Não é de hoje que a oposição no Maranhão anda fora de rumo. Desde a vitória em São Luís no ano passado - a principal dos oposicionistas desde a eleição comprada de Jackson Lago (PDT) - os principais líderes do anti-sarneísmo maranhense batem-cabeça para definir espaços num jogo que, até agora, só serviu para os afastar ainda mais.
O PDT não se entende com o PCdoB - principalmente na Secretaria de Educação de São Luís. O PSB acha que foi alijado do processo de formação da equipe que administra a capital.
E, mais recentemente, setores importantes da esquerda começaram a externar todas as críticas (e as mágoas também) que têm em relação ao principal expoente desse grupo: o presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB).
Enquanto a turma dele ainda se recuperava das derrotas no debate sobre as acusações do comunista ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão, apareceram Miosótis Lúcio, Eliziane Gama, Igor Lago levantando a tese de que os comunistas não têm projeto para o Maranhão.
Eles recuaram e, no fim da semana passada, tentaram emplacar o discurso de que "o projeto a gente vê depois, agora é derrotar Sarney". A emenda saiu pior do que o soneto, já que é justamente disso que o acusam os esquerdistas que se afastaram de Dino.
Sem tempo para respirar, já se viram diante de outra encruzilhada: como tratar a aproximação da governadora Roseana Sarney (PMDB) dos prefeitos de Timon, Luciano Leitoa, e de Caxias, Leo Coutinho, ambos do PSB.
Um dia após os encontros entre os três no interior, houve reação contra os dois socialistas - que eram acusados por aliados de "trair a causa". Mas percebeu-se que essa não era a melhor estratégia e, agora, tentam a todo custo fazer parecer que são os governistas quem estão "maravilhados" com a capacidade de diálogo da oposição.
Argumento até bom, só que, mais uma vez, usado fora de tempo, principalmente depois do que já causaram nos dois prefeitos atacados. A verdade é que falta um timoneiro melhor na nau oposicionista. Ou ela continuará sem norte.
Por: Gilberto Léda
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