
Deputados da base do governador Carlos Brandão (sem partido) na Assembleia Legislativa reuniram assinaturas, nesta terça-feira, 24, para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de aprofundar apurações sobre fatos relatados pelo procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo de Castro, em um pedido de afastamento do vice-governador Felipe Camarão (PT) encaminhado à Justiça estadual.
O MP maranhense pediu o afastamento cautelar do vice-governador no âmbito de uma investigação que apura movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada e o uso de terceiros para circulação de recursos. O pedido também atinge os policiais militares Thiago Brasil Arruda e Alexandre Guimarães Nascimento.
O requerimento de abertura da CPI ainda não foi divulgado, mas o Blog do Gilberto Léda apurou que ele já se encontra com a presidente da Casa, deputada estadual Iracema Vale (MDB), a quem cabe a decisão sobre a instalação, ou não.
O requerimento conta com 23 ou 24 assinaturas – fontes ouvidas sobre o assunto divergiram sobre o número correto. Para a abertura de um procedimento desse tipo, são necessárias apenas 14 subscrições.
Nas redes sociais, Camarão protestou contra o que chamou de “desespero coronelista e oligarca do dia”. Segundo ele, a CPI seria mais um ato do governo contra si para “limpar o terreno” e possibilitar a renúncia de Brandão para disputar o Senado, ao mesmo tempo em que se garantiria uma eleição indireta para o governo, via Legislativo, com Orleans Brandão (MDB) como candidato.
“Depois de um desastrado, espúrio e ilegal pedido de afastamento no TJ, o titio anuncia uma suposta CPI na Assembléia contra mim para limpar terreno para a eleição do sobrinho. Desespero? Golpe? Jogo sujo? Medo da derrota? Resistirei!”, disse.
Outras manifestações
O próprio Camarão repostou em suas redes sociais algumas manifestações em seu apoio e críticas à possibilidade de instalação da CPI.
“O governador tenta usar a máquina para interferir na linha sucessória e retirar o vice-governador do seu curso natural em prol de um projeto familiar de poder. Isso é coronelismo. Não aceitaremos manobras para distorcer o processo sucessório”, declarou o deputado estadual Othelino Neto (PSB).
Para Rodrigo Lago (PCdoB), Brandão “obriga deputados a entrarem no ringue”. “De Trôpego, agora virou Cerca Velha. Pode até cair, mas derrubando meio mundo”, asseverou.
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