domingo, 31 de maio de 2026

Duarte Jr. é excluído de pesquisa Veritá e caso pode parar na Justiça Eleitoral

 

A nova pesquisa eleitoral que o instituto Veritá deve divulgar nos próximos dias sobre a corrida pelo Governo do Maranhão e pelo Senado já começa cercada de questionamentos. O motivo é a ausência do nome do deputado federal Duarte Júnior entre os pré-candidatos apresentados aos entrevistados nos cenários para o Senado, apesar de sua pré-candidatura já ter sido anunciada publicamente e amplamente debatida no cenário político estadual.

O questionário registrado na Justiça Eleitoral mostra que foram incluídos nomes como André Fufuca, Eliziane Gama, Weverton Rocha, Roberto Rocha, Roseana Sarney, Pedro Lucas Fernandes, Hilton Gonçalo, César Pires e Simplício Araújo. Duarte Júnior, no entanto, ficou fora da lista submetida aos entrevistados, mesmo após aparecer entre os líderes da disputa em levantamentos recentes de outros institutos.

Na pesquisa AtlasIntel divulgada em maio, por exemplo, o deputado apareceu empatado na liderança da corrida ao Senado com a senadora Eliziane Gama, ambos com 14,7% das intenções de voto.

A exclusão pode abrir espaço para contestações judiciais contra a divulgação do levantamento. Especialistas em direito eleitoral apontam que pesquisas registradas precisam refletir, de forma razoável, o cenário político existente no momento de sua realização, sobretudo quando determinado nome possui pré-candidatura consolidada e reconhecimento público. Embora não exista obrigatoriedade legal de inclusão de todos os possíveis concorrentes, omissões consideradas capazes de distorcer o cenário eleitoral costumam ser alvo de questionamentos na Justiça Eleitoral.

O episódio também reacende o debate sobre a atuação do Veritá no Maranhão. Nas últimas semanas, o instituto esteve no centro de controvérsias após divulgar levantamentos com resultados que divergiram significativamente de pesquisas realizadas por outras empresas. As divergências geraram críticas de adversários políticos e levantaram discussões sobre metodologia, amostragem e critérios adotados pelo instituto.

Além disso, decisões judiciais e manifestações do Ministério Público Eleitoral envolvendo pesquisas divulgadas no estado contribuíram para aumentar a vigilância sobre novos levantamentos eleitorais. Nesse contexto, a ausência de Duarte Júnior em um cenário de Senado tende a ampliar a pressão sobre o instituto e pode motivar representações junto à Justiça Eleitoral antes mesmo da publicação oficial dos números.

Nos bastidores, aliados do deputado já avaliam que a omissão pode comprometer a fidelidade do retrato eleitoral apresentado ao eleitorado maranhense, principalmente porque o parlamentar figura entre os nomes mais competitivos para uma das duas vagas ao Senado que estarão em disputa em 2026.

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