
O velho ditado “quem com ferro fere, com ferro será ferido” ajuda a resumir o cenário enfrentado pelo ex-senador Roberto Rocha no Maranhão. Depois de alimentar a expectativa de ser o candidato do Novo ao Senado na chapa de Eduardo Braide (PSD), ele foi surpreendido pela decisão do ex-prefeito de São Luís de apoiar Lahesio Bonfim, seu correligionário, para uma das vagas.
Roberto esperava contar com o apoio de Braide muito por conta do papel que desempenhou na eleição de 2020 em São Luís. Na época, como principal liderança do PSDB no Maranhão, o então senador conduziu o partido para a aliança que ajudou a eleger o ex-prefeito da capital.
A decisão, entretanto, custou a candidatura de Wellington do Curso, que pretendia concorrer à Prefeitura de São Luís pelo PSDB. Mesmo diante das movimentações de bastidores, o deputado estadual demonstrava confiança na direção partidária e chegou a declarar publicamente: “Roberto Rocha não irá me trair”.
A garantia não se confirmou. Wellington ficou sem legenda para entrar na disputa, e o PSDB de Roberto Rocha preferiu apoiar Braide. O episódio foi relembrado pelo próprio deputado anos depois, quando classificou como uma “rasteira” a decisão que o retirou da eleição municipal.
Já em 2022, foi o próprio Lahesio quem acabou fulminado por uma decisão partidária de Rocha: naquele ano, o ex-senador tomou-lhe o PTB, e levou o partido para um apoio diluído entre mais de um candidato a governador (relembre). O ex-prefeito São Pedro dos Crentes acabou precisando filiar-se aí PSC para ser candidato.
Agora, em 2026, Roberto encontra-se em situação semelhante. Filiado ao Novo e articulando o retorno ao Senado, o ex-parlamentar esperava integrar a chapa liderada por Braide, mas viu o aliado optar por Lahesio Bonfim, também integrante da sigla.
A escolha de Braide fortalece o projeto eleitoral de Lahesio e reduz o espaço pretendido por Roberto. Na verdade, deixa o ex-senador sem norte.
Talvez seja por isso que, nos últimos meses, quase toda semana Rocha anuncie um grande pronunciamento sobre seu futuro político.
G Léda
Nenhum comentário:
Postar um comentário