Governo do Estado

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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Mulher manda matar amiga na Bahia por suspeitar que ela fez “feitiço” para separá-la do marido


Fernanda (Blusa Amarela) encomendou a morte da melhor amiga

A dona de casa Fernanda dos Santos Alves, de 37 anos, pagou R$ 500 para matar sua amiga Jumaria dos Santos Barbosa, 41, assassinada a tiros, em abril, numa academia de ginástica, no centro de Lauro de Freitas. A mulher foi apresentada à imprensa, nesta segunda-feira (7), no auditório do edifício-sede da Polícia Civil, na Praça da Piedade, região central de Salvador.

Durante a apresentação, o titular da 23ª Delegacia Territorial (DT), de Lauro de Freitas, delegado Joelson Reis, e o delegado Maurício Costa, também daquela unidade, explicaram os detalhes das investigações que levaram à prisão de Fernanda, ocorrida no dia 12 de julho, na cidade de Natal, e a participação de outras cinco pessoas.
Fernanda estava escondida na casa de parentes, no Rio Grande do Norte, e teve o mandado de prisão preventiva cumprido por policiais da 23ª DT, que contaram com o apoio de equipes da Delegacia Especializada de Homicídios (Dehom), daquele estado.

Interrogada pelo delegado Joelson Reis, ela confessou ter encomendado a morte de Jumaria por desconfiar que ela estivesse fazendo “trabalhos de magia negra” para mantê-la afastada do ex-marido, por quem a vítima estaria interessada. Elas se conheceram, no final do ano passado, e acabaram se tornando amigas.

O titular da DT/Lauro de Freitas também mostrou fotografias de Rakmus Varjão Pereira Alves, sua mulher Taís Santos Ferreira, Diego Silva dos Santos e Gilmário Carneiro dos Santos, também envolvidos na morte de Jumaria. Todos eles já possuem mandado de prisão preventiva expedidos pela Justiça. Rakmus é irmão de Fernanda por parte de pai.

O delegado exibiu ainda aos jornalistas um vídeo onde um homem identificado pelo apelido de Branco, o autor dos disparos, aparece se dirigindo até a academia e, pouco depois, correndo para fugir do local. Poucos dias antes da morte de Jumaria, todos os envolvidos se encontraram num bar, onde tramaram como fariam a execução.

No dia do crime, Branco foi à academia se passando por alguém interessado em se matricular. Ele se aproveitou que a vítima estava distraída e efetuou quatro disparos. Rakmus e Gilmário foram os responsáveis por contratar Branco e Diego, que tem outros dois mandados de prisão por homicídio em aberto, e deram cobertura ao assassino.

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