
Uma comissão formada por 15 vereadores de São Luís formalizou uma representação junto ao Ministério Público do Maranhão para exigir que a administração Eduardo Braide (PSD) libere o repasse de R$ 12 milhões em emendas parlamentares. O montante, que já deveria ter sido transferido há cerca de dois meses, é destinado exclusivamente ao Hospital do Câncer Aldenora Bello. A falta de pagamento dos recursos, já autorizados pelo legislativo, motivou a busca de apoio do órgão ministerial para garantir o cumprimento do cronograma financeiro.
O investimento é considerado vital para a saúde pública da capital, pois visa a construção de uma nova ala pediátrica na instituição. Com os recursos, o projeto pretende ampliar significativamente o atendimento oncológico infantil, elevando o número de camas destinadas às crianças de 23 para 90 unidades. Além disso, o plano de expansão prevê a instalação de mais 32 camas para pacientes adultos, totalizando uma ampliação de 100 novas vagas no complexo hospitalar até o final de 2026.
A obra completa está orçada em R$ 20 milhões, sendo que o grupo de parlamentares já se comprometeu a destinar outros R$ 8 milhões, para além do valor atualmente retido, de forma a assegurar a finalização do projeto. Atualmente, o Hospital Aldenora Bello conta com 175 camas e opera no seu limite técnico. A concretização da nova ala é vista como a única solução a curto prazo para reduzir as listas de espera e humanizar o tratamento de menores que lutam contra o cancro no estado.
A iniciativa de acionar o Ministério Público foi subscrita por uma frente ampla de vereadores, incluindo nomes como André Campos, Octávio Soeiro, Raimundo Penha e Concita Pinto, entre outros. Os parlamentares alegam que não existem impedimentos técnicos ou jurídicos que justifiquem a retenção da verba pela prefeitura, classificando a demora como uma falha de gestão que prejudica diretamente a assistência de alta complexidade. A pressão política visa forçar a imediata assinatura dos convênios de repasse.
Com a representação formalizada, espera-se que o Ministério Público notifique a gestão municipal para prestar esclarecimentos sobre a paralisia dos fundos. Caso a situação não seja resolvida administrativamente, o caso poderá evoluir para uma ação civil pública com o intuito de desbloquear as contas e permitir o início imediato das obras. O desfecho do conflito é acompanhado com expectativa por associações de apoio a doentes oncológicos e pelas famílias que dependem do sistema público de saúde.
G Léda
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