quinta-feira, 23 de abril de 2026

Brandão mantém base de apoio a Orleans após decidir concluir mandato no governo

 

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido) deu, nos últimos 20 dias, demonstrações de como deve tocar sua gestão até o fim do ano.

Desde que optou por oficializar sua permanência no cargo, no dia 4 de abril – abdicando de uma quase certa eleição para o Senado -, o chefe do Executivo estadual manteve o ritmo da sua agenda administrativa, enquanto segue tratando corriqueiramente com a classe política.

Como faz, aliás, desde que era ainda vice-governador.

O equilíbrio entre o Brandão político e o gestor, por sinal, tem chamado a atenção não apenas de governistas, como de adversários – que, não por acaso, proferem ataques quase diários ao governo e ao seu comandante.

O trato com os aliados, no entanto, tem sido uma espécie de escudo contra os oposicionistas.

Em tese, ao escolher permanecer no governo, Brandão deveria estar enfraquecido. “Rei morto, rei posto”, diz o ditado popular. Ao menos era isso o que esperavam, sobretudo, os dinistas: um “rei morto”, vendo o fim do mandato se aproximar, sua influência esvair-se e seu pré-candidato, Orleans Brandão (MDB), patinar.

Não é o que tem acontecido.

Na Assembleia Legislativa, por exemplo, palco dos principais ataques disparados pela oposição, o governador mantém em sua base, e com apoio fechado a Orleans, nada menos que 34 deputados – de 42 no total.

Entre os prefeitos pelo Maranhão, o número chega perto dos 200, de um universo de 217.

O segredo? Brandão ainda guarda consigo uma das principais características de um bom político: o diálogo e a palavra.

Diz-se que, em política, não se assinam contratos. Antes, estes são firmados com palavras e apertos de mãos. Saber honrar compromissos é, talvez, a principal virtude de um homem público.

Essa é uma máxima secular, verdadeira pedra fundamental desta arte.

E, aparentemente, a classe política maranhense tem reconhecido isso em Brandão.

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