater o sub-registro de nascimento e organizar o controle de óbitos, principalmente em áreas da zona rural, assegurando a cidadania”.

O prefeito Cociflan Silva participou do encontro realizado no Auditório da Prefeitura, e reafirmou o compromisso de garantir a parceria com o Cartório de Registro Extrajudicial de Ribamar Fiquene, para ampliar a busca ativa no combate ao sub-registro de nascimento e o controle de óbito com o apoio dos ACS que identificarão crianças não registradas durante suas visitas domiciliares com informação a Tabeliã e Registradora Extrajudicial no município.

Avançam as obras da nova Escola Henrique de La Roque em Ribamar Fiquene



A Prefeitura de Ribamar Fiquene em parceria com o Governo do Maranhão avança na reconstrução da nova Escola Municipal Henrique de La Roque com o objetivo de oferecer mais conforto, segurança e qualidade na infraestrutura educacional, para atendimento à população estudantil, aos professores e demais profissionais da educação.  

A reconstrução da Escola Municipal Henrique de La Roque é um conjunto de melhorias que incluem a instalação de um novo espaço de recreação, novas salas de aula, sala de informática, sala de biblioteca, salas da administração municipal e estadual, climatização, construção de novos banheiros, novo pátio de entrada da escola, reparos elétricos, pinturas internas e externas garantindo um ambiente mais adequado para o desenvolvimento das crianças. A nova escola será transformada em instituição de ensino militar.

A obra segue em andamento e faz parte do compromisso do plano de meta do prefeito Cociflan Silva (Republicanos), para melhoria contínua da educação e dos serviços públicos, com mais estrutura, dignidade e qualidade de vida para à população de Ribamar Fiquene.

Policiais militares têm moção de aplauso aprovada por atuação em caso de importunação sexual





Homenagem reconhece ação rápida na prisão de suspeito no bairro Jardim das Oliveiras

A Câmara Municipal de Imperatriz aprovou, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (22), a Moção de Aplauso nº 6/2026, de autoria da vereadora Rosângela Curado (PL), ao cabo PM Guilherme José Pereira da Cruz, do 2º BPM, e ao cabo PM Diogo Nascimento Silva, do 14º Batalhão, pela atuação na prisão em flagrante de um indivíduo por importunação sexual no bairro Jardim das Oliveiras, em Imperatriz.

De acordo com dados do Ministério da Justiça, em 2025 foram registrados mais de 83 mil casos de estupro e estupro de vulnerável no país. O crime ocorre quando uma pessoa é obrigada a manter relação sexual ou a praticar atos sexuais contra a sua vontade, mediante violência ou ameaça. Quando a vítima é menor de 14 anos, o crime é caracterizado como estupro de vulnerável, conforme previsto no Código Penal, com penas que variam de 8 a 15 anos de prisão.

O caso que motivou a moção ocorreu no dia 20 de abril de 2026 e teve ampla repercussão na cidade, gerando indignação entre a população. A vereadora Rosângela Curado explicou que o suspeito perseguiu uma adolescente portando uma faca e expondo suas partes íntimas. Ela destacou ainda que o indivíduo já havia sido preso anteriormente pelo mesmo crime, evidenciando a reincidência do comportamento.

“Veja bem, se ele já tinha um boletim de ocorrência nesse crime, nessa perspectiva de assédio, sabe-se lá até de uma mente feminicida, então ele já deveria ter sido encaminhado para o serviço médico de saúde mental, para fazer acompanhamento com uma rede psicológica e psiquiátrica”, afirmou.

A parlamentar ressaltou como fundamental a articulação da rede básica de saúde para o atendimento dessas pessoas, contribuindo para a redução de casos de agressão física, moral, assédio e até mortes. Ela também defendeu a atuação integrada do poder público com organismos de prevenção para fortalecer a segurança das mulheres.

O vereador e sargento da Polícia Militar, Sargento Adriano (Republicanos), destacou que a ação dos policiais foi marcada por zelo e compromisso com a população. Segundo ele, mesmo de folga, os militares colheram informações, analisaram vídeos e depoimentos para localizar o suspeito. O caso também incentivou outras vítimas a se manifestarem sobre o comportamento do acusado.

Defesa Civil permanece atuando em pontos de alagamento após chuvas em Imperatriz

 

Município está sob alerta de chuvas intensas até quinta-feira (23)
Defesa Civil permanece atuando em pontos de alagamento após chuvas em Imperatriz

 Equipes atuam em áreas próximas a riachos e pontos com histórico de alagamentos (Foto: Santiago Silva)

A Secretaria Municipal de Segurança Pública Integrada, por meio da Superintendência de Proteção e Defesa Civil e outras secretarias, segue nesta quarta-feira (22) com uma força-tarefa, mobilizando equipes para atender áreas afetadas por alagamentos em diferentes regiões da cidade, após as fortes chuvas registradas na terça-feira (21), quando foram contabilizados 77 milímetros de chuva em cerca de duas horas.

As equipes atuam em diferentes frentes, com prioridade para áreas como o Centro, João Castelo, Vila Piranga, Santa Rita, além de trechos da Avenida Juscelino Kubitschek, BR-010, Vila Nova e Bacuri.

Segundo o superintendente da Defesa Civil, Evandro Abreu, as ações fazem parte de um cronograma contínuo. “Ao longo do último ano, já foram realizadas intervenções em mais de 400 bueiros em diversos pontos da cidade, dentro de um cronograma permanente de serviços. Com o reforço da força-tarefa após o período chuvoso, os trabalhos seguem sendo intensificados, com apoio integrado das secretarias municipais, visando melhorar o escoamento das águas pluviais e reduzir os riscos de alagamentos nas áreas mais vulneráveis do município”.

Neste momento, os serviços estão concentrados principalmente em regiões próximas a riachos e em locais que costumam registrar alagamentos, onde a demanda por intervenção é maior durante o período chuvoso.

Evandro Abreu apontou a maior parte das obstruções nos bueiros está relacionada ao descarte irregular de lixo doméstico, aliado ao acúmulo de areia, barro e entulho de construção, o que dificulta o escoamento da água e facilita a ocorrência de alagamentos.

Ele orientou que a população evite descartar lixo e entulho em vias públicas. “Mantendo, assim, calçadas e frentes de imóveis limpas e utilizando corretamente o serviço de coleta. Essas ações simples são fundamentais para preservar o funcionamento da drenagem urbana e reduzir a ocorrência de alagamentos no município”.

Levantamentos da Defesa Civil mostraram que a ocupação irregular também influencia nos alagamentos. Dados do órgão indicam a existência de mais de quatro mil edificações em Áreas de Preservação Permanente (APP), sendo mais de mil construções sobre o leito de riachos.

A Defesa Civil segue com equipes em campo realizando atendimentos, notificações e monitoramento das áreas de risco. O município permanece sob aviso de chuvas intensas até quinta-feira (23), com previsão de volumes entre 30 e 60 milímetros por hora ou até 100 milímetros por dia, além de ventos que podem variar entre 60 e 100 km/h, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia.

Em caso de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone (99) 99152-0832 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

Reunião das Executivas nesta quinta para definir situação do PT no MA é adiada; decisão pode sair até o domingo

 

A reunião do Diretório Nacional com a Comissão Provisória Estadual para deliberar uma decisão acerca do posicionamento do PT no Maranhão nas eleições que ocorreria nesta quinta-feira(23), em Brasília, foi adiada. A informação foi repassada ao blog do John Cutrim por um petista que participaria da reunião.

Uma nova data deve ser marcada possivelmente até o próximo domingo, quando ocorre o encontro nacional do PT com presença do presidente Lula.

Internamente, o PT maranhense está dividido entre três teses: a candidatura própria, com o nome de Felipe Camarão; a aliança com o pré-candidato do MDB ao governo, Orleans Brandão; ou uma composição, mais remota, com o PSD, ligado ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide.

A expectativa é que as definições ocorram até o fim desta semana, o que deve encerrar o período de incertezas e consolidar o posicionamento do PT no Maranhão no pleito deste ano no estado.

John Cutrim

Após dois anos, Prefeitura de São Luís volta a ter secretário de Comunicação

 

A prefeita de São Luís, Esmênia Miranda, designou o secretário adjunto de Comunicação, Felipe dos Santos Lopes, para responder interinamente pela Secretaria Municipal de Comunicação (Secom). A nomeação foi oficializada no Diário Oficial do Município da última sexta-feira (17), com efeitos retroativos a 31 de março de 2026.

De acordo com o ato, a designação ocorre até ulterior deliberação, garantindo a continuidade das atividades da pasta responsável pela comunicação institucional da Prefeitura de São Luís.

Felipe dos Santos Lopes já integrava a estrutura da Secom como secretário adjunto e passa, agora, a assumir a condução dos trabalhos em caráter interino. A medida busca assegurar a operacionalidade da secretaria em meio à vacância do cargo de titular.

O último titular da Secom foi Igor Almeida, que havia sido exonerado em fevereiro de 2024, ainda na gestão do ex-prefeito Eduardo Braide (PSD). Desde então, o comando da comunicação vinha sendo exercido pelo secretário municipal de Governo (Semgov), Emílio Murad, que acumulava a função.

Duarte cobra DNIT após interdição da Ponte do Estreito dos Mosquitos

 

A Ponte Estreito dos Mosquitos, localizada na BR-135, vive um cenário de alerta crítico. Como a única via de acesso terrestre à capital do Maranhão, qualquer interrupção em sua estrutura ameaça isolar São Luís e comprometer o abastecimento de toda a região.

Um vídeo de denúncia feito pelo deputado federal Duarte Jr. expõe a gravidade da situação. Grandes rachaduras no asfalto e partes da grade de proteção totalmente destruídas são visíveis a olho nu. Segundo o relato, a interrupção parcial de uma das pontes, ocorrida no dia 14 de abril, após um monitoramento do DNIT, apontou a necessidade de uma “interdição preventiva”.

No entanto, quem trafega pelo local diariamente afirma que os sinais de deterioração já eram evidentes há muito tempo, gerando uma sensação constante de insegurança para motoristas e passageiros.

“Não tem ninguém aqui fiscalizando, tocando uma obra ou fazendo algum reparo mínimo”, afirma o denunciante no vídeo.

Diante do impasse, o DNIT e o Ministério dos Transportes estão sendo oficiados para que prestem esclarecimentos sobre o cronograma detalhado das obras de reparo, o orçamento destinado para a recuperação da via e medidas emergenciais para garantir a segurança de quem precisa atravessar a ponte.

“O compromisso tem que ser com as pessoas. E aqui, no caso, o compromisso tem que ser com a segurança das pessoas”, declarou.

CCJ da Câmara retoma análise do fim da escala 6×1 nesta quarta

 

Agência Brasil

© Lula Marques/ Agência Brasil

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221 de 2019 que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1) será analisada, nesta quarta-feira (22), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Além do fim da escala 6×1, a proposta prevê reduzir a jornada das atuais 44 para 36 horas semanais em um prazo de dez anos. A sessão está marcada para começar às 14h30.

A PEC volta à pauta da CCJ depois que a oposição pediu vista da matéria na semana passada. O relator da CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), votou pela admissibilidade da PEC, ou seja, defendeu que a redução da jornada é constitucional.

Se aprovada na CCJ, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), promete criar comissão especial para analisar o texto. A comissão tem entre 10 e 40 sessões do plenário da Câmara para aprovar ou rejeitar um parecer sobre a PEC. Em seguida, o texto pode ir para apreciação do plenário.

Como essa tramitação pode se estender por meses, e diante de falas de lideranças da oposição de que tentariam barrar a PEC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.

O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

Motta comentou que é prerrogativa do governo federal enviar um PL com urgência constitucional, mas a Câmara vai seguir com a tramitação da PEC. A Proposta de Emenda à Constituição unificou as propostas do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) com a da deputada Erika Hilton (PSOL-RJ).

O governo tem defendido que a proposta do Executivo não compete com a PEC em tramitação na Câmara, segundo explicou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

“Se a PEC for aprovada nesse prazo, evidentemente que o PL está prejudicado, não há mais necessidade. Mas o rito da PEC é mais demorado do que o PL. O PL vai avançar e pode ser que entre em vigor a redução de jornada de trabalho e depois se consolide por PEC para impedir eventuais aventureiros do futuro quererem aumentar a jornada como aconteceu na Argentina”, explicou Marinho.

Parecer jurídico confirma elegibilidade de Nagib para 2026 após decisão do TCU

 

O deputado estadual Francisco Nagib recebeu, nesta semana, parecer jurídico do advogado eleitoralista Tarcísio Almeida Araújo, que confirma sua elegibilidade para as eleições de 2026 com base em decisão favorável do Tribunal de Contas da União (TCU).

A atualização mais recente do caso envolvendo o deputado estadual Francisco Nagib, ex-prefeito de Codó (2017–2020), reforça sua elegibilidade. Em parecer, Tarcísio Almeida Araújo concluiu que o parlamentar está apto para disputar as eleições de 2026.

A análise leva em conta a decisão do TCU sobre a prestação de contas de 2017. O tribunal reconheceu que não houve irregularidade no uso dos recursos públicos, apenas atraso na entrega das informações, o que resultou em uma multa.

Com a comprovação de que os recursos foram usados corretamente, o caso foi considerado uma falha formal já resolvida.

No parecer, Tarcísio destaca que esse tipo de situação não impede candidatura, pois não houve prejuízo aos cofres públicos nem má conduta.

“Recebo esse parecer com tranquilidade, que confirma o que sempre defendemos: não houve irregularidade na aplicação dos recursos públicos. O que existiu foi apenas um atraso na prestação de contas, que foi esclarecido e corrigido. Seguimos com a consciência tranquila e prontos para continuar trabalhando pelo Maranhão”, declarou o deputado.

Com o parecer, que é a atualização mais recente do caso, Nagib reforça a condição de elegível para as eleições de 2026.

Augusto Barros é empossado novo delegado-geral da Polícia Civil do MA

 

O delegado Augusto Barros Neto foi empossado, nesta quarta-feira (22), como novo delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão. O ato solene de posse foi realizado no auditório da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), em São Luís.

A cerimônia contou com a presença e apoio da secretária de Estado da Segurança Pública, Cel. Augusta Andrade; do comandante-geral da Polícia Militar, Cel. Wallace Amorim; do comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, Cel. Célio Roberto; além de chefes das demais forças de segurança pública e representantes dos poderes Judiciário, Executivo e representantes das classes policiais.

Augusto Barros ingressou na Polícia Civil do Maranhão no ano de 2003. Ao longo de sua trajetória profissional, construiu uma carreira marcada pela experiência e atuação em diversas unidades policiais, tanto na capital quanto no interior do estado.

Durante seus 22 anos de carreira, esteve à frente de delegacias em municípios como Mirinzal, Santa Helena e Pinheiro. Em São Luís, teve atuação de destaque em setores estratégicos, como o Departamento de Combate ao Roubo de Carga (DCRC) e o Departamento de Operações Táticas Especiais (DOTE).

O delegado também possui experiência em importantes estruturas da Polícia Civil, como a Superintendência Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (SHPP), a Supervisão de Áreas Integradas de Segurança Pública da região Norte (SAISP/Norte) e a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), unidade na qual estava lotado antes de sua nomeação para o novo cargo.

Comprometido com o constante aperfeiçoamento profissional, Augusto Barros Neto participou de inúmeras capacitações em níveis regional, nacional e internacional. Entre elas, destacam-se sua formação no Curso de Operações Táticas Especiais (COTE) e a participação em curso tático com integrantes da SWAT, realizado no estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

Durante seu discurso de posse, o novo delegado-geral destacou o compromisso com o fortalecimento institucional e a valorização dos profissionais da Polícia Civil: “Assumo esta missão com profundo senso de responsabilidade e compromisso com a sociedade maranhense. Vamos trabalhar de forma integrada, fortalecendo nossas unidades, valorizando nossos policiais e aprimorando as ações de investigação, sempre com o objetivo de oferecer uma resposta cada vez mais eficiente no combate à criminalidade”, afirmou Augusto Barros Neto.

G Léda

Comportamento inautêntico coordenado e os limites da manipulação digital nas eleições 2026

 

Por Anna Graziella Santana Neiva Costa e Ana Júlia Estrela Araújo Flexa Ribeiro

Inicio este ensaio afirmando que a desumanização da rede não é apenas um subproduto tecnológico, mas uma estratégia de negócio que corrói pilar fundamental da democracia: a livre formação da vontade do eleitor.

O sufrágio universal pressupõe um eleitor informado e capaz de deliberar em liberdade. Essa premissa está sendo solapada por um processo anterior a qualquer eleição por meio de progressiva desumanização da própria internet. Em 2018, a New York Magazine revelou que, em determinado período de 2013, cerca de metade de todo o tráfego do YouTube era composto por bots se passando por pessoas. Tal proporção era tão elevada que os próprios engenheiros da plataforma temiam o fenômeno que denominaram internamente como “a Inversão”, definido como o ponto hipotético a partir do qual os sistemas de detecção de fraude passariam a classificar os bots como reais e os humanos como anomalias. No mesmo ano, o New York Times documentou, em “The Follower Factory”, como a indústria de contas falsas havia se tornado um mercado bilionário que contava com políticos entre seus clientes. Esses dados não são curiosidade tecnológica, visto que constituem o substrato empírico da Dead Internet Theory, a qual consiste na hipótese, progressivamente corroborada por estudos, de que menos de 60% do tráfego global da web é gerado por seres humanos.

O fenômeno ganhou dimensão radicalmente nova quando as próprias plataformas passaram a criar perfis artificiais como estratégia de negócio. Connor Hayes, vice-presidente de IA Generativa da Meta, anunciou ao Financial Times que a empresa espera que seus usuários de IA apareçam em suas redes da mesma forma que contas humanas, possuindo biografias, fotos e capacidade de engajar conteúdo. A jornalista Karen Attiah, do Washington Post, conversou no Instagram com “Liv”, um perfil que se apresentava como “orgulhosa mãe negra queer”. Ela constatou que o robô admitiu ter sido criado por uma equipe predominantemente branca e masculina, sem qualquer correspondência com a identidade exibida (CAMPOS, 2026). Com efeito, considerando todo este contexto parece crível afirmar que o mecanismo de controle colapsa quando o próprio guardião cria, instiga e, até, festeja, a ameaça.

Para o direito eleitoral, todas essas constatações representam um agravamento exponencial sobre a salubridade e higidez do ambiente político-eleitoral com sólido potencial de sepultamento das democracias representativas, considerando que o arquétipo sob o qual se construiu a lógica do sistema é, primordialmente, assegurar que os cidadãos exerçam sua capacidade eleitoral ativa de forma livre e soberana. A soberania popular, nunca é demais lembrar, se revela no poder incontrastável de decidir.

Constata-se, então, que na atualidade já não é suficiente combater apenas operações clandestinas de terceiros, mas uma arquitetura de negócio que institucionaliza a inautenticidade como produto. E, se esta é uma verdade, imponderável compreender e alertar que o debate público eleitoral, ocorrido nas redes sociais, passa a estar gravemente comprometido diante de uma artificialidade que fabrica discursos, aparentemente espontâneos e populares, por meio de operação coordenada de perfis fictícios, o denominado comportamento inautêntico coordenado.

O Comportamento Inautêntico Coordenado (CIB – Coordinated Inauthentic Behavior) é a categoria que descreve operações orquestradas de múltiplas contas, automatizadas ou controladas por humanos, destinadas a enganar outros usuários quanto à identidade, à origem e ao propósito dos atores envolvidos no debate. A distinção fundamental que o conceito introduz, e que o torna normativamente essencial, é a separação entre o plano do conteúdo e o plano do comportamento. Enquanto o regime jurídico tradicional ancora-se na falsidade da informação, o CIB desloca o dano, visto que uma operação pode veicular conteúdo factualmente verdadeiro e ainda assim constituir manipulação eleitoral grave, porque a percepção artificialmente amplificada de consenso que ela produz falsifica a ecologia do debate democrático.

Os precedentes concretos dissipam qualquer dúvida quanto à gravidade da ameaça. Em dezembro de 2024, as eleições presidenciais da Romênia foram anuladas após as autoridades de segurança demonstrarem que o candidato vencedor do primeiro turno havia sido promovido de forma maciça no TikTok por 25.000 contas pró-candidato, as quais se tornaram altamente ativas nas duas semanas anteriores ao pleito. Dentre esse contingente, quase 800 perfis foram criados em 2016 e mantidos inativos por anos, aguardando ativação coordenada (RAINSFORD, 2024; SOLEA, 2024). A eleição foi anulada, e a democracia romena forçada a reiniciar o certame, pois o debate havia sido colonizado por entidades desprovidas de personalidade civil.

Nas eleições alemãs de 2025, o parlamentar Konstantin von Notz declarou que o pleito sofreu manipulação clara e bem-sucedida por atores estrangeiros, cujas operações utilizaram o software Meliorator, ferramenta descrita pelo FBI como um pacote de inteligência artificial secreto capaz de engendrar personas digitais aptas a ludibriar os mecanismos de detecção das plataformas, levando-as a classificar bots como usuários humanos reais (BOND, 2024). O Brasil possui mais de 150 milhões de eleitores, detendo uma das maiores taxas de uso de redes sociais do mundo e um histórico recente de disputas eleitorais marcadas pela instrumentalização intensa do ambiente digital. Portanto, o CIB constitui um fenômeno endógeno, dispensando qualquer necessidade de importação.

Nesse contexto, o ecossistema digital das eleições gerais de 2026 apresenta desafios que transcendem a mera disseminação de fake news. O debate público eleitoral passou a ser contaminado, de forma estruturalmente mais grave pelo fenômeno do comportamento Inautêntico Coordenado. Como visto, não se trata apenas do conteúdo da mensagem, mas da artificialidade da rede que a propaga, utilizando perfis falsos e automatizados para produzir uma popularidade inexistente e induzir o eleitor a erro sobre a real expressividade política de candidaturas.

A distinção é fundamental precisa ser esclarecida desde logo: a desinformação eleitoral clássica (a fake news) atua sobre o conteúdo do discurso; veicula informações falsas sobre fatos ou sobre os candidatos. O CIB atua sobre a estrutura do discurso, ou seja, fabrica a aparência de que há um discurso espontâneo e popular onde na verdade existe apenas uma operação coordenada estrategicamente por meio de perfis fictícios. É, em sentido técnico e jurídico rigoroso, a falsificação do próprio debate democrático, e não de uma informação dentro dele. A estratagema tecnológica conduz ao falseamento do debate em si, ou ainda, da relevância de determinado conteúdo ou, mesmo, do próprio candidato.

O mecanismo central do Comportamento Inautêntico Coordenado (CIB), conforme identificado por Nathaniel Gleicher, diretor de políticas de segurança do Facebook, reside na utilização estratégica de contas falsas e duplicadas. Essas contas atuam de forma sinérgica para amplificar umas às outras, induzindo o público a uma percepção de popularidade que não possui correspondência com a realidade. Essa estratégia explora diretamente o funcionamento dos algoritmos de recomendação, que privilegiam conteúdos com maior engajamento.

Ora, se os algoritmos de recomendação de conteúdo tendem a amplificar publicações com maior engajamento, publicações com mais comentários e interações recebem mais visibilidade orgânica, atingindo mais usuários reais, que geram mais engajamento genuíno, inaugurando um ciclo autocumulativo. O CIB injeta nesse ciclo um engajamento fictício que desencadeia efeitos reais. Os perfis falsos geram mais visibilidade para o candidato, que atrai mais interações autênticas, que geram mais visibilidade – num processo de amplificação exponencial cujos efeitos não se desfazem pela simples remoção posterior dos perfis, pois a impressão de popularidade já terá sido consolidada no imaginário do eleitorado.

A Justiça Eleitoral brasileira, reconhecendo a gravidade crescente do fenômeno, reagiu com a edição da Resolução TSE nº 23.755/2026, que introduziu o art. 38-A na Resolução nº 23.610/2019, ou seja, o primeiro instrumento jurídico-positivo brasileiro expressamente concebido para combater o CIB no direito eleitoral.

A Resolução TSE nº 23.755/2026, editada em 2 de março de 2026, inseriu o art. 38-A na Resolução nº 23.610/2019, que consiste no diploma central da propaganda eleitoral, criando um mecanismo autônomo de remoção de perfis digitais falsos, apócrifos ou automatizados. A inovação possui natureza estrutural, uma vez que, enquanto o art. 38 opera sobre a camada do discurso, focando na remoção de conteúdo ilícito, o art. 38-A incide sobre a camada do ator. O dispositivo determina a exclusão quando o sujeito-perfil constituir, por sua própria essência, uma ficção ou um artefato criado com o fito de enganar.

Do texto do artigo emergem pressupostos cumulativos. O primeiro refere-se à comprovação da inautenticidade do perfil, subdividida em três categorias, quais sejam, o perfil “falso” por identidade inexistente, o “apócrifo” por ausência de autoria reconhecível e o “automatizado ou robô”, operado por sistemas computacionais sem presença humana real. O segundo requisito é de ordem comportamental, exigindo que as publicações configurem prática reiterada. Nesse sentido, não se admite a remoção por publicação isolada, o que impõe à Justiça Eleitoral o ônus de demonstrar a existência de um padrão. O terceiro pressuposto, previsto no inciso II, estabelece a necessidade de prévia declaração judicial de que os fatos veiculados são notoriamente inverídicos. Tal exigência cria uma dependência procedimental entre o art. 38-A e o regime do art. 38, formando uma cadeia que, embora garantidora da segurança jurídica, pode comprometer a celeridade da resposta em contextos de campanha nos quais o dano informacional se propaga em questão de horas.

O § 1º consagra o processo judicial sob a égide da ampla defesa e do contraditório, garantia que distingue o modelo brasileiro de sistemas que permitem a exclusão por decisão unilateral das plataformas, conforme imposição constitucional do art. 5º, LV. Por sua vez, o § 2º atua como limitador da autonomia privada, estabelecendo que a exclusão por iniciativa dos provedores somente é autorizada para perfis falsos, automatizados ou robôs. Tal vedação impede a remoção de qualquer conta cujo conteúdo contrarie meros interesses comerciais da plataforma, configurando uma resposta normativa direta ao risco de censura privada disfarçada de moderação.

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A remoção de perfis coloca o intérprete diante de uma tensão constitucional inegociável. A liberdade de expressão, amparada pelo art. 5º, IV e IX da Carta Magna, e o anonimato, que é vedado para manifestações políticas identificáveis, mas funcionalmente protetivo para grupos vulneráveis e denunciantes, não se deixam delimitar com facilidade na arquitetura dos perfis digitais.

O arcabouço normativo introduzido pelo já mencionado art. 38-A não representa apenas um avanço procedimental, mas uma resposta estrutural à premente necessidade de preservar a ontologia do eleitor frente à desumanização digital. Ao enfrentar o Comportamento Inautêntico Coordenado, o Tribunal Superior Eleitoral atua na camada mais profunda do processo eleitoral, incidindo não sobre o conteúdo dos discursos, mas sobre a autenticidade dos sujeitos que os enunciam. Conforme observa Francieli Campos (2026), o óbice primordial da geração atual reside na manipulação do debate por perfis artificiais que orquestram as redes mediante a mimetização do embate político, o que torna o dispositivo arquitetonicamente coerente e teleologicamente claro. Seus limites probatórios e de extraterritorialidade não possuem o condão de invalidá-lo; ao revés, revelam o labor que ainda remanesce ao legislador e à magistratura para evitar que a “Inversão” (o ponto em que a máquina é tratada como real e o humano como anomalia) constitua o destino do debate brasileiro, visto que a soberania popular é atributo intrínseco das pessoas naturais.

Essa transição da norma para a salvaguarda da vontade livre evidencia que a integridade do certame depende, fundamentalmente, da contenção das simulações sistêmicas que ameaçam sequestrar o consenso democrático.

Em última análise, se a democracia é o governo do povo, para o povo e pelo povo, o Direito Eleitoral não pode permitir que a vontade popular seja mimetizada por algoritmos, sob pena de transformarmos o sufrágio universal em um simulacro estatístico gerado por máquinas, onde o cidadão é apenas um intruso em sua própria história. O desafio de 2026 não reside apenas em garantir o livre acesso às urnas, mas em assegurar que a consciência que as opera não tenha sido capturada por uma arquitetura de inautenticidade coordenada. A soberania é um atributo da vida real, e a Justiça Eleitoral firma-se, hodiernamente, como a última fronteira entre a deliberação livre e a manipulação industrializada.

Anna Graziella Santana Neiva Costa – Advogada, sócia-fundadora do escritório Anna Graziella Neiva Advocacia. Ex-juíza do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão e ex-ouvidora do TRE/MA. Pós-graduada em Direito Eleitoral, MBA em Direito Tributário, especialista em Ciência Jurídico-Política e Direito Constitucional e Eleitoral, membro consultora da Comissão Especial Eleitoral do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, membro da ABRADEP, do COPEJE e do IAB. Foto: Arquivo pessoal

Ana Júlia Estrela Araújo Flexa Ribeiro – Estagiária acadêmica de Direito do 7.º período do Centro Universitário Unidade de Ensino Superior Dom Bosco – UNDB

G Léda

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