
A nova pesquisa eleitoral que o instituto Veritá deve divulgar nos próximos dias sobre a corrida pelo Governo do Maranhão e pelo Senado já começa cercada de questionamentos. O motivo é a ausência do nome do deputado federal Duarte Júnior entre os pré-candidatos apresentados aos entrevistados nos cenários para o Senado, apesar de sua pré-candidatura já ter sido anunciada publicamente e amplamente debatida no cenário político estadual.
O questionário registrado na Justiça Eleitoral mostra que foram incluídos nomes como André Fufuca, Eliziane Gama, Weverton Rocha, Roberto Rocha, Roseana Sarney, Pedro Lucas Fernandes, Hilton Gonçalo, César Pires e Simplício Araújo. Duarte Júnior, no entanto, ficou fora da lista submetida aos entrevistados, mesmo após aparecer entre os líderes da disputa em levantamentos recentes de outros institutos.
A exclusão pode abrir espaço para contestações judiciais contra a divulgação do levantamento. Especialistas em direito eleitoral apontam que pesquisas registradas precisam refletir, de forma razoável, o cenário político existente no momento de sua realização, sobretudo quando determinado nome possui pré-candidatura consolidada e reconhecimento público. Embora não exista obrigatoriedade legal de inclusão de todos os possíveis concorrentes, omissões consideradas capazes de distorcer o cenário eleitoral costumam ser alvo de questionamentos na Justiça Eleitoral.
O episódio também reacende o debate sobre a atuação do Veritá no Maranhão. Nas últimas semanas, o instituto esteve no centro de controvérsias após divulgar levantamentos com resultados que divergiram significativamente de pesquisas realizadas por outras empresas. As divergências geraram críticas de adversários políticos e levantaram discussões sobre metodologia, amostragem e critérios adotados pelo instituto.
Além disso, decisões judiciais e manifestações do Ministério Público Eleitoral envolvendo pesquisas divulgadas no estado contribuíram para aumentar a vigilância sobre novos levantamentos eleitorais. Nesse contexto, a ausência de Duarte Júnior em um cenário de Senado tende a ampliar a pressão sobre o instituto e pode motivar representações junto à Justiça Eleitoral antes mesmo da publicação oficial dos números.
Nos bastidores, aliados do deputado já avaliam que a omissão pode comprometer a fidelidade do retrato eleitoral apresentado ao eleitorado maranhense, principalmente porque o parlamentar figura entre os nomes mais competitivos para uma das duas vagas ao Senado que estarão em disputa em 2026.
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