
Apesar do pedido do presidente Lula para que o PT priorize a definição das candidaturas ao Senado, a direção nacional do partido enfrenta dificuldades para lançar nomes competitivos nos principais colégios eleitorais do país.
Levantamento do UOL aponta que a legenda conta atualmente com pré-candidatos em 18 estados, mas, na maioria dos casos, sem liderança clara nas pesquisas, o que amplia a necessidade de alianças além do campo tradicional da esquerda.
O cenário ganha relevância diante da disputa de 2026, quando estarão em jogo 54 das 81 cadeiras do Senado — duas por estado e pelo Distrito Federal. Diante desse quadro, o PT tem optado por apoiar nomes de partidos aliados com maior viabilidade eleitoral, estratégia que se repete em diferentes regiões do país como forma de ampliar a base de sustentação do governo no Congresso Nacional.
No Maranhão, essa lógica se materializa no apoio a dois nomes já posicionados no tabuleiro eleitoral, mas não filiados ao PT.
Um deles é André Fufuca, filiado ao PP, que atualmente comanda o Ministério do Esporte e integra a base do governo Lula. O outro é Weverton Rocha, do PDT, que busca a reeleição após alinhar-se politicamente ao Palácio do Planalto.
A aposta em Fufuca e Weverton reflete a dificuldade do PT em apresentar, no estado, um nome próprio com competitividade suficiente para a disputa majoritária ao Senado – embora exista uma movimentação de bastidores que envolveria a refiliação da presidente da Assembleia, deputada Iracema Vale para enfrentar a disputa.
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