
A divulgação de novas pesquisas de intenções de votos para o Governo do Maranhão e o desempenho real de Orleans Brandão (MDB) na pré-campanha eleitoral desencadearam uma nova onda de boataria sobre possíveis sanções do Supremo contra o grupo do governador Carlos Brandão (MDB).
Nos últimos dias voltou a ganhar força a informação de que o empresário Marcus Brandão, irmão do chefe do Executivo estadual e pai do pré-candidato Orleans, seria alvo de um mandado de prisão.
Não há nenhuma informação pública oficial sobre uma decisão desse tipo, mas parte do grupo dinista no Maranhão garante que uma decisão vinda de Brasília não demora a ser cumprida no Maranhão.
A qual processo ela estaria ligada também é uma incógnita. Seria na ação de nepotismo, mesmo ele estando afastado de qualquer função na Assembleia ou no governo há meses? Ou seria no processo que conta com uma delação do matador confesso Gibson Cutrim no rumoroso caso do Tech Office?
Ninguém consegue dizer ao certo.
O roteiro se repete e parece ter intrínseca relação com a disputa eleitoral: com Orleans Brandão pontuando bem e o grupo dinista praticamente fora da disputa – já que ainda não conseguiu fazer decolar a pré-candidatura de Felipe Camarão (PT), mesmo com o apoio de Lula (PT), e sem nenhuma possibilidade de aproximar-se do ex-prefeito do Eduardo Braide -, a solução volta a ser apostar em despachos vindos do Supremo Tribunal Federal (STF) para impactar no jogo local.
No caso da anunciada prisão de Marcus Brandão, a decisão viria, segundo a versão dos dinistas, pelas mãos do próprio ministro Flávio Dino – que quando ainda na política fazia parte justamente do grupo que atualmente mais faz oposição a Brandão.
Para além do fato de que nenhuma dessas informações se confirmou até o momento fica a questão: estaria Dino realmente disposto a dar uma decisão de tamanho impacto eleitoral num processo que pode beneficiar justamente aqueles que fazem parte do grupo ao qual ele pertencia quando o governador?
O tempo dirá…
G Léda
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