
O senador Alessandro Vieira afirmou que a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi resultado de uma disputa de poder nos bastidores de Brasília, envolvendo integrantes da própria Corte e do Congresso Nacional.
Segundo o parlamentar, ministros do STF e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, atuaram diretamente para barrar o nome de Messias. “Quem foi a campo nessa disputa de votos pela indicação contra o Jorge Messias foram Davi Alcolumbre, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e figuras desse entorno”, declarou.
Vieira destacou ainda que, embora setores do governo federal tenham se mobilizado a favor da aprovação, com apoio também do ministro André Mendonça, o embate ultrapassou a divisão tradicional entre governo e oposição. Para ele, a votação refletiu uma disputa interna por influência no Supremo.
Na avaliação do senador, a eventual chegada de Messias ao STF poderia alterar o equilíbrio de forças dentro da Corte, fortalecendo um grupo específico em julgamentos relevantes. “A leitura em Brasília é que a chegada do Messias poderia garantir uma maioria para o grupo que hoje tem André Mendonça na relatoria de casos importantes, e isso não é do interesse de outros ministros e muito menos de investigados”, afirmou.
A indicação de Jorge Messias foi rejeitada pelo plenário do Senado na última semana, em um episódio considerado histórico, já que casos de reprovação de nomes indicados ao STF são raríssimos na política brasileira.
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