sábado, 14 de fevereiro de 2026

Dino detonou relatório da PF sobre Toffoli no caso Master: ‘Lixo jurídico’

 

O ministro Flávio Dino fez várias intervenções na sessão reservada do STF para discutir a relatoria de Dias Toffoli no caso Master.

Segundo revelou o Poder 360, em vários momentos o maranhense mostrou desprezo pelo relatório produzido pela PF e encaminhado à presidência da Corte no que seria um movimento para retirar Toffoli do processo por suspeição.

Para Dino, o material é “um lixo jurídico”.

“Essas 200 páginas para mim são um lixo jurídico. Não adianta discutir esse lixo jurídico. A crise hoje é política, presidente [Fachin]. Em 2035, se Deus me der saúde, eu quero estar nesta cadeira. E esta cadeira tem bônus el ônus. Eu acho que não adianta pensar nesta cadeira só nos bônus. Eu acho, sr. presidente, que o sr. deveria ter resolvido isso dentro dainstitucionalidade da presidência”.

Ainda segundo o Poder 360, Dino disse ser a favor da relatoria permanecer com Toffoli e que notava que a maioria iria ter a mesma posição. Disse que suspeição de ministros do STF só pode ser considerada em situações extremas, como em casos de “pedofilia, e se tiver prova, e de estupro, e se tiver prova”. E completou, em tom corporativista: “E qualquer outro pedido de arguição eu sou STF futebol clube”. Já no final de sua fala, foi explícito: “Presidente, acho que o sr. teria de resolver isso sozinho. E acabar com isso”. Ou seja, sugerindo que Fachin simplesmente rejeitasse o que a Polícia Federal pedia-a análise do relatório sobre Toffoli.

“Isso aqui é um lixo jurídico. Esse problema é político. O ministro pegou uma causa bilionária de R$ 55 bilhões e um negócio dele lá com um fundo de R$ 16 milhões é o problema do país? É óbvio que esse não é o problema do país. Isso é para encobrir os interesses dos grandes empresários”, completou.

Foi então, de acordo com a publicação, que Flávio Dino sugeriu a emissão de uma nota de apoio assinada por todos os membros do Supremo.

“Eu já disse para o meu amigo e irmão Dias Toffoli: veja que já tem maioria. Mas não vai ser unânime. Mas o ministro Dias Toffoli tem voto para continuar. Eu acho, sr. presidente, que o ideal seria resolver isso administrativamente, numa nota, em que os 10 ministros assinassem,dizendo que apoiam o ministro Dias Toffoli, que não há suspeição nem impedimento”, sugeriu.

Ao fim, o ministro maranhense sugeriu que a nota do Supremo resolveria tudo, dizendo que a PF não tem competência administrativa nem jurisdicional, que o que foi apresentado era uma “investigação clandestina e ilegal” porque não teve autorização do presidente do Tribunal como exige a Lei Orgânica da Magistratura. E, mesmo com a nota, “o ministro Dias Toffoli num gesto de grandeza e em defesa da institucionalidade, tendo em vista o apoio recebido, encaminhará o caso para redistribuição”.

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