
A ex-governadora e atual deputada federal Roseana Sarney (MDB) voltou a entrar na disputa por uma das duas vagas ao Senado Federal nas eleições de 2026 pelo Maranhão.
Nos bastidores, no entanto, a movimentação é interpretada como parte das articulações em torno da formação da chapa majoritária governista. A expectativa é de que a decisão de Roseana esteja diretamente ligada à definição da candidatura do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) ao Senado. A estratégia da família Sarney é garantir ao empresário Fernando Sarney a primeira suplência na chapa de Pedro Lucas, dentro de um acordo que prevê o apoio do União Brasil à candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Estado. Paralelamente, o grupo também trabalha para viabilizar a candidatura de Maria Fernanda Sarney, filha de Fernando Sarney e CEO dos portais Imirante e G1 Maranhão, a uma vaga na Assembleia Legislativa, com a ajuda de votos do governo e do grupo de Pedro Lucas.
Pelas articulações em andamento, a composição deverá reunir Orleans Brandão como candidato ao Governo do Estado, Edivaldo Holanda Júnior na vice e os nomes de Roseana Sarney e Weverton Rocha (PDT) para as duas vagas ao Senado. A formação, no entanto, ainda depende da oficialização durante as convenções partidárias.
Bastidores e mudança de estratégia

Nos bastidores, a decisão também estaria ligada a um desgaste nas negociações entre a família Sarney e o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil). Segundo informações de interlocutores políticos, o clã liderado pelo ex-presidente José Sarney intensificou contatos com aliados durante o fim de semana para comunicar que Roseana voltaria ao cenário eleitoral como candidata ao Senado.
O principal motivo seria a insatisfação da família com o andamento das articulações conduzidas por Pedro Lucas. Conforme relatos de bastidores, o deputado teria prometido a primeira suplência da chapa ao empresário Fernando Sarney, mas ainda não conseguiu consolidar o apoio da federação União Progressista ao projeto liderado por Orleans Brandão, fator considerado essencial para viabilizar o acordo político.
Além disso, integrantes da família Sarney estariam insatisfeitos com outros compromissos que, segundo aliados, teriam sido assumidos por Pedro Lucas durante as negociações. Entre eles, a expectativa de apoio para fortalecer a pré-candidatura de Maria Fernanda Sarney à Assembleia Legislativa, incluindo uma meta de cerca de 30 mil votos, além da abertura de bases eleitorais para o deputado federal Hildo Rocha.
Ainda de acordo com os relatos de bastidores, quando as cobranças sobre esses compromissos aumentaram, Pedro Lucas teria recuado das tratativas, o que agravou o impasse político e contribuiu para a decisão de lançar Roseana Sarney na disputa pelo Senado.
Cenário para 2026
A entrada de Roseana Sarney na corrida eleitoral promete alterar o cenário da disputa pelas duas vagas ao Senado no Maranhão. Com quatro mandatos como governadora e forte influência política no estado, a emedebista retorna ao centro das articulações eleitorais em uma eleição que deve ser marcada por alianças estratégicas e intensa movimentação nos bastidores.
Embora a composição da chapa ainda dependa das convenções partidárias, a decisão representa um novo capítulo nas articulações da sucessão estadual e reforça o protagonismo da família Sarney na política maranhense.
Os próximos dias deverão ser decisivos para confirmar oficialmente a candidatura e definir os últimos ajustes das alianças que disputarão as eleições de 2026.
John Cutrim
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