domingo, 16 de agosto de 2026

Dino esclarece que vídeo em praia é de 2023 e cobra correção de publicações

 

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou neste domingo (16) que um vídeo no qual aparece ao lado de uma SUV em uma praia de São Luís foi gravado em maio de 2023 e que o veículo mostrado nas imagens é particular. Segundo ele, o registro ocorreu antes de sua posse na Corte, em fevereiro de 2024.

A manifestação ocorre após o vídeo voltar a circular nas redes sociais associado à controvérsia envolvendo uma denúncia do jornalista maranhense Luís Pablo sobre o suposto uso irregular de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) por familiares do magistrado.

As duas situações, no entanto, são distintas.

O relato do jornalista refere-se a um episódio que teria ocorrido em novembro de 2025 – e pelo qual ele acabou sendo alvo de buscas da PF, autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que culminaram com a descoberta da sua fonte.

Já a imagem de Dino na praia é de maio de 2023, quando ele ainda não integrava o STF.

“Informo, mais uma vez, que esse vídeo em que apareço na praia, abrindo a porta de um carro, é bem antigo, quando não era ministro do STF. E aquele carro mostrado é particular”, declarou Dino. Ele também pediu que jornalistas, comentaristas e autores de publicações corrijam a informação.

“Destacou que ‘aceitar’ ser alvo de crimes não se insere no rol de minhas obrigações funcionais”, pontuou.

O ministro classificou a associação entre o vídeo e a denúncia como uma mentira e afirmou que a divulgação de informações falsas alimenta ataques e aumenta a necessidade de segurança. Dino acrescentou que pessoas responsáveis por sua proteção podem atuar fora do horário convencional e em locais de lazer diante da existência de ameaças.

“O cumprimento das leis, a boa apuração jornalística e a reflexão serena são fontes essenciais para realmente defender a liberdade. Lamento que a indústria criminosa de fake news e manipulações gere ainda mais ÓDIOS, com isso mais ataques e, portanto, mais necessidade de segurança, em um ciclo sem fim. O cumprimento das leis, a boa apuração jornalística e a reflexão serena são FONTES essenciais para realmente defender a liberdade. Afinal, não existem liberdades para mentir, agredir, perseguir, ameaçar, atacar, matar. Tampouco para tentar intimidar juízes. Sobre essa mentira do vídeo na praia – que é de 2023 e com carro particular – espero que jornalistas, comentaristas de TV e demais autores de postagens corrijam, em nome da ética (a fonte da verdade)”, escreveu.

G Léda

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