
A autorização, dada nesta semana pela Assembleia Legislativa, para que o Governo do Maranhão contraia empréstimos da ordem de R$ 2 bilhões, expôs, mais uma vez, a hipocrisia dos comunistas maranhenses.
No caso dos empréstimos a Brandão, a base dinista votou contra.
O mesmo grupo, contudo – embora com outros deputados, é claro -, aprovou autorizações para mais de R$ 1 bilhão em empréstimos nas duas gestões do hoje ministro do STF Flávio Dino – que já havia recebido o Executivo com algo em torno de R$ 2 bilhões em caixa, provenientes de um empréstimo do BNDES, contraído pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB), hoje deputado federal.
Figuras como Carlos Lula e Rodrigo Lago, ambos do PSB, que hoje são deputados estaduais e votaram contra as operações de crédito agora, eram membros do governo que acabou se beneficiando dos financiamentos aprovados pelo Legislativo no passado.
Sobre o tema, leia reportagem do Blog do Gilberto Léda, datada de 7 de abril de 2021 (o texto original pode ser acessado aqui).
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A autorização, dada pela Assembleia Legislativa, para que o Governo do Maranhão contraia mais um empréstimo gerou uma dúvida entre nossos leitores: quantos empréstimos, a gestão Flávio Dino (PCdoB) já contratou desde que assumiu o comando do Estado? E de quanto são essas dívidas?
O Blog do Gilberto Léda fez o levantamento.
No total, assim que assinar contrato com o BRB – agora com aval do Legislativo (leia mais)-, o governo comunista chegará à soma de R$ 1,1 bilhão emprestados de bancos .
Antes desse, a administração dinista já havia contraído outros cinco empréstimos.
O primeiro dos financiamentos contratados pelo governo foi autorizado pela Assembleia em abril de 2016: R$ 55,2 milhões da Caixa Econômica Federal para obras em São Luís.
Meses depois, em julho do mesmo ano, novo pedido de autorização: R$ 400 milhões da Corporação Andina de Fomento (CAF), o Banco de Desenvolvimento da América Latina.
Em novembro, ainda de 2016, foi autorizado um empréstimo de R$ 444 milhões da Caixa Econômica Federal (CEF), para “obras importantes de infraestrutura”, segundo anunciou à época o então secretário de Estado da Comunicação e Articulação Política, Márcio Jerry (PCdoB), hoje titular da Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano.
Em dezembro do mesmo ano, a Assembleia Legislativa aprovou projeto de lei autorizando o governo a tomar um empréstimo de R$ 55 milhões do Banco do Brasil para compra de motoniveladoras.
Em 2019, foi contraído um de US$ 35 milhões (algo em torno de R$ 136 milhões em valores da época), com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) – reveja.
No mesmo ano, o governo pediu, ainda, autorização para empréstimo de R$ 623 milhões, para pagamento de precatórios – mas esse valor ainda não chegou a ser contratado, porque não há linha de crédito específica para esse fim no Brasil (saiba mais). O caso está no STF.
G Léda
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