
O Ministério Público Federal (MPF) em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, ajuizou uma ação civil pública contra a TV Globo sob a alegação de uso inadequado da pronúncia da palavra “recorde” em sua programação jornalística.
De acordo com a ação, a emissora estaria adotando a forma “récorde”, considerada pelo órgão incompatível com a norma culta da língua portuguesa e com o padrão oficial reconhecido pelo Estado brasileiro. Para o MPF, a pronúncia correta deve seguir a forma paroxítona: reCORde.
O processo tramita na 2ª Vara Cível e Juizado Especial Federal Adjunto de Uberlândia e tem valor atribuído de R$ 10 milhões. O órgão sustenta que a prática configura violação de interesse coletivo, por envolver o uso da língua em um veículo de comunicação de grande alcance nacional.
Na ação, o MPF pede que a Globo seja obrigada a adequar imediatamente a pronúncia em toda a sua programação jornalística, com orientação formal a repórteres, apresentadores e locutores. Também requer o pagamento de indenização por dano moral coletivo em valor não inferior a R$ 10 milhões.
Há ainda pedido de tutela liminar para que a alteração seja implementada de forma imediata, sob pena de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.
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