quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Márcio Jerry defende Lulinha e acusa imprensa de tentar atingir presidente Lula

 

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) saiu em defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, nesta quinta-feira (27), em meio à divulgação de reportagens sobre as investigações envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a lobista Roberta Luchsinger.

Em publicação no X, antigo Twitter, Jerry ironizou as suspeitas de tráfico de influência e afirmou que as matérias jornalísticas destacam negociações que não teriam resultado na assinatura dos contratos investigados.

“Lendo dezenas de matérias sobre o Fábio Luís, que a imprensa apelidou de Lulinha, noto tratar-se de alguém incompetente naquilo do que é acusado, pois há quase sempre em tais matérias a informação, quase invisível de tão discreta, que ‘nenhum dos contratos foi celebrado’”, escreveu.

O parlamentar maranhense classificou a repercussão do caso como uma tentativa de criar um escândalo para prejudicar politicamente Lula.

“Ora, ora. Forçação de barra permanente e absurda para construir um enredo de escândalo para tentar atingir o presidente Lula. Que coisa!”, completou.

As manifestações de Jerry ocorrem após a imprensa revelar mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Roberta Luchsinger. Os diálogos indicariam tratativas envolvendo Lulinha, empresários e agentes públicos para a intermediação de negócios privados junto a órgãos do governo federal.

Entre os projetos examinados estão propostas relacionadas ao fornecimento de medicamentos à base de cannabis, testes contra arboviroses e parcerias com o Ministério da Saúde. Segundo as informações divulgadas até agora, essas negociações específicas não resultaram na celebração de contratos.

A PF, porém, ainda investiga outras frentes, incluindo movimentações financeiras e possíveis tratativas com diferentes órgãos públicos. O objetivo é descobrir se a proximidade de Roberta e Lulinha com integrantes do governo foi utilizada para obter favorecimento indevido.

Lulinha nega qualquer irregularidade. Sua defesa sustenta que as mensagens foram divulgadas de maneira fragmentada e afirma que ele nunca atuou na intermediação de contratos com a administração pública. As investigações continuam em andamento e não há, até o momento, condenação contra o filho do presidente.

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