sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Bacabal: farejadores confirmam passagem de crianças por casa abandonada


 

As buscas pelos irmãos desaparecidos no povoado São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, ganharam um novo desdobramento nesta quinta-feira (15). Cães farejadores das equipes de resgate confirmaram que as crianças passaram por uma casa abandonada na região. A descoberta é considerada um marco importante para a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros, pois ajuda a delimitar o perímetro de buscas e a entender a dinâmica do deslocamento dos menores pela área de mata e palmeirais.

A operação de resgate conta com um esforço conjunto que ultrapassa as fronteiras do Maranhão. Devido à dificuldade do terreno e ao tempo decorrido desde o desaparecimento, equipes especializadas e cães farejadores dos estados do Ceará e do Pará foram deslocados para reforçar os trabalhos. Além do faro dos animais, as autoridades utilizam drones com sensores térmicos e incursões a pé em áreas de difícil acesso.

O trabalho das equipes de busca, no entanto, sofreu uma perda significativa nesta semana com a morte da cadela Iara. O animal, que era peça-chave na localização de rastros, sofreu um mal súbito durante as buscas e não resistiu. A morte da cadela, atribuída ao esforço físico extremo sob as condições climáticas severas da região, causou comoção entre os militares e voluntários envolvidos na missão.

O caso teve início no dia 4 de janeiro, quando três crianças desapareceram no território quilombola. Após 72 horas de angústia, o pequeno Anderson Kauã, de 8 anos, foi localizado por produtores rurais. O menino apresentava um quadro de desidratação severa e estado de choque, mas recebeu atendimento médico imediato e conseguiu sobreviver, tornando-se a principal esperança de informações para localizar os irmãos.

Atualmente, o foco total das autoridades está na localização de Ágatha e Allan, que continuam desaparecidos. A confirmação da passagem pela casa abandonada e o encontro de peças de roupas que supostamente pertencem às crianças são as pistas mais sólidas até o momento. A polícia mantém o sigilo sobre as linhas de investigação para não comprometer o trabalho de campo.

Enquanto as buscas físicas continuam na mata, a Polícia Civil realiza depoimentos sistemáticos com familiares e moradores da comunidade. O objetivo é cruzar informações que possam explicar o que motivou o distanciamento das crianças de sua residência original. A força-tarefa permanece mobilizada por tempo indeterminado até que o paradeiro dos dois irmãos seja finalmente esclarecido.

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