sábado, 4 de julho de 2026

PT nacional veta acordo após ser esnobado por Braide

 

Em reportagem publicada na segunda-feira (29), no jornal O Globo, o pré-candidato ao governo do Estado, Eduardo Braide (PSD), foi citado por não ver “vantagem em se associar a Lula ou a Flávio (Bolsonaro) no pleito deste ano no Maranhão”.

A afirmação, fiel ao estilo Braide de sustentar não precisar da classe política, pegou mal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao que parece, não reagiu bem e vetou acordo com os dinistas de entregar o PT ao ex-prefeito de São Luís.

Órfãos do governo Flávio Dino já trabalham abertamente com a ideia de que Felipe Camarão (PT) é carta fora do baralho das eleições de outubro, convencendo prefeitos a apoiar Braide, que esnoba publicamente o lulismo. Mesmo sem assumir o bolsonarismo, ele foi citado em fevereiro deste ano no bloco de notas do filho mais velho de Jair Bolsonaro como nome de apoio no Maranhão.

Nesse contexto, Orleans Brandão (MDB) leva vantagem com a boa relação institucional entre o Governo do Estado e o Governo Federal, incluindo demonstrações de carinho do presidente Lula com o governador Carlos Brandão, a exemplo do evento realizado na terça-feira (30) em Brasília, quando imagens mostraram os dois em clima de cordialidade durante o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026-2027. 

A conta é simples: Lula precisa de quem tem votos em seus estados. Mas Camarão nunca saiu da casa de um dígito nas pesquisas. E Braide não vai declarar publicamente apoio ao PT, muito pelo contrário.

O ex-prefeito da capital acha que não precisa do PT (nem da classe política maranhense) e finge não ser aliado de Flávio Bolsonaro.

Já parlamentares dinistas, ao trabalhar a favor de Braide, atuam mais como cabos eleitorais do maior fenômeno da direita no Brasil: o bolsonarismo.

Só no Maranhão mesmo…

Quem diria!

G Léda

Nenhum comentário:

http://omaiordomundobr.blogspot.com.br/2017/03/governo-do-maranhao-bolsa-escola.html