
A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira,17, um mandado de busca e apreensão na residência do ex-secretário de Segurança Pública e ex-deputado Raimundo Cutrim.
A determinação consta de despacho do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de uma ação que apura o chamado “Caso Tech Office”.
Há informações de que também consta da decisão uma determinação de prisão.
Cutrim estaria obstruindo as investigações, o que teria levado às buscas desta semana.
De acordo com uma publicação do Estadão, divulgada em março (leia a íntegra aqui), a investigação, que tramita sob sigilo, envolve suspeitas de uso da estrutura estatal para poupar pessoas ligadas ao governador Carlos Brandão (MDB), mudança de versão em depoimentos, acusações de propina e até críticas a Dino por se manter como responsável por um processo que pode beneficiar membros do grupo político dele.
“Como novo relator da investigação, Dino já determinou o bloqueio de uma apuração da Polícia Civil do Maranhão que mirava denúncias feitas pela mulher do assassino contra aliados do governo. Segundo o ministro, havia ‘perigo de interferência’ na investigação federal”, destaca a reportagem.
Procurado à época, o Governo do Maranhão afirmou que chama a atenção o fato de o próprio ministro ter avocado para si a relatoria de “mais um processo que, novamente, envolve narrativas direcionadas contra o governador Carlos Brandão” e que “causa estranheza a tentativa de conectar temas de naturezas completamente distintas”.
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