
A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes de São Luís (SMTT) emitiu uma nota oficial para apresentar sua versão dos fato no episódio envolvendo a deputada estadual Mical Damasceno nas dependências do órgão.
O posicionamento do município traz uma versão divergente da apresentada pela parlamentar, apontando irregularidades na entrada da deputada e na conduta do motorista do veículo.
O ponto mais crítico levantado pela administração municipal diz respeito à conduta do motorista que transportava a deputada. De acordo com a SMTT, logo após a entrada do automóvel na área interna, o condutor realizou manobras consideradas perigosas no pátio, colocando em risco a integridade física de servidores públicos que estavam em pleno exercício de suas funções.
A permanência do carro no local — descrita pela deputada como um cerceamento de seu direito de ir e vir — foi justificada pela SMTT como um procedimento de fiscalização padrão motivado pela recusa de colaboração. A secretaria esclareceu que o condutor negou-se a apresentar sua documentação pessoal e os documentos do veículo. Por essa razão, o carro ficou retido nas dependências até que as exigências legais fossem cumpridas. A liberação dos envolvidos ocorreu imediatamente após a regularização da situação.
Diante do comportamento registrado no pátio, os Agentes de Trânsito que presenciaram o ocorrido lavraram um Auto de Infracção de Trânsito fundamentado no artigo 175 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que penaliza a utilização de veículo para demonstração ou exibição de manobra perigosa.
A SMTT concluiu o comunicado oficial reforçando que todos os procedimentos adotados seguiram estritamente a legislação vigente e reiterou que o órgão municipal permanece aberto ao diálogo institucional, desde que este ocorra de forma pacífica e por meio dos canais oficiais de comunicação.
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