quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Convocação de Lulinha é uma das prioridades na volta da CPI do INSS, diz relator

 

Relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS, o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) afirma que a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, um dos filhos do presidente Lula (PT), é uma das prioridades do colegiado no retorno aos trabalhos, em fevereiro.

A Polícia Federal apura citações a Lulinha nas investigações relacionadas a desvios de aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), conforme informações publicadas inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmadas pela Folha.

O Estadão revelou nesta quarta-feira,7, que a Polícia Federal informou ao ministro do STF André Mendonça ter detectado menções a Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente, ao investigar o desvio de aposentadorias do INSS e apura agora se ele seria “sócio oculto” do empresário Antônio Camilo Antunes. Conhecido como Careca do INSS, Antunes é pivô do esquema investigado. A defesa de Lulinha nega qualquer relação dele com o INSS.

Para Alfredo Gaspar, há indícios que levam à conclusão de que o filho do presidente tem envolvimento com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. “Eu fiz o pedido para convocação dele”, diz. “Será uma das prioridades.”

“Agora espero que a Polícia Federal, de forma isenta, faça esse aprofundamento, o que não impedirá, pelo contrário, fortalecerá o trabalho da CPI também. Aprofundar essa linha de investigação, que até então a base do governo não tinha deixado aprofundar na CPI”, diz o relator.

Ele critica a atuação de governistas para barrar a convocação de Lulinha. Em dezembro, aliados do governo federal derrotaram requerimento de convocação do filho do presidente por 19 votos a 12. Atualmente, a CPI tem três pedidos de convocação do empresário.

“O governo, preocupado com a opinião popular, tem agido de forma desavergonhada em blindagem de vários personagens, entre eles o próprio filho do presidente da República”, afirma. Atualmente, há três requerimentos de convocação de Lulinha, um deles do próprio Alfredo Gaspar.

“Acho que não haverá facilidade nessas aprovações de requerimento, porque o governo tem demonstrado que, para ele, o importante é blindar, não esclarecer. A gente vai tirar essa prova agora no retorno dos trabalhos da CPI”, diz Gaspar.

“Tendo relação com a investigação, nós não podemos escolher copartidário, todo mundo tem que dar os esclarecimentos e passar a limpo a história. O fato é muito grave, envolve aí bilhões de reais, a própria máquina do Estado, da Previdência Social, está em jogo”, complementa. “Que há o envolvimento do filho do presidente da República, eu já venho dizendo há muito tempo. Agora precisamos esclarecer os detalhes desse envolvimento.”

Na representação enviada ao ministro André Mendonça, a Polícia Federal ressalva que as menções ao filho do presidente apareceram em conversas de terceiros, mas até agora não foi encontrado nenhum elemento que indique sua participação direta nos fatos sob investigação.

A PF apura se Fábio Luís manteve uma sociedade oculta com o Careca do INSS por meio de uma amiga em comum entre eles, a empresária Roberta Luchsinger, que foi alvo de busca e apreensão na última fase da Operação Sem Desconto, deflagrada em dezembro.

As menções encontradas pela Polícia Federal na investigação sobre desvios do INSS que citam o filho de Lula incluem diálogos de WhatsApp, passagens aéreas, anotações e o depoimento de uma testemunha.

A PF diz ter encontrado três conjuntos de citações a Lulinha. O primeiro está baseado no depoimento do empresário Edson Claro; o segundo, nos celulares apreendidos durante as investigações; e o terceiro, em passagens aéreas localizadas pela corporação.

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