terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Agora lascou: Dinheiro doado pela OAS à Flavio Dino não foi declarado pela empresa

O jornal O Estado de São Paulo trouxe hoje uma revelação apurada pela operação Lava Jato  em que aparecem as doações feitas pela OAS para campanhas eleitorais de 2012 e na mais recente de 2014. Um detalhe curioso chamou a atenção: os R$ 3.116.606,70 doados oficialmente para a campanha de Flávio Dino no Maranhão não aparecem como declarados. Não algo de estranho na doação ou na investigação da Lavo Jato.
Com o título “Lava Jato tenta decifrar registros de ‘doações’ da OAS para políticos e partidos“, os repórteres Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Julia Affonso informam que “documentos apreendidos pela PF, como declarações e contabilidade de pagamentos para campanhas, partidos e para o Instituto Lula, foram, anexados em inquérito da empreiteira, acusada de ocultar dinheiro de corrupção em repasses oficiais”.
Os registros de doações de campanhas eleitorais descobertos pela Polícia Federal na sede da OAS evidenciam que os recursos são oriundos dos valores recebidos pela empresa em contratos superfaturados com a Petrobrás. São somas destinadas para partidos, como PT, PMDB, PSDB, PSC e um repasse irrisório para o PCdoB, partido do governador do Maranhão.
O mais intrigante é que a OAS informou que todos os valores de doação eleitorais foram declarados oficialmente à Receita Federal e constam dos balancetes da empresa. Os investigadores da Força Tarefa da Lava Jato estão tentando decifrar o que permanece oculto na contabilidade e quem foram os beneficiados.
Como neste primeiro levantamento divulgado hoje pelo Estadão não apareceram as doações para a campanha do então candidato a governador do Maranhão em 2014, o ex-juiz federal Flávio Dino, irmão do atual subprocurador Geral da República, Nicolau Dino, oBlog do Luis Cardoso mostra a parte da prestação de contas da campanha dele, junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, somente com as doações da OAS, como segue abaixo:
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Conforme o  Ministério Público Federal, “parte das doações pode representar pagamento de propinas para agentes públicos para obtenção de vantagens indevidas, sendo as doações formais de campanhas mera estratégia de lavagem de capitais”.
Já em ocasião anterior, o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, disse  durante depoimento à CPI da Petrobrás que doações de campanhas por empresas envolvidas na operação Lava Jato, “podem ser consideradas ilegais, principalmente quando o candidato sabe da origem do dinheiro”.
O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, foi mais enfático ao afirmar que empresas investigadas na Lava Jato doaram em campanhas eleitorais com dinheiro de propina da Petrobrás.
Luís Cardoso

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