sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Vereadores acionam MP para cobrar repasse de Braide ao Aldenora Bello

 

Uma comissão formada por 15 vereadores de São Luís formalizou uma representação junto ao Ministério Público do Maranhão para exigir que a administração Eduardo Braide (PSD) libere o repasse de R$ 12 milhões em emendas parlamentares. O montante, que já deveria ter sido transferido há cerca de dois meses, é destinado exclusivamente ao Hospital do Câncer Aldenora Bello. A falta de pagamento dos recursos, já autorizados pelo legislativo, motivou a busca de apoio do órgão ministerial para garantir o cumprimento do cronograma financeiro.

O investimento é considerado vital para a saúde pública da capital, pois visa a construção de uma nova ala pediátrica na instituição. Com os recursos, o projeto pretende ampliar significativamente o atendimento oncológico infantil, elevando o número de camas destinadas às crianças de 23 para 90 unidades. Além disso, o plano de expansão prevê a instalação de mais 32 camas para pacientes adultos, totalizando uma ampliação de 100 novas vagas no complexo hospitalar até o final de 2026.

A obra completa está orçada em R$ 20 milhões, sendo que o grupo de parlamentares já se comprometeu a destinar outros R$ 8 milhões, para além do valor atualmente retido, de forma a assegurar a finalização do projeto. Atualmente, o Hospital Aldenora Bello conta com 175 camas e opera no seu limite técnico. A concretização da nova ala é vista como a única solução a curto prazo para reduzir as listas de espera e humanizar o tratamento de menores que lutam contra o cancro no estado.

A iniciativa de acionar o Ministério Público foi subscrita por uma frente ampla de vereadores, incluindo nomes como André Campos, Octávio Soeiro, Raimundo Penha e Concita Pinto, entre outros. Os parlamentares alegam que não existem impedimentos técnicos ou jurídicos que justifiquem a retenção da verba pela prefeitura, classificando a demora como uma falha de gestão que prejudica diretamente a assistência de alta complexidade. A pressão política visa forçar a imediata assinatura dos convênios de repasse.

Com a representação formalizada, espera-se que o Ministério Público notifique a gestão municipal para prestar esclarecimentos sobre a paralisia dos fundos. Caso a situação não seja resolvida administrativamente, o caso poderá evoluir para uma ação civil pública com o intuito de desbloquear as contas e permitir o início imediato das obras. O desfecho do conflito é acompanhado com expectativa por associações de apoio a doentes oncológicos e pelas famílias que dependem do sistema público de saúde.

G Léda

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