
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, defendeu nesta terça-feira (1º/9) a renúncia do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu após a divulgação de novas informações sobre supostas mensagens trocadas entre o magistrado e o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O ministro André Mendonça encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um relatório da Polícia Federal que reúne dados extraídos do celular de Vorcaro.
Em uma das mensagens, o banqueiro afirma que precisa da proteção de “Paulo” e “Andrei”. Investigadores suspeitam que os nomes seriam referências ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O destinatário da mensagem, segundo a apuração, seria Alexandre de Moraes.
Ao chegar ao Congresso Nacional, Flávio Bolsonaro afirmou que o conteúdo indicaria que Moraes atuava como “advogado” de Vorcaro e buscava proteção junto à cúpula da PGR e da Polícia Federal.
“Isso é uma coisa muito grave. Eu acho que o Alexandre de Moraes tinha que renunciar ao Supremo Tribunal Federal. Não tem a menor condição de ele continuar sendo ministro do Supremo”, declarou.
O senador também relacionou as suspeitas ao contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Assinado em janeiro de 2024, o acordo previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões.
Flávio alegou ainda que Moraes teria participado diretamente da elaboração do contrato. “Um integrante da mais alta Corte, do Supremo, ele próprio redigindo o contrato da esposa dele para devolver para o Vorcaro. Quer dizer, tudo indica, inclusive sugere que é uma proteção do próprio Alexandre de Moraes”, afirmou.
Na avaliação do candidato do PL, o ministro ainda precisa apresentar “muitos esclarecimentos” sobre a relação mantida com o banqueiro.
G Léda
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