
Ganhou as redes nesta semana uma nota da família do ex-governador Jackson Lago (PDT) reclamando de suposto “uso indevido da imagem” do pedetista pelo candidato a prefeito de São Luís Fábio Câmara (PDT).
“Como família de Jackson Lago, manifestamos nossa indignação em relação ao uso indevido da imagem do nosso amado ente querido. Lamentavelmente verificamos que o oportunismo político não tem limites quando se trata de explorar a sua biografia e os anos de dedicação às lutas sociais do Maranhão”, diz um trecho do comunicado.
A reação, no entanto, não tem razão de ser.
É claro que a memória do Jackson Lago enquanto pai, irmão, ou avô, deve ser preservada pelos seus familiares. Mas o ex-governador foi uma figura política pública. E seu legado, enquanto homem público, não pertence a ninguém. Nem mesmo a seus parentes.
Ao se identificar com sua imagem como gestor e liderança política, Fábio Câmara faz um movimento natural de quem está tentando construir no debate eleitoral uma identidade para o seu projeto.
E isso não representa qualquer desrespeito à memória de Jackson.
G Léda
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