
Um relatório sigiloso do Coaf, obtido com exclusividade pela coluna de Tácio Lorran e citado em inquérito da Polícia Federal, revelou que Roberta Luchsinger, amiga do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, recebeu um repasse de R$ 2,2 milhões do empresário maranhense Eduardo José Barros Costa, conhecido como Eduardo DP ou Eduardo Imperador. A transação milionária foi identificada no âmbito das investigações sobre a chamada “Farra do INSS”, reforçando o monitoramento das atividades financeiras de Roberta.
A investigação da Polícia Federal, conduzida através da Operação Sem Desconto, já apontava Roberta Luchsinger como uma peça-chave devido à sua proximidade com o empresário e lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Ao todo, os investigadores rastrearam pagamentos que somam R$ 1,5 milhão realizados por Careca em favor de Roberta. O avanço das apurações, que inclui a análise de mensagens de WhatsApp e o depoimento de um ex-fucionário, sugere que Roberta atuaria como intermediária, sendo que o destino final de parte desses recursos seria o próprio Lulinha, tratado em diálogos interceptados sob o codinome “o filho do rapaz”.
Embora o relatório policial ainda não detalhe a motivação específica por trás do repasse de R$ 2,2 milhões feito por Eduardo DP, os investigadores consideram que o montante é fundamental para elucidar a rede de influência e a teia de atuação da investigada no cenário político. O documento traça um mapa de conexões financeiras que coloca Roberta Luchsinger no centro de uma estrutura de repasses envolvendo grandes empresários e figuras ligadas ao poder, enquanto a Polícia Federal busca consolidar as provas sobre a real finalidade dessas transações milionárias.
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