
O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, declarou que seu sobrinho e a noiva dele estão entre os mortos. O ataque ocorreu no sábado (21), e a polícia ainda luta contra os atiradores que mantêm reféns dentro do prédio.
"Eu mesmo perdi membros da minha família no ataque", afirmou em um discurso dirigido à nação, prometendo punir os responsáveis pelo ataque. "Os criminosos agora estão localizados em um lugar dentro do edifício. Com os profissionais no local, eu garanto aos quenianos que temos uma boa chance de neutralizar com sucesso os terroristas como nós esperamos", disse ele em entrevista coletiva.
O ataque foi assumido pela milícia radical islâmica somali Al-Shabab, que afirma ter matado "mais de cem" pessoas em represália pela presença de militares do Quênia na missão da ONU na Somália. O presidente, no entanto, disse que a confirmação sobre a responsabilidade pelo ataque ainda está em aberto.
O Al-Shabaab disse que realizou o ataque por causa da intervenção do Quênia na Somália, onde o país trabalha ao lado de outras tropas de paz africanas para conter os militantes islâmicos.
Questionado se iria considerar a retirada das tropas, Kenyatta disse: "Nós fomos como uma nação para a Somália para ajudar a estabilizar o país, mas, sobretudo, para lutar na guerra contra o terror."
"Não vamos ceder na guerra contra o terror... Ele (o ataque) só tem aumentado o nosso compromisso de lutar e vencer essa guerra."

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